20/06/11

Caché (2005)


E agora vou acabar de ver esta pérola. Devo ter sido a única viva alma a deixá-lo a meio. Não passa de hoje.

ASHRAM - "Ashram"

Depois de muito procurar, encontrei a companhia certa, para um fim-de-semana de trabalho. Em modo repeat, tocou este álbum "Ashram", com nome homónimo da banda italiana, simplesmente fabuloso. Conjugação perfeita entre voz, piano, violino e violoncelo. Para a difícil escolha de um tema, destaco Elisewin, Frágil e Forever at your mercy. O ano passado tive o prazer de os ver actuar, a abrirem o festival Entremuralhas, no castelo de Leiria. O lugar adequava-se na perfeição. Álbum altamente recomendável.

19/06/11

Clan of Ximox “Darkest Hour”

Os Clan Of Xymox regressaram em beleza com o disco “Darkest Hour”.

Dez temas com uma atmosfera e sonoridade algo mistica e melancólica, característica da onda darkwave da banda.

Todo o álbum é muito equilibrado e de audição bastante aprazível.

Para apreciarem, deixo-vos com a faixa “Tears Ago” e a voz inconfundível de Ronny Moorings.





Para recordar segue o tema"Imagination" (1989), com Anke Wolbert como vocalista.


18/06/11

Saramago...para sempre!


José Saramago - Cadernos de Lanzarote

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e
o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E
finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os
Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas
privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação
do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a
todos.»

José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pág. 148

14/06/11

"My Impure Hair" Blonde Redhead



My Impure Hair Blonde Redhead "23" (2007)

13/06/11

Le temps qui reste (2005)

Quando já não há nada a perder...apenas o tempo que resta.

12/06/11

Der Siebente Kontinent (1989)


O Sétimo Continente é muito mais do que uma simples história de uma família de classe média, explora a degradação de uma sociedade dos nossos tempos, a falta de comunicabilidade. No início, o filme decorre sem mostrar rostos, não são as personagens em questão que contam, pode ser qualquer um, somos todos nós. A mãe prepara o pequeno-almoço, o pai aperta os atacadores, a filha reza. Nada nos indica, ao longo do filme que haja algo de errado, todos os rituais diários são levados a cabo de forma exímia, em busca da pefeição, mas com um sentimento de peso, de monotonia e desapego à realidade circundante. O momento simbólico, em que a filha supostamente declara a cegueira é significativo e óbvio da sua necessidade de afecto e atenção. Quando a mãe toma conhecimento do episódio da escola e replica de forma violenta, torna-se francamente sintomático da sua incapacidade e vontade de mudança. E se por um lado, tudo leva a crer que aquela família projecta um futuro auspicioso, uma viagem para a Austrália, tudo não passa afinal, de um escape, uma fuga existencial. O prazer na destruição de todos os bens, roupas, móveis, dinheiro, livros, discos, aquário, reflecte a quebra com o passado, a saída do tédio, o desepero, a culminar no suicídio. Um drama humano, longe de ser agradável, que serve de reflexão e jamais nos deixa indiferentes. Um filme niilista, onde tudo é posto em causa, o sentido da vida, os valores tradicionais que nos regem, os critérios absolutos. Filme escrito e realizado por Michael Haneke, a sua primeira longa-metragem, que se inspirou numa história verídica de uma família austríaca.

11/06/11

"The Stanley Kubrick Archives"




Este fim de semana, foi editado no Ipsilon, um artigo muito completo de Francisco Valente, (autor do blogue "Da Casa Amarela") sobre a obra de Kubrick. A sua publicação decorreu na sequência do sucesso da exposição do espólio de Kubrick na Cinemateca Francesa, as novas edições do seu trabalho em livros e o relançamento dos seus filmes. Uma pequena parte deste artigo pode ser lido aqui.

A propósito desta notícia, deu-me uma súbita vontade de recomendar uma das obras ali citadas, que possuo desde 2008, com uma pontinha de orgulho e vaidade, ainda para mais tendo-me esta sido oferecida. Trata-se de "The Stanley Kubrick Archives", um estudo absolutamente fabuloso de toda a obra de Kubrick, editado por Alison Castle, na Taschen.

Para mais detalhes encontram tudo aqui.

