21/05/11

The Brown Bunny (2003)











Road-movie de genuína inspiração, Brown Bunny narra a história de Bud Clay, um corredor de motos, que após ter assistido a algo que o marcou para toda a vida, deriva pela estrada num vazio existencial, numa busca constante da felicidade que perdeu. A paisagem intensifica na perfeição a solidão, servindo de prolongamento do sentimento interior da personagem. Assolado pela paixão por Daisy, procura em todas as mulheres que encontra a única que ama. Devastado pelo sofrimento, é invadido por recorrentes memórias e sentimentos de culpa de quem testemunhou um acontecimento trágico e fugiu, por sentimentos de posse, por dúvidas. Com um orçamento modesto, Galo assume infinitas tarefas num belíssimo filme intimista.

18/05/11

17/05/11

Ladytron -"White Elephant”


Após o lançamento da antologia “The Best Of 00-10”, em jeito de comemoração dos dez anos de carreira da banda, eis que surge o novo álbum “Gravity The Seducer”, o quinto álbum de originais a editar no dia 12 de Setembro. Banda nascida em Liverpool e batizada com o nome de uma canção do Roxy Music , recupera na perfeição a sonoridade mais pop, fiel aos sintetizadores, dos anos oitenta. Do alinhamento do disco faz parte uma faixa do último disco, já muito badalada, Ace of Hz. Deixo-vos com a novidade, "White Elephant” o novo single dos Ladytron.

Jarmusch prepara novo filme


Jim Jarmusch, referência absoluta do cinema americano independente, dois anos após ter lançado “Limits of Control” planeia novo filme sobre o amor entre vampiros. Notícia que pelo tema não deixa de ser surpreendente.
Michael Fassbender, Mia Wasikowska e Tilda Swinton, colaboradora frequente de Jarmusch, interpretarão vampiros. John Hurt, que também aparece habitualmente nos longas de Jarmusch, também está no elenco.
Jarmusch revelou à imprensa que espera realizar esta longa-metragem há muitos anos. As filmagens começarão na Alemanha, Tânger e Marrocos. A notícia foi divulgada pelo Festival de Cannes e vai decorrer no início de 2012.
Quem realiza o belíssimo filme “Coffee and Cigarrettes” à volta de algo tão elementar como cigarros e cafés, não surpreende que faça um grande filme sobre qualquer outro tema, até mesmo sobre vampiros...
Aguarda-se com expectativa, pela mestria deste grande cineasta que volta a dar que falar.

15/05/11

O Retorno dos Dead Can Dance



Brendan Perry e Lisa Gerrard anunciaram novo álbum previsto para o Verão de 2012. No fim do ano, os Dead Can Dance irão realizar uma digressão mundial de dois meses. Bom seria que viessem a Portugal, mas infelizmente, por agora, não consta na agenda.
O último trabalho da dupla foi em 1996 com o álbum Spiritchaser. Entretanto ambos têm editado trabalhos a solo e colaborado em parceria com outros músicos.
A qualidade artística da composição de Brendan Perry aliada à bela voz de Lisa Gerrard faz desta banda algo incomparável. A música de sonoridade neo-clássica dos Dead Can Dance é uma viagem noutra dimensão, uma forte experiência para todos os sentidos. Faço votos que permaneçam juntos por muito tempo, que nos brindem com muitos álbuns, e se não for pedir muito que realizem alguns concertos em Portugal.

E o IndieLisboa chegou ao fim

O IndieLisboa`11 termina este fim-de-semana e já foram revelados os premiados. O grande destaque vai para o filme “The Ballad of Genesis and Lady Jaye” de Marie Losier que venceu o Grande Prémio para melhor longa-metragem internacional do IndieLisboa'11.“Linha Vermelha” de José Filipe Costa foi a longa-metragem vencedora, enquanto "Alvorada Vermelha", de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra Mata teve o prémio de melhor curta portuguesa.
“The Ballad of Genesis and Lady Jaye” filme que, segundo crítica de Nuno Galopim no blogue Soud + Vision, lida aqui, alcança uma "vitória surpreendente, sobretudo por ser este um documentário que, mesmo perante uma história e figuras de carácter excepcional, falha na verdade o foco das premissas a que se propõe, acabando na verdade mais atento à obra (mesmo que conjunta com Lady Jaye) de Genesis P-Orridge, secundarizando o processo de demanda da identidade visual entre ambos que constituiu expressão maior do amor que os uniu."
Para informações detalhadas sobre todo o festival aconselho a visita ao blogue O Sétimo Continente.

