31/10/10

Nine Inch Nails reeditam álbum


Pretty Hate Machine , o primeiro álbum dos Nine Inch Nails, lançado originalmente em 1989, marco do rock industrial, reeditado em 2005, vai ser reeditado agora numa versão remasterizada a 22 de Novembro, responsabilidade de Trent Reznor, vocalista do grupo e do técnico Tom Baker.
O CD terá no alinhamento um tema extra, a cover de Get Down, Make Love dos Queen originalmente incluída no lado B do single Sin.

Aqui fica, Head Like a Hole, um dos temas mais marcantes do álbum.

27/10/10

Nina Hagen "Naturträne"



Naturträne - Nina Hagen - "Nina Hagen Band" (1978)

26/10/10

Diamanda Galás "Wild Woman with Steak Knives"




Wild Woman with Steak Knives - Diamanda Galas - "The Litanies of Satan" (1982)

25/10/10

A Flock of Seagulls "I Ran"



I Ran - A Flock Of Seagulls - "A Flock Of Seagulls" (1982)

Aula Magna

23/10/10

Mon Oncle (1958)










Tal como a figura de Charlie Chaplin ficou para sempre na nossa memória através de símbolos peculiares como o chapéu, a bengala ou o bigode, não sendo tão conhecido, é certo, mas com um chapéu, uma gabardine e um cachimbo associamos logo a Tati, não ao realizador/actor mas à personagem. A caracterização desta típica personagem iniciou-se no filme “As Férias do Sr.Hulot” e continuou com Mon Oncle.
A associação a Chaplin não se fica só pela caracterização, mas também pela crítica política e social com um sentido de humor mordaz que Tati confere aos seus filmes. Chaplin criticou a industrialização, Tati exerce uma crítica acérrima à modernização e à sociedade do consumo.
Temos dois mundos distintos e o seu contraste. Se num lado temos o espaço organizado, moderno, na periferia da cidade, noutro vemos um amontoado de casas humildes, velhas e cheias de falta de privacidade.
Mon Oncle caracteriza através da família “Arpel” o quotidiano dos inícios do século XX. Uma família que vive numa vivenda que mais parece retirada de um catálogo, em que tudo é automático e pretensiosamente moderno, tornando-se obviamente ridículo. O funcionamento e utilidade dos objectos não estão de acordo com as necessidades do Homem, mas com uma necessidade clara de ostentação. Contudo tudo parece perfeito e cuidado ao mínimo detalhe. Já onde vive o Sr. Hulot torna-se evidente, a proximidade, o calor humano entre as pessoas que se cruzam na rua ou na feira todos os dias.
E é o filho, Gerard que exerce a ponte entre estes dois mundos. Ao sair do seu mundo imaculado, e saindo com o seu tio Sr.Hulot , a criança descobre os prazeres simples da vida na rua tornando-se igual a todas as outras.
Torna-se evidente o propósito de Tati em mostrar como as relações humanas podem ser prejudicadas pela intervenção tecnológica.
Mon Oncle é um filme que não podia ser mais actual. Uma obra sublime.

The National "Terrible Love"



Terrible Love - The National - "High Violet" (2010)


Blitz

17/10/10

Anne Clark "Full Moon"



Full Moon Anne Clark "The Smallest Acts of Kindness" (2008)

Teatro Circo

16/10/10

Discos da minha vida #18



Nick Cave and The Bad Seeds "From Her to Eternity" (1984)

15/10/10

Cocteau Twins "Wax and Wane"



Wax and Wane Cocteau Twins "Garlands"(1982)

14/10/10

Delicatessen (1991)











