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11/09/11

A Humilhação - Philip Roth



""The Humbling" é a história banal de um homem extraordinário: o referido Simon Axler, ator com carreira longa e emérita, que perde o talento sem explicação racional. Uma noite, em cima do palco, as palavras desaparecem. Corrijo. As palavras não desaparecem. Pelo contrário, tornam-se presentes, dolorosamente difíceis e presentes, como se houvesse nesse excesso de consciência a descoberta fatal, aterradora, da profunda artificialidade de tudo. Cada frase, cada gesto, cada pausa ou silêncio - analisados obsessivamente, desencantadamente, até a paralisia. Axler é uma sombra de Axler. A sanidade entra em regressão. O casamento definha e desaparece. O suicídio, ou a tentação do suicídio, começa o seu namoro infernal. Mas então acontece o último ato da peça existencial de Axler: uma mulher mais jovem entra em cena para contracenar com um homem preparado para sair dela. O cenário é Roth "vintage", concedo, e há quem desista de Roth precisamente por isso: por essa repetição de uma repetição de uma repetição. Aviso que o desencanto é desnecessário: a relação de Axler e Pegeen não é só, como em narrativas anteriores de Roth, o pretexto para que noções de "desejo" e "dever" (o dilema essencial do autor) cumpram a sua dialética macabra. Em "The Humbling", o amor de Axler por Pegeen é uma forma de respiração artificial"

11/06/11

"The Stanley Kubrick Archives"




Este fim de semana, foi editado no Ipsilon, um artigo muito completo de Francisco Valente, (autor do blogue "Da Casa Amarela") sobre a obra de Kubrick. A sua publicação decorreu na sequência do sucesso da exposição do espólio de Kubrick na Cinemateca Francesa, as novas edições do seu trabalho em livros e o relançamento dos seus filmes. Uma pequena parte deste artigo pode ser lido aqui.

A propósito desta notícia, deu-me uma súbita vontade de recomendar uma das obras ali citadas, que possuo desde 2008, com uma pontinha de orgulho e vaidade, ainda para mais tendo-me esta sido oferecida. Trata-se de "The Stanley Kubrick Archives", um estudo absolutamente fabuloso de toda a obra de Kubrick, editado por Alison Castle, na Taschen.

Para mais detalhes encontram tudo aqui.

03/06/10

A Naifa - Esta depressão que me anima


Não se trata de uma biografia, mas de um álbum, graficamente bem trabalhado, com fotografias da banda e depoimentos de amigos e admiradores anónimos. Inclui um DVD, com um espectáculo gravado ao vivo, telediscos e um documentário.
Não é a primeira vez escrevo aqui sobre A Naifa. Porque vale a pena, vale a pena ouvir com ouvidos de escutar.
Descobriram um caminho para de forma consistente, criar um fado contemporâneo. Nos dois primeiros discos, Canções Subterrâneas(2004) e 3 Minutos Antes de a Maré Encher(2006),tiveram o bom gosto de temperar as músicas com nova poesia portuguesa, de Adília Lopes, José Luís Peixoto, José Mário Silva, Tiago Gomes, entre outros. Tornaram-se numa das poucas bandas de culto em Portugal.
Há pouco mais de um ano morreu, estupidamente cedo, aos 39 anos, um dos seus mentores, João Aguardela, que foi uma figura única na busca incessante de uma nova tradição musical, também com os Sitiados e o Projecto Megafone. Os outros elementos do grupo, Luís Varatojo, Mito ficaram sós. Ainda bem que Luís Varatojo se debateu por fixar em livro a existência do grupo.
O livro-DVD "Esta depressão que me anima" é um registo que conta com a colaboração de poetas, amigos e anónimos, que agora terão a oportunidade de ver as suas palavras publicadas, nesta edição de autor de apenas 500 exemplares.


20/03/10


É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

14/03/10

Na mesinha de cabeceira



A casa quieta - Rodrigo Guedes de Carvalho

01/03/10

Na mesinha de cabeceira


Paul Auster - "Invisível"