Austra: Feel It Back


O projecto goth-pop do trio canadiano Austra liderado por Katie Stelmanis tem álbum a editar no dia 17 de Maio. Do alinhamento de "Feel It Back" chega este Beat In The Pulse, publicado em single no ano passado.
Uma banda a merecer a nossa atenção.

Tracklist:

01 Darken Her Horse
02 Lose It
03 The Future
04 Beat and the Pulse
05 Spellwork
06 The Choke
07 Hate Crime
08 The Villain
09 Shoot the Water
10 The Noise
11 The Beast

11/05/11

Começa o 64° Festival de Cannes


O 64.º Festival de Cinema de Cannes arranca hoje. "Midnight in Paris", o novo filme de Woody Allen, teve honras de abertura da edição deste ano.

Tindersticks no IndieLisboa

Para quem estiver por Lisboa, ainda está a tempo de dar um pulo ao IndieLisboa para ver e ouvir os Tindersticks, hoje na Aula Magna.
A banda britânica de Stuart Staples revela ao vivo, a música que criou para os filmes da realizadora francesa Claire Denis, enquanto as imagens irão sendo projectadas.
O resultado desta parceria foi celebrizado no dia 26 de Abril com o lançamento mundial da caixa “Tindersticks - Claire Denis Film Scores 1996-2009”, uma compilação do total das seis bandas sonoras compostas pela banda, com assinatura da Constellation Records.

08/05/11

Badlands (1973)










Terrence Malick, artista alheio a convenções e a comercialismos da indústria do cinema, é um génio raro do cinema norte americano. Com 40 anos de carreira realizou apenas cinco filmes, todos eles altamente considerados. Badlands foi a sua primeira longa metragem, um projecto perturbante sobre a violência, um marco incontornável na obra de Malick.
Nos papéis de Kit e Holly estão dois actores fora de série, Martin Sheen, no papel de um rapaz inadaptado sem rumo, enérgico e explosivo, torna-se num psicopata anti social. Um homem do lixo que se considera um sósia fora da lei de James Dean. Sissy Spacek, representa uma miúda de 15 anos (embora, na realidade tivesse 24) no papel de uma teen apaixonada com comportamento passivo, e resignada à sua sorte. A história é inspirada no caso verdadeiro de delinquência dos anos 50, de Charles Starkweather e Caraol Fugate, também serviu de mote para outros realizadores, como Breathless de Godard em 1960 e Bonnie e Clyde de Arthur Penn em 1967. Uma história que fascina pela irreverência, entre um rapaz, com comportamentos desadequados, e uma rapariga inocente levada pela aventura. No início da história temos o assassinato do severo pai da rapariga, como solução fácil de um problema sem saída, e depois a construção de um de um refúgio, no meio da mato, onde o casal vive o amor em comunhão com a natureza, filmado em beleza por Malick. Ao contrário do que se possa imaginar, toda a narrativa de Malick é realizada de tal foma, que não sugere um drama violento. Há cenas desarmantes, daqueles amantes rebeldes em fuga, que nos fazem cativar. Alheios a qualquer situação, eles dançam ao ar livre, ao som de “Love is Strange”, ou param religiosamente para ouvir Nat King Cole.
Badlands é uma história fascinante, uma obra de culto na história do cinema absolutamente intemporal.

03/05/11

"Pina" Wim Wenders



Uma homenagem de Wim Wenders à inesquecível bailarina e coreógrafa alemã de dança contemporânea, Pina Bausch.
Almodóvar foi outro cineasta que abordou a sua arte performativa, no filme “Habla com Ela”, onde a própria participa.
A morte inesperada de Bausch a 30 de Junho de 2009 não fez Wenders renunciar ao seu projecto de longa data. A estreia mundial do filme ocorreu em Fevereiro no Festival de Berlim, por cá está prevista para 8 de Maio.