Discos da Minha Vida # 21




This Mortal Coil - It'll End in Tears (1984)

Não resisto a partilhar o tema "Song to the Siren".

10/06/11

Mirrors “Lights and Offerings”


“Lights and Offerings” é o novo disco, editado no início do ano, do quarteto sinthpop britânico, Mirrors. Banda com fortes influências dos O.M.D., que realizou aliás a primeira parte da tournée destes pela Europa. “Into the Hearth” foi o primeiro single retirado de “Lights and Offerings”.
Vale a pena uma audição atenta. Uma proposta para o fim de semana prolongado que se avizinha.

04/06/11

Laurie Anderson - Casa da Música



LAURIE ANDERSON «DELUSION»
Casa da Música
5 de Junho 2011



Pudesse eu ir...

The Tree of Life (2011)




The Tree of Life de Terrence Malick através da análise da existência humana e espiritual conta-nos a história do universo, numa viagem alucinante através do cosmos.
O drama da morte de um filho serve de mote para filmar os conflitos de uma família e os elos de amor que a unem.
A viagem é mística, transcendente e reavalia todos os valores da vida, a dicotomia do bem e do mal, as desilusões como forma assumida de as debater e encontrar saídas.
Os diálogos são escassos, é tudo muito ao nível do pensamento. A existência de uma voz-off decorre ao longo do filme, algo comum já em filmes anteriores de Malick.
A excelente qualidade das imagens inseridas na história, de paisagens naturais da Terra e do espaço são absolutamente fabulosas, contributo atribuído também à excelente fotografia de Emmanuel Lubezki. A prodigiosa técnica que Malick utiliza para filmar fez-me recordar a minha surpresa, na altura em que vi os filmes de Tarkovsly.
The Tree of Life é para ser visto numa boa sala de cinema, não só pela imagem, mas também pelo espectacular banda sonora, e pela forma como esta é aliada em perfeição e sintonia com a imagem. As interpretações são admiráveis, Pitt está à altura como pai tão devoto como austero, mas sobretudo destaco a interpretação dos três filhos e a da mãe, elevada numa áurea etérea e devota da natureza. A aparição de Sean Penn é notória, marca presença representando Jack enquanto adulto, embora em tempo muito reduzido, soube a pouco.
O filme conta com mais de duas horas de beleza interminável. Uma obra prima.

Marilyn Monroe 85



Happy Birthay Marilyn!

(1 de Junho de 1926)

29/05/11

The Horrors "Still Life"



The Horrors, banda que se identifica com os The Cure, Joy Division, The Cramps ou Jesus and Mary Chain vai editar o seu terceiro álbum "Skying" a 11 de Julho.
Quando ouvi pela primeira vez esta música pareceu-me já a ter ouvido algures. Será a cópia de alguma, ou terei ouvido na rádio.. de qualquer modo soou-me bem. Cool enough! Deixando-me de conjecturas aqui fica: "Still Life" é o novo single.

28/05/11

Esben & The Witch "Violet Cries"


Esben & The Witch, uma banda britânica formada em 2008,cujo nome foi inspirado num conto clássico dinamarquês, lançou no início do ano o seu primeiro trabalho de longa duração, “Violet Cries”. Sonâncias que vislumbram atmosferas sombrias de influências góticas, com o forte contributo da voz envolvente de Rachel Davies, a trazer à memória os 80,s dos Siouxsie & The Banshees ou The Cure, muito à semelhança do recente sucesso de Zola Jesus, tão do meu agrado.
A destacar, de um conjunto de dez canções que compõem o álbum "Marine Fields Glow" um tema calmo e intimista, e "Swans" misterioso e etéreo a fechar de forma magistral.
As influências reveladas pelos Esben por Anno Birkin, J. G. Ballard, David Lynch,Francis Bacon, Hieronymus Bosch, Ted Hughes, Thomas Hardy, Baudelaire, Edgar Allen Poe, Oscar Wilde,Sylvia Plath, Werner Herzog,Grimm e Twin Peaks, dão margem para percepcionarmos ainda melhor este projecto.
Aqui fica o conselho: não perder de vista.Tudo leva a crer que tenham um futuro promissor.
Esben & the Witch tem concerto marcado para o Paredes de Coura a 18 Agosto.



26/05/11

Micron Sixty Three "'Death is Colder Than Love"



Micron Sixty Three, uma agradável surpresa.
Em audição.

