15/05/10

La Strada (1954)


A Estrada é o terceiro filme de Fellini e conta com os desempenhos de Antthony Quinn no papel de Zampano, o Homem de Ferro, e de Giulietta Masina, a esposa do cineasta, que dá vida a Gelsomina, uma rapariga desamparada. A história passa-se num circo. O amor e o ciúme é o tema da história. Um universo recorrente nas películas de Fellini. Zampano precisa de uma assistente que o acompanhe nas suas digressões, pelo que compra Gelsomina à sua mãe.Esta trabalha como palhaço e a sua interpretação traz-nos à memória Charlie Chaplin.Quando ambos se juntam a um circo itinerante, Gelsomina apaixona-se por um acrobata, a quem chamam o Louco.Apesar de Zampano tratar a sua assistente com rudeza, sucumbe ao ciúme e os seus actos conduzem a obra à sua impressionante conclusão.
Contada ao jeito de fábula, A Estrada afasta-se do neo-realismo do pós-guerra que marcou o cinema italiano e no qual Fellini participou enquanto argumentista.
A prestação comovente de Masina como a matratada, mas corajosa Gelsomina acabaria por influenciar as sua subsequentes participações nas obras de Fellini e também em todo o seu trabalho como actriz.
Ao longo da sua obra, Fellini mostrou-se sempre fascinado pela tensão existente entre a fachada teatral das personagens e a sua vida interior.
A Estrada ganhou o óscar para o melhor filme em língua estrangeira e é talvez a película mais amada do cineasta italiano.

9 comentários:

  1. Obrigado pelo comentário no Cinecenas, como sou novo na blogosfera cinéfila é muito bom ter feedback logo de início (dá motivação). Ainda por cima vindo da criadora de um blog tão fenomenal quanto este (estou a conhecer as origens). Adoro que também fales de música no mesmo espaço! E deparo-me logo com um post de La Strada, enfim... não me alongo mais! Já deu para perceber o entusiasmo. Até!

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  2. Olá Pedro,
    O meu blog ainda não tem 3 meses, é muito recente. Está a dar os primeiros passos.É muito compensador receber as visitas diárias que tenho tido, e mais gratificante ainda,receber comentários.O teu foi muito simpático.Obrigada.

    Até!

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  3. A Estrada é o meu Fellini preferido.
    Há alturas em que não nos apetece ver determinhados filmes. Talvez fosse o teu caso.Tenta novamente que não te vais arrepender, tenho a certeza.;)

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  4. De nada Manuela! Mas foram três meses de muito bom gosto sem dúvida (no meu ponto de vista, claro, é tão relativo). Como me identifico com muitos dos teus posts (alguns mais antigos) irei também tentar deixar um comentário porque um post nunca "morre" não é? A Estrada é também o meu Fellini favorito, e ainda escreverei sobre isso se estiver com a inspiração necessária, (não pode ser pouca neste assunto), mas sempre de forma "informal" :)

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  5. Sim Manuela, La Strada afasta-se do neo-realismo de Ladri di biciclette e de Umberto D (De Sica) e de Roma città aperta e Germania anno zero (Rossellini) para se aproximar do neo-realismo mais romantizado de Visconti, o de Ossessione (o primeiro filme neo-realista), um tipo de neo-realismo ao qual o próprio Rossellini (considerado o pai do neo-realismo) enveredaría com Stromboli. Já falei muito do neo-realismo no meu tasco, é uma época cinematográfica que sempre me fascinou, assim como a nouvelle vague e o expressionismo alemão.

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  6. É por isso que o teu tasco é concorrido, Álvaro. Sabes do que falas!;)

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  7. Eu gosto muito deste filme, mas prefiro o Amarcord (que é sem dúvida a comédia da minha vida) e As Noites de Cabíria. Aliás, tudo o que vi de Fellini é bom. Gelsomina ficou-me na memória para sempre! :)

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  8. Dizes bem, Flávio,tudo o que é de Fellini é bom!:)

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  9. Não posso deixar de concordar Manuela, tudo de Fellini é bom! kiss

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