01/05/11

Audition/ Ôdishon (1999)




Após sete anos da morte da sua companheira, Aoyama pretende arranjar uma namorada, e a conselho do seu filho, que o acha triste e sozinho, vai à procura. Para isso, e a convite de um amigo fazem uma audição para o papel feminino de um filme, com o intuito de arranjar a parceira ideal. Até que encontra Yamazaki Asami, uma rapariga muito reservada e cheia de mistérios, que tinha sido bailarina durante muitos anos. Começam a sair juntos até que Aoyama se apaixona e fica obcecado por ela. Apesar das desconfianças e avisos do seu amigo, quanto à credibilidade da rapariga, Aoyama não desiste. Contudo nada bate certo, todas as referências que ele tem dela não se coadunam.
O terror vai-se construindo lentamente ao longo do filme culminando num clímax apoteótico. Asami, na sua aparente inocência, vai desencadeando uma espécie de vingança devido aos traumas sofridos na sua infância.
O realizador contrapõe o proveito que Aoyama poderia tirar da situação, o que não parece verificar-se, já que o homem apenas pretende ajudá-la e estar com ela, com todo um universo de problemas de ordem psíquica.
Em Audition, Takashi Miike explora os aspectos mais perturbadores e macabros da mente humana. A distinção entre o sonho e a realidade é muito ténue, havendo uma disparidade entre aparências e realidade que nos leva a confundir o sonho da verdade.
As cenas finais são mesmo arrepiantes. Confesso que tive alguma dificuldade em ver até ao fim.
Filme de culto do cinema japonês contemporâneo, valeu a Takashi Miike o reconhecimento internacional, nomeadamente o prémio da crítica internacional no Festival de Cinema de Roterdão de 2000.

The Tree of Life - Terrence Malick



Estreia a 26 de Maio em Portugal.

Melancholia - Lars Von Trier



Melancholia é o novo filme do cineasta dinamarquês Lars Von Trier que vai contar com a participação de Charlotte Gainsbourg (Anticristo) e de Kirsten Dunst, como protagonista principal.
Interpretam o papel de irmãs cujas vidas se distanciam enquanto o mundo se desmancha naquilo que Von Trier descreve como um belo filme sobre o fim do mundo. O filme do polémico cineasta é ansiosamente aguardado.
Melancolia estreia mundialmente em competição no Festival de Cannes (11–22 de Maio). É a 11ªindicação de Lars em Cannes, incluindo a Palma de Ouro e o prémio de Melhor Actriz para o filme Dancer in the Dark(2000) e o Grand Prix para Breaking the Waves (1996) e Europa (1991). Charlotte Gainsbourg recebeu o prémio de Melhor Actriz na edição 2009 pelo seu papel no últilmo filme de Von Trier, Anticristo.

Cannes 2011


A selecção da competição oficial do Festival de Cannes de 2011:

La Piel Que Habito, Pedro Almodóvar
L'Apollonide - souvenirs de la maison close, Bertrand Bonello
Pater, Alain Cavalier
Hearat Shulayim, Joseph Cedar
Bir Zamanlar Anadolu'da, Nuri Bilge Ceylan
Le gamin au vélo, Jean-Pierre e Luc Dardenne
Le Havre, Aki Kaurismäki
Hanezu no tsuki, Naomi Kawase
Sleeping Beauty, Julia Leigh
Polisse, Maïwenn
The Tree of Life, Terrence Malick
La source des femmes, Radu Mihaileanu
Ichimei, Takashi Miike
Habemus Papam, Nanni Moretti
We Need To Talk About Kevin, Lynne Ramsay
Michael, Markus Schleinzer
This Must Be The Place, Paolo Sorrentino
Melancholia, Lars von Trier
Drive, Nicolas Winding Refn

Este ano o festival irá abrir com Midnight in Paris de Woody Allen. A selecção Un Certain Regard abrirá com Restless de Gus Van Sant.
O júri para a Palma de Ouro será presidido por Robert DeNiro. Bernardo Bertolucci irá receber uma Palma de Ouro honorária pelo conjunto da sua carreira. O festival de Cannes 2011 decorrerá entre 11 e 22 de Maio deste ano.

Elizabeth Taylor - 1932-2011

23/04/11

Peter Murphy lança novo álbum - "Ninth"


Peter Murphy edita o seu 9º álbum, com o título Ninth pelo selo Nettwerk Music Group a 7 de Junho!