Thurston Moore "Demolished Thoughts"



"Demolished thoughts" é novo trabalho a solo de Thurston Moore, líder dos Sonic Youth. Disco de baladas com sonoridade folk, conta com as contribuições de Samara Lubelski no violino, Mary Lattimore na harpa e direitos de produção para Beck.



Thurston Moore "Benediction" Demolished Thoughts (2011)

21/05/11

The Brown Bunny (2003)











Road-movie de genuína inspiração, Brown Bunny narra a história de Bud Clay, um corredor de motos, que após ter assistido a algo que o marcou para toda a vida, deriva pela estrada num vazio existencial, numa busca constante da felicidade que perdeu. A paisagem intensifica na perfeição a solidão, servindo de prolongamento do sentimento interior da personagem. Assolado pela paixão por Daisy, procura em todas as mulheres que encontra a única que ama. Devastado pelo sofrimento, é invadido por recorrentes memórias e sentimentos de culpa de quem testemunhou um acontecimento trágico e fugiu, por sentimentos de posse, por dúvidas. Com um orçamento modesto, Galo assume infinitas tarefas num belíssimo filme intimista.

18/05/11

17/05/11

Ladytron -"White Elephant”


Após o lançamento da antologia “The Best Of 00-10”, em jeito de comemoração dos dez anos de carreira da banda, eis que surge o novo álbum “Gravity The Seducer”, o quinto álbum de originais a editar no dia 12 de Setembro. Banda nascida em Liverpool e batizada com o nome de uma canção do Roxy Music , recupera na perfeição a sonoridade mais pop, fiel aos sintetizadores, dos anos oitenta. Do alinhamento do disco faz parte uma faixa do último disco, já muito badalada, Ace of Hz. Deixo-vos com a novidade, "White Elephant” o novo single dos Ladytron.

Jarmusch prepara novo filme


Jim Jarmusch, referência absoluta do cinema americano independente, dois anos após ter lançado “Limits of Control” planeia novo filme sobre o amor entre vampiros. Notícia que pelo tema não deixa de ser surpreendente.
Michael Fassbender, Mia Wasikowska e Tilda Swinton, colaboradora frequente de Jarmusch, interpretarão vampiros. John Hurt, que também aparece habitualmente nos longas de Jarmusch, também está no elenco.
Jarmusch revelou à imprensa que espera realizar esta longa-metragem há muitos anos. As filmagens começarão na Alemanha, Tânger e Marrocos. A notícia foi divulgada pelo Festival de Cannes e vai decorrer no início de 2012.
Quem realiza o belíssimo filme “Coffee and Cigarrettes” à volta de algo tão elementar como cigarros e cafés, não surpreende que faça um grande filme sobre qualquer outro tema, até mesmo sobre vampiros...
Aguarda-se com expectativa, pela mestria deste grande cineasta que volta a dar que falar.

15/05/11

O Retorno dos Dead Can Dance



Brendan Perry e Lisa Gerrard anunciaram novo álbum previsto para o Verão de 2012. No fim do ano, os Dead Can Dance irão realizar uma digressão mundial de dois meses. Bom seria que viessem a Portugal, mas infelizmente, por agora, não consta na agenda.
O último trabalho da dupla foi em 1996 com o álbum Spiritchaser. Entretanto ambos têm editado trabalhos a solo e colaborado em parceria com outros músicos.
A qualidade artística da composição de Brendan Perry aliada à bela voz de Lisa Gerrard faz desta banda algo incomparável. A música de sonoridade neo-clássica dos Dead Can Dance é uma viagem noutra dimensão, uma forte experiência para todos os sentidos. Faço votos que permaneçam juntos por muito tempo, que nos brindem com muitos álbuns, e se não for pedir muito que realizem alguns concertos em Portugal.