Realizado por Marc Caro e Jean Pierre Jeunet Delicatessen é uma história que decorre no século XXI em França, num cenário pós apocalíptico de grande escassez de alimento.
O filme inicia de uma forma algo misteriosa, uma figura revestida dos pés à cabeça em lixo foge de uma charcutaria e vai num camião do lixo. Quando de repente encontra o terrível carniceiro (Jean-Claude Dreyfus) especialista em carne humana. A partir do momento em que o ex-palhaço, Louison chega a Delicatessen, a residência do carniceiro, e se apaixona pela sua filha, este vai arranjar-lhe emprego com o intuito de o fazer em picado. Julie (Marie-Laure Dougnac),que é violoncelista e vê muito mal, apaixona-se por Louison e quer salva-lo das garras do pai. Entretanto pede socorro a um bando de rebeldes que vive no underground.
O que conta neste filme, acima de tudo, é a visão imaginativa, a originalidade e o senso de humor bizarro, negro e muito subtil. Conta com uma atmosfera densa e sombria é visualmente muito bem elaborada. A história diverte pelas cenas caricatas e pelo fascínio que elas suscitam:uma sujeita obcecada pelo suicídio, que nunca consegue atingir o seu objectivo, um sujeito que se alimenta de sapos que cria, Julie que vê tão mal que passa a vida a partir objectos, ou os números de circo de Lousion.
Delicatessen é um filme pouco convencional, com um espírito irreverente, que agarra pelos pormenores únicos de cada cena. Com Delicatessem estamos no mundo do "faz-de-conta" e pelo sonho é que vamos.

10/10/10

Tuvalu (1999)

Sem querer desvendar a história, com Tuvalu fazemos uma viagem pelo sonho. Sentimos que estamos a mergulhar num mundo da fantasia e de imaginação. Lembra-nos o cinema mudo do início do século 20. O diálogo, muito escasso é apresentado numa mistura de línguas europeias. Por sinal o filme conta com actores de variadíssimas nacionalidades. No filme as imagens, os cenários, a expressão corporal, falam por si só. O aspecto visual é muito idêntico ao Delicatessen, aliás o cenógrafo é o mesmo. O filme é todo passado ou a preto e branco ou em tons sépia o que lhe confere um aura nostálgica de outros tempos. Tem uma banda sonora fantástica.
A história é simples, mas muito bem construída e contada. Denis Lavant como Anton e Chulpan Khamatova como Eva conferem à história toda a intensidade e a magia que ela nos vai transmitindo. Tuvalu tem algumas cenas fabulosas. A cena em que Eva se encontra na piscina vazia, à noite, a nadar com um aquário e um peixe é magnífica. Outra cena impressionante é a do funeral do pai de Anton na piscina, já no final do filme, como sinal de transcendência para outro cosmos.
Um filme surpreendente e apaixonante, que nos transporta para o delirante reino da fantasia.

09/10/10

Psychedelic Furs "Heaven"



Heaven Psychedelic Furs "Mirror Moves" (1984)

05/10/10

Mãe e Filho (Mat i Syn) (1997)




Zola Jesus "Sea Talk"


Sea Talk Zola Jesus " Stridulum II" (2010)

03/10/10

Stalker (1979)

Ninguém sabe explicar o surgimento da Zona. Apesar do perigo decretado pelo governo, muitos tentam e continuam a lá ir, por acreditarem que lá encontrarão o local onde se realizam todos os seus mais recônditos desejos. Mas apenas alguns conseguem ultrapassar todas as armadilhas, os Stalkers. E vai ser um Stalker que vai guiar um escritor e um cientista por todo um caminho de provações e labirintos sinuosos. O escritor famoso é céptico e gosta de filosofar, vai para a Zona, porque lhe falta a inspiração. O cientista não menciona o seu propósito, apenas diz que quer estudar e saber mais sobre a Zona. Mas Stalker, um homem humilde e sensível é o único que sente cada obstáculo com que se depara, sente-o na pele com uma dor profunda.
É um filme inesquecível. Tudo o que possamos dizer é pouco perante a grandiosidade do filme. Trata-se de um filme introspectivo, tudo nele é inquietude, transportando-nos para vários estados de espírito. Tarkovsky é um realizador sobre a espiritualidade humana e este filme não foge à regra. Um filme cheio de sequências sobre questões existenciais, com belos e detalhados planos, movimentos da câmara lentos e precisos, captando cada momento com maior exactidão. É um filme sobre a fé e a transcendência do homem, filmado com inteligência e muita mestria.
É uma adaptação da novela Roadside Picnic, dos irmãos Strugatsky. Tarkovsky sempre disse que a sua adaptação tinha sido muito livre e em pouco se assemelhava ao livro.