As faixas do disco:
1. Velocity Bird;
2. See Saw Sway;
3. Peace to Each;
4. I Spit Roses;
5. Never Fall Out;
6. Memory Go;
7. The Prince & Old Lady Shade;
8. Uneven & Brittle;
9. Slowdown;
10. Secret Silk Society;
11. Creme de la Creme.

Ouçam aqui a quarta faixa "I Spit Roses".

"48" Contra o esquecimento


Susana de Sousa Dias em “48” filma o que ficou na memória de pessoas que viveram na pele as consequências da ditadura fascista do Estado Novo. Chama-se 48 pelos anos que durou a ditadura. Conta as experiências pessoais de 16 testemunhos de presos torturados pela polícia política do Estado Novo, a PIDE.
Um documentário obrigatório, contra o esquecimento e pela lembrança das liberdades conquistadas em Abril de 74.
Estreou esta semana nas salas de cinema. Um filme a visionar, logo que tenha oportunidade.

Road to Knowhere (2011)

Monte Hellman realizador de culto norte-americano dos anos 60 e 70 regressou com a sua primeira incursão pelo digital, num trabalho absolutamente notável.
Em Road to Knowhere entramos num filme dentro de um filme, em que se segue um exercício de montagem admirável de três acontecimento diferentes: o filme de Hellman, o documentário sobre a rodagem do filme, em que o realizador (alter ego de Monte) se envolve com a protagonista ao ponto de perder o controlo da sua ficção e ser apanhado por ela, e a história em que se se baseia a obra, a misteriosa morte de uma jovem universitária e um magnata de meia idade.
Road to Knowhere remete-nos para o universo Lynchiano, onde as personagens se encontram num enredo sem ponto de referência ou fuga possível.Sobre outro ponto de vista, há a abordagem aos fantasmas e obsessões que povoam as personagens lembrando Bergman, inclusivamente com referências explicitas ao filme, “ O Sétimo Selo”.
Passados vinte anos desde a sua última longa-metragem, Monte Hellman apresenta Road to Knowhere no Festival de Veneza, onde o Leão de Ouro acaba por ser entregue a Somewhere de Sofia Coppola. Monte recebe o prémio de carreira.

21/04/11

"Christine" Siouxsie and the Banshees



Siouxsie and the Banshees "Christine" Kaleidoscope (1980)

L´Enfer (1994)


L´Enfer conta o drama de Paul (François Cluzet), proprietário de um hotel, que enlouquece de ciúmes pela aparente infidelidade da sua bela e sensual esposa, Nelly (Emmanuelle Béart). Paul entra num estado de paranóia e obsessão, imaginando cenas consecutivas de traição, com os homens que se aproximam dela. Sucedem-se cenas constantes de perseguição, vivendo assolado por dúvidas e pela realidade ilusória que mentalmente vai construindo. A vida de sonho, com família e negócios a prosperar vai-se degradando, até que o ciúme de Paul declina em violência fazendo de Nelly sua refém.
Claude Chabrol realizou a película pegando no argumento de L´Enfer de Henri-Georges Clouzot , que contava com Romy Shneider no papel de Nelly. Um filme de 1964 interrompido por peripécias em que a ficção se misturou em parte com a realidade, já que Clouzot, ao longo das filmagens, desenvolveu uma obsessão pela protagonista, Romy Schneider. O filme ficou inacabado devido à morte súbita do realizador.
Chabrol realizou este filme em 1994, após ter comprado os direitos de autor à esposa de Clouzot.
L'Enfer é um thriller psicológico repleto de mistério e tensão a lembrar Hitchcock, referência marcante para Chabrol. A atmosfera de suspense que cresce ao longo do filme aguça a vontade saber sempre o que vem a seguir. A não perder.

25/03/11

Diamanda Galás a caminho...



"My world is empty without you" Diamanda Galás - Malediction and Prayer (1998)

Simplesmente divinal!
O resto já sabem, mas nunca é demais lembrar...

Diamanda Galás vai estar no dia 9 de Abril na Guarda. No dia 16 de Abril irá a Leiria abrir a 11ª edição do Festival Fade In.

