
O filme O Festim Nu combina o romance de Burroughs, Naked Lunch e inspira-se na morte preversa da mulher de Burroughs.
Cronenberg conjuga uma mistura de facto e ficção dentro do enquadramento rígido e formal do film noir. O resultado é mais um retrato surreal de Burroughs do que uma narrativa tradicional.
Peter Weller é Bill Lee (pseudónimo de Burroughs), um exterminador viciado no seu próprio pozinho contra insectos, que após ter morto acidentalmente a mulher, escapa para a misteriosa interzona. Lá é recrutado como espião num mundo habitado por máquinas de escrever que são insectos vivos, criaturas diversas, de cujos corpos brotam substâncias estranhas.
A subversão da narrativa por parte de Cronenberg é admirável, e admiráveis são também os desempenhos de Weller, Judy Davis e Roy Sheider. Mas a par da fotografia de Suschitzky merece também menção a música espantosa, uma colaboração entre Howard Shore, o compositor preferido de Cronenberg e o lendário saxofonista Ornette Colman.
Para além de Cronenbeg, entre outros, estiveram interessados em adaptar esta obra Terry Southern, John Huston, Frank Zappa, e Terry Gilliam.
Naked Lunch conquistou sete premios no Genie Awards, incluindo Melhor Filme e Melhor Director.


Um dos melhores do Cronenberg.
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