30/09/10
27/09/10
Ordo Rosarius Equilibrio "Three Is An Orgy, Four Is Forever"
Three Is An Orgy, Four Is Forever Ordo Rosarius Equilibrio & Spiritual Front "Somewhere Between Equilibrium And Nihilism" (2005)
26/09/10
Il portiere di notte (1974)

A tentação irresistível é analisar este filme com base nas clássicas dicotomias do dever e da moral, da dor e do prazer, do bem e do mal.
É um filme sobre as relações humanas e a sua complexidade. Um amor desenvolvido por uma prisioneira de um campo de concentração nazi e um oficial das SS hitlariana. Em 1957, treze anos após a sua libertação, têm um reencontro, por mero acaso, num hotel de Viena de Áustria, numa vivência já de paz e democrática. O ex- oficial trabalha como porteiro nocturno do hotel e faz parte de uma organização secreta nazi que pretende eliminar todos aqueles que possam ser possíveis denunciadores. Lúcia (Charlotte Rampling) é um alvo a abater, mas Dirk (Maximilian Theo Aldorfer) não só não o faz, como ainda a protege. E são, então, confrontados com toda uma relação exposta à degradação física e mental. É muito mais do que um filme sobre relações sadomasoquistas. Mais do que a luta entre o bem e o mal, num plano mais geral, há uma dimensão humana que se sobrepõe às questões de justiça. Seria legítimo que Lúcia renunciasse ao seu amor quando Dirk dava indícios de arrependimento e de querer regressar a uma vida normal, longe da guerra e das perseguições. Poder-se-á perguntar o que é mais importante a capacidade de perdoar e de tolerância ou a atitude de vingança. E também questionar o direito à liberdade de opção deste casal pela felicidade, por uma vida própria. No fundo tudo se resume a saber se a liberdade existe após a derrota do nazismo.
Como nota suplementar, será de assinalar que a música que Lucia canta, num grande momento do filme, no qual imita a Lola de Marlene Dietrich, em "O Anjo Azul", de 1930, inspirou, mais tarde, também um videoclipe da Madonna.
É um filme sobre as relações humanas e a sua complexidade. Um amor desenvolvido por uma prisioneira de um campo de concentração nazi e um oficial das SS hitlariana. Em 1957, treze anos após a sua libertação, têm um reencontro, por mero acaso, num hotel de Viena de Áustria, numa vivência já de paz e democrática. O ex- oficial trabalha como porteiro nocturno do hotel e faz parte de uma organização secreta nazi que pretende eliminar todos aqueles que possam ser possíveis denunciadores. Lúcia (Charlotte Rampling) é um alvo a abater, mas Dirk (Maximilian Theo Aldorfer) não só não o faz, como ainda a protege. E são, então, confrontados com toda uma relação exposta à degradação física e mental. É muito mais do que um filme sobre relações sadomasoquistas. Mais do que a luta entre o bem e o mal, num plano mais geral, há uma dimensão humana que se sobrepõe às questões de justiça. Seria legítimo que Lúcia renunciasse ao seu amor quando Dirk dava indícios de arrependimento e de querer regressar a uma vida normal, longe da guerra e das perseguições. Poder-se-á perguntar o que é mais importante a capacidade de perdoar e de tolerância ou a atitude de vingança. E também questionar o direito à liberdade de opção deste casal pela felicidade, por uma vida própria. No fundo tudo se resume a saber se a liberdade existe após a derrota do nazismo.
Como nota suplementar, será de assinalar que a música que Lucia canta, num grande momento do filme, no qual imita a Lola de Marlene Dietrich, em "O Anjo Azul", de 1930, inspirou, mais tarde, também um videoclipe da Madonna.
25/09/10
Lloyd Cole and the Commotions "Perfect Skin"
Perfect Skin Lloyd Cole and the Commotions "Rattlesnakes"(1984)
Etiquetas:
Lloyd Cole and the Commotions,
MÚSICA,
vídeo
19/09/10
La Haine (1995)