11/03/11

Porque sim...

Eu nunca me pronunciei sobre moda, neste blogue, até porque este costuma estar mais direccionando para outro tipo de interesses, em particular sobre música e cinema. E, também é certo que, não costumo acompanhar nenhuma corrente de moda em particular. It tis on my way or no way (como me disse um amigo há alguns dias atrás, acertando em cheio). Aprecio a moda apenas enquanto forma de arte. Mas foi com alguma tristeza que fui surpreendida com a notícia que o Galliano tinha proferido aquelas babuseiras anti-semitas, que já toda a gente sabe, já que nutro alguma admiração pelo talento que ele revela. Admiro o cunho dramático e algo teatral que ele imprime nas vestes que produz e, pelo imaginário com as personagens que cria. Às tantas, já haverá outros tantos por aí, que eu desconheço de todo, mas isso não vem ao caso. Também, por outro lado, questiono-me se por alguém manifestar a sua opinião sobre uma personagem histórica, por mais horrenda que seja, deve ser recriminado por isso. O apelo à liberdade de expressão já vem de longe, e recrimino qualquer forma de censura a nível de pensamento ou ideais. Agora,o que é mais que certo é que a vida para o homem vai continuar, em beleza certamente, e a crise não lhe vai chegar. Já nós não podemos dizer o mesmo. Não estranhemos, por isso, que surjam Deolindas e Homens da Luta com canções de intervenção mais que pertinentes, simpatize-se ou não com o tipo de música.

Isto hoje saiu tipo desabafo, deve ser pelo excesso de carga de trabalho que tenho tido. Pfff…..

E este post é sobre quê? Não me perguntem..






09/03/11

"Anna Calvi" Anna Calvi


Brian Eno declarou o surgimento de Anna Calvi como o acontecimento musical mais importante desde Patti Smith e afirmou que a música dela era repleta de inteligência, romance e paixão. Nick Cave escolheu-a para a primeira parte dos concertos de Grinderman em 2010 e diz que ela vai ser enorme. Elogios mais que merecidos não lhe têm faltado. Na audição do seu primeiro álbum notamos uma mistura de várias sonoridades que podem ir do rock ao clássico. Já muitos a têm comparado com PJ Harvey ou Siouxsie Sioux, embora ela desdenhe tais semelhanças. Ela própria refere ter sofrido influências de Maria Callas, Nina Simone, Edith Piaf e David Bowie, Jimi Hendrix ,Ravel, Debussy e Messiaen. Em criança teve formação clássica e já mais tarde andou a divagar pela onda mais jazzistica.
Anna Calvi não passa despercebida a ninguém e com certeza ainda irá dar muito que falar. Vale a pena não perder a audição do álbum de estreia, todo ele muito equilibrado, "Anna Calvi", desta menina, compositora, cantora e guitarrista inglesa de 28 anos, detentora de uma voz poderosa e muito sensual.
Para quem a quiser ver, ela irá estar por cá no Palco Super Bock, do festival Optimus Alive, no dia 6 de Julho.
Ah! E por que não referir, Calvi ainda por cima, quanto a cinema demonstra muito bom gosto, aprecia David Lynch, Gus van Sant, Wong Kar-Wai e Hitchcock! ...




" Love Wont Be Leaving" Anna Calvi "Anna Calvi"

06/03/11

Ai que susto...!

Dei comigo a pensar, a propósito do Carnaval, em meia dúzia de filmes possíveis a visionar nesta época. Foi pelo lado do terror, que me apeteceu ir. Filmes que pelo mistério ou sugestão, explicita ou não, provocam alguns bons arrepios e calafrios na espinha...

Natural Born Killers (1994),Oliver Stone


They Live (1988), John Carpenter


Terror na Auto-Estrada (1986), Robert Harmon


Shining (1980), Stanley Kubrick


Psycho (1960), Alfred Hitchcock


Nosferatu (1922), F. W. Murnau


The Fly (1986), David Cronenberg


Eraserhead (1977), David Lynch


Häxan (1922) Benjamin Christensen

PJ Harvey - Let England Shake



PJ Harvey - "The Glorious Land" - Let England Shake (2011)

Tenho que dizer isto aqui, que já se faz tarde...Perfeito!

