30/06/11

Discos da Minha Vida # 22



Echo & the Bunnymen "Ocean Rain" (1984)


20/06/11

Caché (2005)


E agora vou acabar de ver esta pérola. Devo ter sido a única viva alma a deixá-lo a meio. Não passa de hoje.

ASHRAM - "Ashram"

Depois de muito procurar, encontrei a companhia certa, para um fim-de-semana de trabalho. Em modo repeat, tocou este álbum "Ashram", com nome homónimo da banda italiana, simplesmente fabuloso. Conjugação perfeita entre voz, piano, violino e violoncelo. Para a difícil escolha de um tema, destaco Elisewin, Frágil e Forever at your mercy. O ano passado tive o prazer de os ver actuar, a abrirem o festival Entremuralhas, no castelo de Leiria. O lugar adequava-se na perfeição. Álbum altamente recomendável.

19/06/11

Clan of Ximox “Darkest Hour”

Os Clan Of Xymox regressaram em beleza com o disco “Darkest Hour”.

Dez temas com uma atmosfera e sonoridade algo mistica e melancólica, característica da onda darkwave da banda.

Todo o álbum é muito equilibrado e de audição bastante aprazível.

Para apreciarem, deixo-vos com a faixa “Tears Ago” e a voz inconfundível de Ronny Moorings.





Para recordar segue o tema"Imagination" (1989), com Anke Wolbert como vocalista.


18/06/11

Saramago...para sempre!


José Saramago - Cadernos de Lanzarote

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e
o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E
finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os
Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas
privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação
do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a
todos.»

José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pág. 148

14/06/11

"My Impure Hair" Blonde Redhead



My Impure Hair Blonde Redhead "23" (2007)

13/06/11

Le temps qui reste (2005)

Quando já não há nada a perder...apenas o tempo que resta.

12/06/11

Der Siebente Kontinent (1989)


O Sétimo Continente é muito mais do que uma simples história de uma família de classe média, explora a degradação de uma sociedade dos nossos tempos, a falta de comunicabilidade. No início, o filme decorre sem mostrar rostos, não são as personagens em questão que contam, pode ser qualquer um, somos todos nós. A mãe prepara o pequeno-almoço, o pai aperta os atacadores, a filha reza. Nada nos indica, ao longo do filme que haja algo de errado, todos os rituais diários são levados a cabo de forma exímia, em busca da pefeição, mas com um sentimento de peso, de monotonia e desapego à realidade circundante. O momento simbólico, em que a filha supostamente declara a cegueira é significativo e óbvio da sua necessidade de afecto e atenção. Quando a mãe toma conhecimento do episódio da escola e replica de forma violenta, torna-se francamente sintomático da sua incapacidade e vontade de mudança. E se por um lado, tudo leva a crer que aquela família projecta um futuro auspicioso, uma viagem para a Austrália, tudo não passa afinal, de um escape, uma fuga existencial. O prazer na destruição de todos os bens, roupas, móveis, dinheiro, livros, discos, aquário, reflecte a quebra com o passado, a saída do tédio, o desepero, a culminar no suicídio. Um drama humano, longe de ser agradável, que serve de reflexão e jamais nos deixa indiferentes. Um filme niilista, onde tudo é posto em causa, o sentido da vida, os valores tradicionais que nos regem, os critérios absolutos. Filme escrito e realizado por Michael Haneke, a sua primeira longa-metragem, que se inspirou numa história verídica de uma família austríaca.

11/06/11

"The Stanley Kubrick Archives"




Este fim de semana, foi editado no Ipsilon, um artigo muito completo de Francisco Valente, (autor do blogue "Da Casa Amarela") sobre a obra de Kubrick. A sua publicação decorreu na sequência do sucesso da exposição do espólio de Kubrick na Cinemateca Francesa, as novas edições do seu trabalho em livros e o relançamento dos seus filmes. Uma pequena parte deste artigo pode ser lido aqui.

A propósito desta notícia, deu-me uma súbita vontade de recomendar uma das obras ali citadas, que possuo desde 2008, com uma pontinha de orgulho e vaidade, ainda para mais tendo-me esta sido oferecida. Trata-se de "The Stanley Kubrick Archives", um estudo absolutamente fabuloso de toda a obra de Kubrick, editado por Alison Castle, na Taschen.

Para mais detalhes encontram tudo aqui.

Discos da Minha Vida # 21




This Mortal Coil - It'll End in Tears (1984)

Não resisto a partilhar o tema "Song to the Siren".

10/06/11

Mirrors “Lights and Offerings”


“Lights and Offerings” é o novo disco, editado no início do ano, do quarteto sinthpop britânico, Mirrors. Banda com fortes influências dos O.M.D., que realizou aliás a primeira parte da tournée destes pela Europa. “Into the Hearth” foi o primeiro single retirado de “Lights and Offerings”.
Vale a pena uma audição atenta. Uma proposta para o fim de semana prolongado que se avizinha.

04/06/11

Laurie Anderson - Casa da Música



LAURIE ANDERSON «DELUSION»
Casa da Música
5 de Junho 2011



Pudesse eu ir...

The Tree of Life (2011)




The Tree of Life de Terrence Malick através da análise da existência humana e espiritual conta-nos a história do universo, numa viagem alucinante através do cosmos.
O drama da morte de um filho serve de mote para filmar os conflitos de uma família e os elos de amor que a unem.
A viagem é mística, transcendente e reavalia todos os valores da vida, a dicotomia do bem e do mal, as desilusões como forma assumida de as debater e encontrar saídas.
Os diálogos são escassos, é tudo muito ao nível do pensamento. A existência de uma voz-off decorre ao longo do filme, algo comum já em filmes anteriores de Malick.
A excelente qualidade das imagens inseridas na história, de paisagens naturais da Terra e do espaço são absolutamente fabulosas, contributo atribuído também à excelente fotografia de Emmanuel Lubezki. A prodigiosa técnica que Malick utiliza para filmar fez-me recordar a minha surpresa, na altura em que vi os filmes de Tarkovsly.
The Tree of Life é para ser visto numa boa sala de cinema, não só pela imagem, mas também pelo espectacular banda sonora, e pela forma como esta é aliada em perfeição e sintonia com a imagem. As interpretações são admiráveis, Pitt está à altura como pai tão devoto como austero, mas sobretudo destaco a interpretação dos três filhos e a da mãe, elevada numa áurea etérea e devota da natureza. A aparição de Sean Penn é notória, marca presença representando Jack enquanto adulto, embora em tempo muito reduzido, soube a pouco.
O filme conta com mais de duas horas de beleza interminável. Uma obra prima.

Marilyn Monroe 85



Happy Birthay Marilyn!

(1 de Junho de 1926)