





Metropolis que originalmente durava mais de duas horas, é o primeiro épico de ficção cientifica, com os seus enormes cenários, centenas de figurantes, efeitos especiais de última geração e sequências fantásticas de grande inovação. A película do director austríaco Fritz Lang, um dos célebres representantes do expressionismo alemão, colocou os estúdios da UFA à beira da falência , dado que este foi um enorme fracasso de bilheteira.
A distribuição desta dispendiosa película foi interrompida, pouco depois da sua estreia e, contrariando os desejos de Lang, o filme foi remontado. A maior parte do público conheceu ,assim, uma Metropolis simplificada e até colorida como é o caso da versão de Giorgio Moroder nos anos 80. Só no século XXI nos aproximámos da verdadeira obra de Lang devido a uma restauração parcial que recuperou muitas cenas ignoradas durante décadas e as colocou na sua ordem original e com os intertítulos correctos. Em lugar das cenas ainda não encontradas foram inseridas legendas de ligação. Esta nova versão dá ao filme que era considerado de ficção científica uma visão mítica, uma vez que elementos de arquitectura, indústria, design e política dos anos 20 são misturados com referências medievais e bíblicas. É criado assim, um ambiente de estranheza impressionante: um cientista louco com uma mão de aço que é em simultâneo um alquimista, um robô queimado na fogueira, os trabalhadores de uma de uma fábrica enorme marcham penosamente em direcção à mandíbulas de uma máquina.
A história passa-se em 2026, um século depois do lançamento do filme. A narrativa trespassa a realidade da época. A Revolução Industrial tinha atingido o seu auge, o sistema capitalista dava sinais de desgaste, havia um certo pessimismo relativamente ao futuro.
Fritz Lang traça um retrato do que iria acontecer no futuro nos grandes centros urbanos.
Metropolis é um território que se encontra claramente dividido entre os senhores e a classe operária, mas também pelas máquinas.
O Homem e a tecnologia estão intrinsecamente ligados, numa relação de dependência, que ilustra bem o domínio da máquina sobre o ser humano.
A distribuição desta dispendiosa película foi interrompida, pouco depois da sua estreia e, contrariando os desejos de Lang, o filme foi remontado. A maior parte do público conheceu ,assim, uma Metropolis simplificada e até colorida como é o caso da versão de Giorgio Moroder nos anos 80. Só no século XXI nos aproximámos da verdadeira obra de Lang devido a uma restauração parcial que recuperou muitas cenas ignoradas durante décadas e as colocou na sua ordem original e com os intertítulos correctos. Em lugar das cenas ainda não encontradas foram inseridas legendas de ligação. Esta nova versão dá ao filme que era considerado de ficção científica uma visão mítica, uma vez que elementos de arquitectura, indústria, design e política dos anos 20 são misturados com referências medievais e bíblicas. É criado assim, um ambiente de estranheza impressionante: um cientista louco com uma mão de aço que é em simultâneo um alquimista, um robô queimado na fogueira, os trabalhadores de uma de uma fábrica enorme marcham penosamente em direcção à mandíbulas de uma máquina.
A história passa-se em 2026, um século depois do lançamento do filme. A narrativa trespassa a realidade da época. A Revolução Industrial tinha atingido o seu auge, o sistema capitalista dava sinais de desgaste, havia um certo pessimismo relativamente ao futuro.
Fritz Lang traça um retrato do que iria acontecer no futuro nos grandes centros urbanos.
Metropolis é um território que se encontra claramente dividido entre os senhores e a classe operária, mas também pelas máquinas.
O Homem e a tecnologia estão intrinsecamente ligados, numa relação de dependência, que ilustra bem o domínio da máquina sobre o ser humano.


Quase que não resisto a descreve-lo como um "conto de fadas", mas um conto de fadas mecânico, aterrador, estranho, crispado, exuberante, futurista, e sempre alarmante.
ResponderEliminarObra de arte.
Um filme absolutamente premonitório para a data em que foi realizado.
ResponderEliminarResumindo, OBRA-PRIMA.
ResponderEliminarUm dos meus filmes de eleição. É brilhante. :)
ResponderEliminarBj
Em breve vai haver mais filmes destes no meu blog :)
ResponderEliminarBjs
Chico: E nós ficamos todos imensamente gratos pelos teus préstimos.
ResponderEliminarVenham eles!...
Thanks ;)
Bjs
Magistral, um dos tais casos que hoje montes de realizadores e outros com montes de meios e dinheiro e o que fazem, Avatares, agora imaginem este senhor hoje, as obras que realmente podia imaginar e fabricar.
ResponderEliminarGostei do texto, Manuela :) Olha, sabias que vai ser relançado no cinema uma versão alargada do filme? :P Este Verão, ou muito me engano.
ResponderEliminarBeijos
Luís: Os custos desta obra já foram bastante elevados para a época, tanto que praticamente levou os estúdios à falência.
ResponderEliminarThanks Flávio;)Ena temos boas novidades..Estou a saber isso por ti!
Bjs
Obra-prima! é talvez o meu preferido do Fritz Lang.
ResponderEliminarPois, Manuela, mas comparado com os orçamentos que hoje existem e vê-se o que sai,acaba por ser uma ninharia!!!
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