05/03/11

"Credo" Human League


Os Human League, banda de synthpop formada em 1977 edita novo disco, “Credo” a 21 de Março. O single Night People foi lançado já no mês de Novembro de 2010. É uma banda recheada de músicas mais que badaladas, deixo aqui alguns dos momentos da sua discografia. Tenho sérias dúvidas que haja alguém que não conheça algum dos temas que se segue.São os anos 80 na sua vertente mais pop.





27/02/11

"She´s lost control " Peter Hook



Foi o que eu perdi ontem à noite na Casa da Música:(
O som não está grande coisa, mas vale a intenção...

"Shina-Kak" Kubik


Victor Afonso, mais conhecido pelo seu blog , O Homem Que Sabia Demasiado, sítio que sou visitante praticamente diária e onde tenho aprendido muito desde que o conheci. Victor possui também outras facetas, menos conhecidas do público, como por exemplo a de músico. O seu projecto chama-se Kubik e facilmente o associamos ao realizador Stanley Kubrick, já que todos sabemos que Victor é um amante de cinema. Entre outros trabalhos, criou a banda sonora original para cinema mudo de «Un Chien Andalou», de Luis Buñuel e Salvador Dalí.
"Shina-Kak" é o vídeo promocional do seu terceiro álbum, Psicotic Jazz Hall.
Ainda não tive oportunidade de ouvir todo o EP, mas este «Shina-Kak» promete.Tanto a música como o vídeo superam todas as expectativas.
O Marco entrevistou-o, e que bela entrevista. Está tudo aqui no Bitaites . A não perder.

Parabéns Victor!

20/02/11

"Take the World" She Wants Revenge



"Take the World" faz parte do novo álbum de She Wants Revenge e está previsto ser lançado em Maio. Passados quatro anos do seu último álbum “This Is Forever" lançado em 2007 She Wants Revenge estão de volta. O vídeo é da autoria de Adam Bravin, elemento da dupla da banda que surgiu em Los Angeles em 2005.

19/02/11

"The King of Limbs" Radiohead



O vídeo "Lotus Flower", quinta faixa do The King of Limbs, do tão aguardado oitavo álbum de estúdio dos Radiohead. Editado quatro anos depois de "In Rainbows" e após discos de primeira como OK Computer, Amnesiac e Kid, resta-nos prestar-lhe a devida atenção.
Podem ouvir o disco aqui na BBC.
A edição do CD e vinil estará à venda nas lojas a 29 de Março. A edição de luxo irá sair a 9 de Maio e inclui CD, vinil e imagens.

Nitzer Ebb no Entremuralhas 2011



Notícia completa aqui no Frankmarques's Blog.

17/02/11

Black Swan (2010)


