08/07/11

"Pandora" Cocteau Twins



"Pandora" Cocteau Twins - Treasure (1984)

Filme do Desassossego - João Botelho (2010)





O desassossego captado em palavras e imagens, com pinceladas de cor e jogos de luz e sombra ao fundo.Extratos de um livro de exceção, recriado por João Botelho em ideias e momentos de grande inquietação.

06/07/11

Jim Morrison - 40 anos


Em memória de Jim Morrison, Père-Lachaise voltou a ser o local escolhido para recordar o “Rei Lagarto”, demarcando 40 anos de ausência de um dos maiores músicos e compositores de sempre. Eu também já cumpri profecia por lá.
Para recordar, aqui fica uma das minhas músicas preferidas dos Doors:”Riders On The Storm”. Faixa que encerra o lado B, do sexto e último álbum de estúdio da banda: L.A. Woman de 1971. Foi o último disco gravado com a formação original da banda, antes de Jim Morrison morrer.

30/06/11

Discos da Minha Vida # 22



Echo & the Bunnymen "Ocean Rain" (1984)


20/06/11

Caché (2005)


E agora vou acabar de ver esta pérola. Devo ter sido a única viva alma a deixá-lo a meio. Não passa de hoje.

ASHRAM - "Ashram"

Depois de muito procurar, encontrei a companhia certa, para um fim-de-semana de trabalho. Em modo repeat, tocou este álbum "Ashram", com nome homónimo da banda italiana, simplesmente fabuloso. Conjugação perfeita entre voz, piano, violino e violoncelo. Para a difícil escolha de um tema, destaco Elisewin, Frágil e Forever at your mercy. O ano passado tive o prazer de os ver actuar, a abrirem o festival Entremuralhas, no castelo de Leiria. O lugar adequava-se na perfeição. Álbum altamente recomendável.

19/06/11

Clan of Ximox “Darkest Hour”

Os Clan Of Xymox regressaram em beleza com o disco “Darkest Hour”.

Dez temas com uma atmosfera e sonoridade algo mistica e melancólica, característica da onda darkwave da banda.

Todo o álbum é muito equilibrado e de audição bastante aprazível.

Para apreciarem, deixo-vos com a faixa “Tears Ago” e a voz inconfundível de Ronny Moorings.





Para recordar segue o tema"Imagination" (1989), com Anke Wolbert como vocalista.


18/06/11

Saramago...para sempre!


José Saramago - Cadernos de Lanzarote

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e
o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E
finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os
Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas
privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação
do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a
todos.»

José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pág. 148

14/06/11

"My Impure Hair" Blonde Redhead



My Impure Hair Blonde Redhead "23" (2007)

13/06/11

Le temps qui reste (2005)

Quando já não há nada a perder...apenas o tempo que resta.

12/06/11

Der Siebente Kontinent (1989)


O Sétimo Continente é muito mais do que uma simples história de uma família de classe média, explora a degradação de uma sociedade dos nossos tempos, a falta de comunicabilidade. No início, o filme decorre sem mostrar rostos, não são as personagens em questão que contam, pode ser qualquer um, somos todos nós. A mãe prepara o pequeno-almoço, o pai aperta os atacadores, a filha reza. Nada nos indica, ao longo do filme que haja algo de errado, todos os rituais diários são levados a cabo de forma exímia, em busca da pefeição, mas com um sentimento de peso, de monotonia e desapego à realidade circundante. O momento simbólico, em que a filha supostamente declara a cegueira é significativo e óbvio da sua necessidade de afecto e atenção. Quando a mãe toma conhecimento do episódio da escola e replica de forma violenta, torna-se francamente sintomático da sua incapacidade e vontade de mudança. E se por um lado, tudo leva a crer que aquela família projecta um futuro auspicioso, uma viagem para a Austrália, tudo não passa afinal, de um escape, uma fuga existencial. O prazer na destruição de todos os bens, roupas, móveis, dinheiro, livros, discos, aquário, reflecte a quebra com o passado, a saída do tédio, o desepero, a culminar no suicídio. Um drama humano, longe de ser agradável, que serve de reflexão e jamais nos deixa indiferentes. Um filme niilista, onde tudo é posto em causa, o sentido da vida, os valores tradicionais que nos regem, os critérios absolutos. Filme escrito e realizado por Michael Haneke, a sua primeira longa-metragem, que se inspirou numa história verídica de uma família austríaca.

