10/10/10

Tuvalu (1999)

Sem querer desvendar a história, com Tuvalu fazemos uma viagem pelo sonho. Sentimos que estamos a mergulhar num mundo da fantasia e de imaginação. Lembra-nos o cinema mudo do início do século 20. O diálogo, muito escasso é apresentado numa mistura de línguas europeias. Por sinal o filme conta com actores de variadíssimas nacionalidades. No filme as imagens, os cenários, a expressão corporal, falam por si só. O aspecto visual é muito idêntico ao Delicatessen, aliás o cenógrafo é o mesmo. O filme é todo passado ou a preto e branco ou em tons sépia o que lhe confere um aura nostálgica de outros tempos. Tem uma banda sonora fantástica.
A história é simples, mas muito bem construída e contada. Denis Lavant como Anton e Chulpan Khamatova como Eva conferem à história toda a intensidade e a magia que ela nos vai transmitindo. Tuvalu tem algumas cenas fabulosas. A cena em que Eva se encontra na piscina vazia, à noite, a nadar com um aquário e um peixe é magnífica. Outra cena impressionante é a do funeral do pai de Anton na piscina, já no final do filme, como sinal de transcendência para outro cosmos.
Um filme surpreendente e apaixonante, que nos transporta para o delirante reino da fantasia.

3 comentários:

  1. Adoro, adoro e adoro este filme. É mais uma das provas de como se pode fazer grandes filmes a partir da simplicidade. Um dos meus preferidos de sempre.

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  2. Delirante não é? ;-)
    E já viste o Absurdistan?

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  3. Álvaro,também gostei imenso, para mim foi mesmo uma agradável surpresa.

    Pedro, ainda não vi Absurdistan.
    Obrigada pelo conselho, valeu mesmo!;)

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