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Tudo começa quando a família que o filme acompanha, desde logo exibindo a sua natural disfuncionalidade,se tal é permitido afirmar, exibida no facto de se ter isolado num espaço, se confronta com uma terrível realidade: a passagem de uma nova auto-estrada literalmente à sua porta. A metáfora civilizacional é evidente.A cineasta limita-se ao essencial, isto é aquilo que permanece hoje actual na eterna disputa entre o homem e a máquina. Ursula Meier lança-se pela primeira vez numa longa-metragem de ficção. Quer no domínio narrativo, como no sentido visual, mas também na sonoridade, a cineasta exibe uma profunda sensibilidade humanista que se prende com a construção das personagens tornando o filme pertinente e aliciante. Este é desde logo um filme diferente, pelo facto de ter como protagonista Isabelle Huppert, uma actriz habituada a trabalhar com os maiores, mas também com aqueles que considera autores do futuro.


Também gostava de ter no meu uma etiqueta Isabelle Huppert. É um belo filme, que transforma o olhar sobre os dias que correm.
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