
The Tree of Life de Terrence Malick através da análise da existência humana e espiritual conta-nos a história do universo, numa viagem alucinante através do cosmos.
O drama da morte de um filho serve de mote para filmar os conflitos de uma família e os elos de amor que a unem.
A viagem é mística, transcendente e reavalia todos os valores da vida, a dicotomia do bem e do mal, as desilusões como forma assumida de as debater e encontrar saídas.
Os diálogos são escassos, é tudo muito ao nível do pensamento. A existência de uma voz-off decorre ao longo do filme, algo comum já em filmes anteriores de Malick.
A excelente qualidade das imagens inseridas na história, de paisagens naturais da Terra e do espaço são absolutamente fabulosas, contributo atribuído também à excelente fotografia de Emmanuel Lubezki. A prodigiosa técnica que Malick utiliza para filmar fez-me recordar a minha surpresa, na altura em que vi os filmes de Tarkovsly.
The Tree of Life é para ser visto numa boa sala de cinema, não só pela imagem, mas também pelo espectacular banda sonora, e pela forma como esta é aliada em perfeição e sintonia com a imagem. As interpretações são admiráveis, Pitt está à altura como pai tão devoto como austero, mas sobretudo destaco a interpretação dos três filhos e a da mãe, elevada numa áurea etérea e devota da natureza. A aparição de Sean Penn é notória, marca presença representando Jack enquanto adulto, embora em tempo muito reduzido, soube a pouco.
O filme conta com mais de duas horas de beleza interminável. Uma obra prima.


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