E o IndieLisboa chegou ao fim

O IndieLisboa`11 termina este fim-de-semana e já foram revelados os premiados. O grande destaque vai para o filme “The Ballad of Genesis and Lady Jaye” de Marie Losier que venceu o Grande Prémio para melhor longa-metragem internacional do IndieLisboa'11.“Linha Vermelha” de José Filipe Costa foi a longa-metragem vencedora, enquanto "Alvorada Vermelha", de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra Mata teve o prémio de melhor curta portuguesa.
“The Ballad of Genesis and Lady Jaye” filme que, segundo crítica de Nuno Galopim no blogue Soud + Vision, lida aqui, alcança uma "vitória surpreendente, sobretudo por ser este um documentário que, mesmo perante uma história e figuras de carácter excepcional, falha na verdade o foco das premissas a que se propõe, acabando na verdade mais atento à obra (mesmo que conjunta com Lady Jaye) de Genesis P-Orridge, secundarizando o processo de demanda da identidade visual entre ambos que constituiu expressão maior do amor que os uniu."
Para informações detalhadas sobre todo o festival aconselho a visita ao blogue O Sétimo Continente.

Austra: Feel It Back


O projecto goth-pop do trio canadiano Austra liderado por Katie Stelmanis tem álbum a editar no dia 17 de Maio. Do alinhamento de "Feel It Back" chega este Beat In The Pulse, publicado em single no ano passado.
Uma banda a merecer a nossa atenção.

Tracklist:

01 Darken Her Horse
02 Lose It
03 The Future
04 Beat and the Pulse
05 Spellwork
06 The Choke
07 Hate Crime
08 The Villain
09 Shoot the Water
10 The Noise
11 The Beast

11/05/11

Começa o 64° Festival de Cannes


O 64.º Festival de Cinema de Cannes arranca hoje. "Midnight in Paris", o novo filme de Woody Allen, teve honras de abertura da edição deste ano.

Tindersticks no IndieLisboa

Para quem estiver por Lisboa, ainda está a tempo de dar um pulo ao IndieLisboa para ver e ouvir os Tindersticks, hoje na Aula Magna.
A banda britânica de Stuart Staples revela ao vivo, a música que criou para os filmes da realizadora francesa Claire Denis, enquanto as imagens irão sendo projectadas.
O resultado desta parceria foi celebrizado no dia 26 de Abril com o lançamento mundial da caixa “Tindersticks - Claire Denis Film Scores 1996-2009”, uma compilação do total das seis bandas sonoras compostas pela banda, com assinatura da Constellation Records.

08/05/11

Badlands (1973)










Terrence Malick, artista alheio a convenções e a comercialismos da indústria do cinema, é um génio raro do cinema norte americano. Com 40 anos de carreira realizou apenas cinco filmes, todos eles altamente considerados. Badlands foi a sua primeira longa metragem, um projecto perturbante sobre a violência, um marco incontornável na obra de Malick.
Nos papéis de Kit e Holly estão dois actores fora de série, Martin Sheen, no papel de um rapaz inadaptado sem rumo, enérgico e explosivo, torna-se num psicopata anti social. Um homem do lixo que se considera um sósia fora da lei de James Dean. Sissy Spacek, representa uma miúda de 15 anos (embora, na realidade tivesse 24) no papel de uma teen apaixonada com comportamento passivo, e resignada à sua sorte. A história é inspirada no caso verdadeiro de delinquência dos anos 50, de Charles Starkweather e Caraol Fugate, também serviu de mote para outros realizadores, como Breathless de Godard em 1960 e Bonnie e Clyde de Arthur Penn em 1967. Uma história que fascina pela irreverência, entre um rapaz, com comportamentos desadequados, e uma rapariga inocente levada pela aventura. No início da história temos o assassinato do severo pai da rapariga, como solução fácil de um problema sem saída, e depois a construção de um de um refúgio, no meio da mato, onde o casal vive o amor em comunhão com a natureza, filmado em beleza por Malick. Ao contrário do que se possa imaginar, toda a narrativa de Malick é realizada de tal foma, que não sugere um drama violento. Há cenas desarmantes, daqueles amantes rebeldes em fuga, que nos fazem cativar. Alheios a qualquer situação, eles dançam ao ar livre, ao som de “Love is Strange”, ou param religiosamente para ouvir Nat King Cole.
Badlands é uma história fascinante, uma obra de culto na história do cinema absolutamente intemporal.

03/05/11

"Pina" Wim Wenders



Uma homenagem de Wim Wenders à inesquecível bailarina e coreógrafa alemã de dança contemporânea, Pina Bausch.
Almodóvar foi outro cineasta que abordou a sua arte performativa, no filme “Habla com Ela”, onde a própria participa.
A morte inesperada de Bausch a 30 de Junho de 2009 não fez Wenders renunciar ao seu projecto de longa data. A estreia mundial do filme ocorreu em Fevereiro no Festival de Berlim, por cá está prevista para 8 de Maio.