“O Lago dos Cisnes” conta-nos a história de uma rapariga presa no corpo de um cisne branco de onde só o amor a pode libertar. Até que, a certa altura, o Cisne Preto afasta o cisne Branco do Príncipe, suicida-se e encontra finalmente a sua libertação. Em suma, este é o mote dado para todo o enredo do "Black Swan".
Aronofsky, deixa-nos rendidos perante este filme completamente arrebatador, sobre mais uma viagem pela mente humana e seus conflitos interiores. É um realizador absolutamente admirável na arte de contar histórias, filmar. A narrativa é forte e intensa, não deixa ninguém indiferente.
"Black Swan" expõe de uma forma sublime como um distúrbio de comportamento pode condicionar o equilíbrio emocional e toda a vida em sociedade.
Nina (a exímia Natalie Portman) vê-se sempre de fora e não como realmente se sente. A conversa no bar, com o rapaz que acabou de conhecer, é bem representativa disso. Quando ele lhe pergunta quem ela é, e ela responde: bailarina, e só a seguir menciona o seu nome. Nina só conseguiu chegar à verdade, quando passou a ver a vida pelos próprios olhos, desligando-se da maneira como, a seu ver, os outros olhavam para ela, abstraindo-se do que pensavam dela.
Nina entra em conflito consigo mesma, quando por um lado busca atingir a pureza e a perfeição absoluta, que é imposta pela mãe, Érica (Barbara Hershey) também em tempos bailarina, que abdicou de o ser para a ter, e que projecta na filha tudo aquilo que não conseguiu ser, tratando-a de uma forma obsessiva como se fosse uma criança, por outro há a ambição de se transpor para o lado mais obscuro e subversivo da vida, indicado pelo professor. A dualidade permanece em constante conflito no argumento do filme, o cisne preto e o cisne branco, a mãe e o professor, o bom e o mau, a luz e a escuridão.
Nina pretendia substituir a conceituada e principal bailarina Beth Macintyre (Wynonda Rider) que tinha sido afastada devido à idade.
O papel de cisne branco seria sempre seu. Nina, consegue-o realizar na perfeição, mas falta-lhe rasgo, ousadia, soltar as garras para conseguir encarnar a personagem de cisne preto no estrondoso bailado de Tchaikovsky. O facto é que Nina só consegue desabrochar realmente quando, impelida pelo professor, Thomas Leroy (Vincent Cassel), descobre a sua própria sexualidade, consegue desabrochar, transformar-se e sentir-se uma verdadeira artista.
É significativo e simbólico, como um instante de corte e transição, o momento em que ela retira do seu quarto todos os bonecos, que se espalhavam pelo seu quarto.
Nina vive dividida entre duas personalidades, tal como se passava no "Fight Club" de David Fincher, mas num corpo só há lugar para uma. Ela acaba por eliminar tudo aquilo que a reprime, só assim o cisne negro pode voar.
A cena em que Nina se transforma em cisne negro, a lembrar "Fly" de Cronenberg, o filme está repleto de cenas a lembrar outros filmes, é uma das cenas mais belas, devidamente acompanhada com a música sublime de Clint Mansell.
No final, em perfeita apoteose chovem os aplausos para Nina/ Natalie Portman , num final trágico. Desce o pano e encerra-se ali não só o fim de um bailado mas o ciclo de uma vida.
É um filme onde por vezes é ténue a fronteira entre a realidade e a imaginação, a loucura e a lucidez. Mais uma vez Aronofsky confronta-nos com uma experiência emocional e sensorial avassaladora e inesquecível.

04/12/10

Fechado por tempo indeterminado.

01/12/10

Editors - "Camera"




Camera - Editors - "The Back Room" (2005)

28/11/10

Requiem For a Dream


“Requiem For a Dream” é um filme que não deixa ninguém indiferente. É uma obra sobre a realidade nua e crua do vício, heroína, medicamentos e TV. Um filme extremamente pesado e duro, um verdadeiro murro no estômago. Confesso que nos últimos minutos tive dificuldades em ver o filme até ao fim.
É um filme sobre a conquista de um mundo ideal e dos seus sonhos a todo o custo, da escolha de atalhos e caminhos que levam lentamente à destruição física e psicológica das personagens. Uma viagem ao lado mais cruel e obscuro da natureza humana.
Por um lado Sara (Ellen Burstyn), uma solitária, já com uma certa idade, ingénua e típica dona de casa, que vê uma luz ao fundo do túnel da sua vida, com a possibilidade de aparecer na televisão. Faz tudo para emagrecer, transforma-se numa viciada em comprimidos, levando-a à loucura. Harry (Jared Leto), o filho de Sara, pretende comprar uma loja de roupas para a sua namorada , Marion (Jennifer Conelly) e tornar-se num homem respeitável. Por sua vez o casal, mais um amigo Tyrone, entram no tráfico de droga. Em comum têm um percurso de auto-destruição, onde todos os sonhos se desvanecem e nada mais resta para além do vício.
Darren Aronofsky realiza uma obra soberba a todos os níveis. De destacar a banda sonora de Clint Mansell, a fotografia de Matthew Libatique e a arrebatadora realização, com planos e ângulos com um ritmo completamente alucinante que nos transmite realmente a agonia e inquietação das personagens. Aronofsky utiliza todas as técnicas para nos afastar da realidade.
A nível de representação, todo o elenco revela sólidas prestações, contudo destaco Ellen Burstyn que tem aqui um dos melhores registos que alguma vez vi por parte de um actor.
Aronofsky leva-nos ao limite das nossas sensações, fazendo-nos vivenciar a angústia e o sofrimento através de cada personagem. Chegamos ao final do filme completamente atónitos. Um filme que apela aos sentidos, mas também à reflexão. Obrigatório.