17/07/11

Sansho Dayu - Kenji Mizoguchi (1954)





























No Japão medieval um governador é enviado para o exílio pelas suas ideias humanitárias. A esposa e os filhos tentam juntar-se a ele, mas pelo caminho são enganados e separados. As crianças, Zushio e a irmã Anju, são vendidas como escravos e crescem num meio de sofrimento e opressão, por causa da escravatura imposta pelo Intendente Sansho. A mudança de vida e as duras condições de vida a que são expostos faz com que tomem uma decisão drástica que vai mudar por completo o curso das suas vidas.
Mizoguchi, concentra a acção do filme na descida ao abismo de uma família de ascendência nobre, que tem sempre como referência e na memória os ideais preconizadas pelo chefe de família.
Mizoguchi num apelo claro à liberdade e a valores como a solidariedade e fraternidade, contra a exploração do homem pelo homem, dando voz aos oprimidos.
Mais uma vez, Mizoguchi reflete também a sua sensibilidade, numa arte elevada, fixando o seu olhar sobre a mulher, desta vez representando o amor, o altruísmo e o sacrifício, até à exaustão de uma mãe e uma irmã. A história é reforçada por uma encenação e fotografia magníficas. Uma obra prima que dá lugar a larga reflexão.

1 comentário:

  1. Já vi alguns filmes tão bons como. Matou, do Lang. The Searchers, do Ford. Persona, do Bergman. Ordet, do Dreyer, In A Lonely Place, do Ray. Ou A Regra do Jogo, do Renoir. Mas melhor não conheço.

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