01/05/11

Audition/ Ôdishon (1999)




Após sete anos da morte da sua companheira, Aoyama pretende arranjar uma namorada, e a conselho do seu filho, que o acha triste e sozinho, vai à procura. Para isso, e a convite de um amigo fazem uma audição para o papel feminino de um filme, com o intuito de arranjar a parceira ideal. Até que encontra Yamazaki Asami, uma rapariga muito reservada e cheia de mistérios, que tinha sido bailarina durante muitos anos. Começam a sair juntos até que Aoyama se apaixona e fica obcecado por ela. Apesar das desconfianças e avisos do seu amigo, quanto à credibilidade da rapariga, Aoyama não desiste. Contudo nada bate certo, todas as referências que ele tem dela não se coadunam.
O terror vai-se construindo lentamente ao longo do filme culminando num clímax apoteótico. Asami, na sua aparente inocência, vai desencadeando uma espécie de vingança devido aos traumas sofridos na sua infância.
O realizador contrapõe o proveito que Aoyama poderia tirar da situação, o que não parece verificar-se, já que o homem apenas pretende ajudá-la e estar com ela, com todo um universo de problemas de ordem psíquica.
Em Audition, Takashi Miike explora os aspectos mais perturbadores e macabros da mente humana. A distinção entre o sonho e a realidade é muito ténue, havendo uma disparidade entre aparências e realidade que nos leva a confundir o sonho da verdade.
As cenas finais são mesmo arrepiantes. Confesso que tive alguma dificuldade em ver até ao fim.
Filme de culto do cinema japonês contemporâneo, valeu a Takashi Miike o reconhecimento internacional, nomeadamente o prémio da crítica internacional no Festival de Cinema de Roterdão de 2000.

The Tree of Life - Terrence Malick



Estreia a 26 de Maio em Portugal.

Melancholia - Lars Von Trier



Melancholia é o novo filme do cineasta dinamarquês Lars Von Trier que vai contar com a participação de Charlotte Gainsbourg (Anticristo) e de Kirsten Dunst, como protagonista principal.
Interpretam o papel de irmãs cujas vidas se distanciam enquanto o mundo se desmancha naquilo que Von Trier descreve como um belo filme sobre o fim do mundo. O filme do polémico cineasta é ansiosamente aguardado.
Melancolia estreia mundialmente em competição no Festival de Cannes (11–22 de Maio). É a 11ªindicação de Lars em Cannes, incluindo a Palma de Ouro e o prémio de Melhor Actriz para o filme Dancer in the Dark(2000) e o Grand Prix para Breaking the Waves (1996) e Europa (1991). Charlotte Gainsbourg recebeu o prémio de Melhor Actriz na edição 2009 pelo seu papel no últilmo filme de Von Trier, Anticristo.

Cannes 2011


A selecção da competição oficial do Festival de Cannes de 2011:

La Piel Que Habito, Pedro Almodóvar
L'Apollonide - souvenirs de la maison close, Bertrand Bonello
Pater, Alain Cavalier
Hearat Shulayim, Joseph Cedar
Bir Zamanlar Anadolu'da, Nuri Bilge Ceylan
Le gamin au vélo, Jean-Pierre e Luc Dardenne
Le Havre, Aki Kaurismäki
Hanezu no tsuki, Naomi Kawase
Sleeping Beauty, Julia Leigh
Polisse, Maïwenn
The Tree of Life, Terrence Malick
La source des femmes, Radu Mihaileanu
Ichimei, Takashi Miike
Habemus Papam, Nanni Moretti
We Need To Talk About Kevin, Lynne Ramsay
Michael, Markus Schleinzer
This Must Be The Place, Paolo Sorrentino
Melancholia, Lars von Trier
Drive, Nicolas Winding Refn

Este ano o festival irá abrir com Midnight in Paris de Woody Allen. A selecção Un Certain Regard abrirá com Restless de Gus Van Sant.
O júri para a Palma de Ouro será presidido por Robert DeNiro. Bernardo Bertolucci irá receber uma Palma de Ouro honorária pelo conjunto da sua carreira. O festival de Cannes 2011 decorrerá entre 11 e 22 de Maio deste ano.