14/05/10

Pickpocket (1959)







Robert Bresson utiliza o filme para exprimir o lado espiritual da vida de uma maneira única. Utilizou muitas vezes actores não profissionais, a quem ele chamava de modelos, e dirigia evitando qualquer teatralidade. Cada pormenor do mundo físico é focado pela câmara intencionalmente.Também usa a música com austeridade, para que ela seja ouvida só nos momentos chave da história. Os seus filmes são reduzidos aos elementos essenciais, à simplicidade. A fotografia é belíssima e bastante nítida, trabalhando minimamente com variações de luz nos interiores.
O filme conta-nos a história de Michel (Martin LaSalle), um jovem intelectual desiludido que adquire a obsessão de roubar carteiras. O Carteirista é totalmente absorvente e as questões morais de Michel e o seu desenraizamento são profundamente perturbadores.

8 comentários:

  1. Bresson era muito minimalista. O meu preferido é o Un condamné à mort s'est échappé, mas este e o L'Argent vêm logo a seguir ;)

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  2. É verdade, Álvaro.Bresson capta tudo com a maior simplicidade e austeridade.É anti-detalhista. Não vi os filmes que mencionaste. Vi Pickpocket e Mouchette.

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  3. Delicia teu blog, Manuela

    não conheço este filme, mas gostei da premissa.

    vou procurar e baixar!

    abraços

    ps: linkei teu blog no meu e te sigo, cinéfila!

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  4. a minha sugestão vai para au hasard balthazar. mas o preferido do álvaro vem logo a seguir.

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  5. Sugestões aceites!Vou investigar:)

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  6. "Asegúrate de haber agotado todo lo que se comunica por medio de la inmovilidad y el silencio"..."las ideas, esconderlas, pero de manera que se las encuentre"..."Escarba en el mismo lugar. No te escurras fuera. Doble, triple fondo de las cosas"..."La más importante será la más oculta"...(Robert BRESSON)

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  7. Alberto, com essas palavras defines bem o cinema de Bresson.;)

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