A história decorre após uma enorme revolta e confrontos violentos em Paris entre jovens e a polícia. Tanto que o filme é dedicado a todos os que morreram durante a sua realização. Um filme onde ficção e realidade andam de mãos dadas. Faz-nos lembrar, de algum modo, filmes fabulosos como “Cidade de Deus” ou “American History X” mas num contexto europeu. Foi um filme polémico em França, por evidenciar e retratar de forma nua e crua a realidade das zonas mais pobres e degradadas dos bairros sociais da periferia, povoados em larga dimensão por africanos e seus descendentes, onde o desemprego a pobreza e o crime é uma constante.
Três jovens deambulam por Paris após os derradeiros acontecimentos e distúrbios, um judeu, Vinz (Vincent Cassel) um árabe, Said (Saïd Taghmaoui) e um negro Hubert (Hubert Koundé), três personalidades muito diferentes, unidos pela amizade e decadência em que sobrevivem num ambiente de rude violência. Onde tal como Hubert , supostamente, o mais controlado , diz ”O ódio gera ódio”, e essa ideia fica bem patente em todo o filme. Vincent , quer a todo o custo vingar-se por um amigo, Abdel (Abdel Ahmed Ghili) que foi brutalmente espancado por um polícia e se encontra à beira da morte. Declara-se a corrupção dentro da própria polícia e os valores que as norteiam, no que respeita a drogas e torturas. As 24 horas em que o filme acontece vão-se intensificando numa série de conflitos terminando num desenlace algo inesperado. O final faz-nos reportar para uma citação que nos aparece no início do filme “O importante não é a queda, mas como se aterra.” Acaba por ser um filme político, onde o que importa não é apontar soluções, mas sim reflectir sobre esta complexa realidade, como o racismo e a imigração.
A película, toda ela a preto e branco confere maior intensidade dramática a todas cenas. É um filme de muitas emoções, medo, raiva, alegria, tristeza mas o ódio, que dá titulo ao filme prevalece de princípio ao fim.
Vincent Cassel, incorporando uma personagem consumida pelo ódio e capaz das maiores atrocidades, merece uma referência especial pela sua interpretação, trazendo-nos por momentos, à memória Robert de Niro em Taxi Driver.
A referir, venceu o prémio de “Melhor Realizador” em Cannes e também de ”Melhor Filme” nos Césares.
Em jeito de curiosidade, Mathieu Kassovitz, que também é actor, foi o protagonista de "Amélie Poulain".
18/09/10
06/09/10
04/09/10
03/09/10
The Dreamers 2003

The Dreamers, filme realizado por Bernardo Bertolucci, mais conhecido pela polémica película “Último Tango em Paris”, mas também pelo "O último Imperador” ou “Beleza Roubada” voltou a chocar susceptibilidades, após a sua apresentação em 2003. Essas reacções deveram-se não só à nudez explícita e descomplexada de algumas cenas do filme como pelo seu eventual carácter algo transgressor.
A película aborda a ida de um jovem, Mathew (Mathew Pitt) que vai vai estudar para Paris. Lá cruza-se com os irmãos gémeos Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green) e acaba por os conhecer e ir viver com eles, enquanto os pais deles estão para fora. Mathew é um amante de cinema. A paixão pelo cinema acaba por uni-los. As relações adensam-se, tornando-se cúmplices cada vez mais obsessivas e ciumentas. Tudo decorre com o Maio de 68 como pano de fundo e com todo o movimento contestatário que daí advém.
Bertolucci de uma forma soberba realiza paralelismos entre afectos, sexualidade e amor com ideais, utopias e revoluções. Centrando-se numa relação de três jovens em que tudo é levado aos limites, transgredindo convenções, vemos uma reflexão sobre a passagem da adolescência para o mundo adulto e de todas as contradições que lhe são subjacentes, chegando a pôr em causa as suas próprias convicções.
Dreamers, para além de caracterizar uma geração, é também um hino de amor à sétima arte. O filme mantém do início ao fim, através de uma excelente montagem, inúmeras referências a filmes clássicos memoráveis e intemporais: Band à Part, Freaks, Queen Cristina, Persona, À Bout de Soufle, Blow up, Mouchette.
Deliciosa é também a discussão de Mathew e Theo sobre Buster Keaton e Charles Chaplin , Jimy Hendrix e Eric Clapton.
De referir ainda o desempenho do magnífico elenco, a soberba fotografia, a que Bertolucci sempre nos habituou e a escolha selectiva da banda sonora, bem apropriada à época: Doors, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Edith Piaf, Geat, ful Dead, François Hardy, Montand.
A película aborda a ida de um jovem, Mathew (Mathew Pitt) que vai vai estudar para Paris. Lá cruza-se com os irmãos gémeos Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green) e acaba por os conhecer e ir viver com eles, enquanto os pais deles estão para fora. Mathew é um amante de cinema. A paixão pelo cinema acaba por uni-los. As relações adensam-se, tornando-se cúmplices cada vez mais obsessivas e ciumentas. Tudo decorre com o Maio de 68 como pano de fundo e com todo o movimento contestatário que daí advém.
Bertolucci de uma forma soberba realiza paralelismos entre afectos, sexualidade e amor com ideais, utopias e revoluções. Centrando-se numa relação de três jovens em que tudo é levado aos limites, transgredindo convenções, vemos uma reflexão sobre a passagem da adolescência para o mundo adulto e de todas as contradições que lhe são subjacentes, chegando a pôr em causa as suas próprias convicções.
Dreamers, para além de caracterizar uma geração, é também um hino de amor à sétima arte. O filme mantém do início ao fim, através de uma excelente montagem, inúmeras referências a filmes clássicos memoráveis e intemporais: Band à Part, Freaks, Queen Cristina, Persona, À Bout de Soufle, Blow up, Mouchette.
Deliciosa é também a discussão de Mathew e Theo sobre Buster Keaton e Charles Chaplin , Jimy Hendrix e Eric Clapton.
De referir ainda o desempenho do magnífico elenco, a soberba fotografia, a que Bertolucci sempre nos habituou e a escolha selectiva da banda sonora, bem apropriada à época: Doors, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Edith Piaf, Geat, ful Dead, François Hardy, Montand.
01/09/10
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