A inversão da lógica quotidiana costuma resultar em argumentos que agarram o leitor desde o primeiro momento:
"Era uma vez um cão chamado Gastão,
Que morava com cinco
Que morava com cinco
Animais de estimação"
Começa assim, o novo livro escrito por Rita Taborda e ilustrado por Luís Henriques, antevendo-se o potencial cómico, o humor e nonsense decorrente do facto de um cão trocar de perspectiva com os humanos.
Gastão não se contentava em ser cão, ele queria que cada elemento da família "fosse obediente. E com siso e juízo se mantivesse na linha. Seria isso ser muito exigente?"
Talvez não. O curioso é que, se as ilustrações a preto e branco o mostram como um animal saudável nos hábitos de roer, rosnar e alçar a perna, o texto traduz o seu"pensamento"alinhando uma segunda interpretação paralela às imagens. O efeito é paradoxal.


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