11/06/11

"The Stanley Kubrick Archives"




Este fim de semana, foi editado no Ipsilon, um artigo muito completo de Francisco Valente, (autor do blogue "Da Casa Amarela") sobre a obra de Kubrick. A sua publicação decorreu na sequência do sucesso da exposição do espólio de Kubrick na Cinemateca Francesa, as novas edições do seu trabalho em livros e o relançamento dos seus filmes. Uma pequena parte deste artigo pode ser lido aqui.

A propósito desta notícia, deu-me uma súbita vontade de recomendar uma das obras ali citadas, que possuo desde 2008, com uma pontinha de orgulho e vaidade, ainda para mais tendo-me esta sido oferecida. Trata-se de "The Stanley Kubrick Archives", um estudo absolutamente fabuloso de toda a obra de Kubrick, editado por Alison Castle, na Taschen.

Para mais detalhes encontram tudo aqui.

Discos da Minha Vida # 21




This Mortal Coil - It'll End in Tears (1984)

Não resisto a partilhar o tema "Song to the Siren".

10/06/11

Mirrors “Lights and Offerings”


“Lights and Offerings” é o novo disco, editado no início do ano, do quarteto sinthpop britânico, Mirrors. Banda com fortes influências dos O.M.D., que realizou aliás a primeira parte da tournée destes pela Europa. “Into the Hearth” foi o primeiro single retirado de “Lights and Offerings”.
Vale a pena uma audição atenta. Uma proposta para o fim de semana prolongado que se avizinha.

04/06/11

Laurie Anderson - Casa da Música



LAURIE ANDERSON «DELUSION»
Casa da Música
5 de Junho 2011



Pudesse eu ir...

The Tree of Life (2011)




The Tree of Life de Terrence Malick através da análise da existência humana e espiritual conta-nos a história do universo, numa viagem alucinante através do cosmos.
O drama da morte de um filho serve de mote para filmar os conflitos de uma família e os elos de amor que a unem.
A viagem é mística, transcendente e reavalia todos os valores da vida, a dicotomia do bem e do mal, as desilusões como forma assumida de as debater e encontrar saídas.
Os diálogos são escassos, é tudo muito ao nível do pensamento. A existência de uma voz-off decorre ao longo do filme, algo comum já em filmes anteriores de Malick.
A excelente qualidade das imagens inseridas na história, de paisagens naturais da Terra e do espaço são absolutamente fabulosas, contributo atribuído também à excelente fotografia de Emmanuel Lubezki. A prodigiosa técnica que Malick utiliza para filmar fez-me recordar a minha surpresa, na altura em que vi os filmes de Tarkovsly.
The Tree of Life é para ser visto numa boa sala de cinema, não só pela imagem, mas também pelo espectacular banda sonora, e pela forma como esta é aliada em perfeição e sintonia com a imagem. As interpretações são admiráveis, Pitt está à altura como pai tão devoto como austero, mas sobretudo destaco a interpretação dos três filhos e a da mãe, elevada numa áurea etérea e devota da natureza. A aparição de Sean Penn é notória, marca presença representando Jack enquanto adulto, embora em tempo muito reduzido, soube a pouco.
O filme conta com mais de duas horas de beleza interminável. Uma obra prima.

Marilyn Monroe 85



Happy Birthay Marilyn!

(1 de Junho de 1926)

29/05/11

The Horrors "Still Life"



The Horrors, banda que se identifica com os The Cure, Joy Division, The Cramps ou Jesus and Mary Chain vai editar o seu terceiro álbum "Skying" a 11 de Julho.
Quando ouvi pela primeira vez esta música pareceu-me já a ter ouvido algures. Será a cópia de alguma, ou terei ouvido na rádio.. de qualquer modo soou-me bem. Cool enough! Deixando-me de conjecturas aqui fica: "Still Life" é o novo single.

28/05/11

Esben & The Witch "Violet Cries"


Esben & The Witch, uma banda britânica formada em 2008,cujo nome foi inspirado num conto clássico dinamarquês, lançou no início do ano o seu primeiro trabalho de longa duração, “Violet Cries”. Sonâncias que vislumbram atmosferas sombrias de influências góticas, com o forte contributo da voz envolvente de Rachel Davies, a trazer à memória os 80,s dos Siouxsie & The Banshees ou The Cure, muito à semelhança do recente sucesso de Zola Jesus, tão do meu agrado.
A destacar, de um conjunto de dez canções que compõem o álbum "Marine Fields Glow" um tema calmo e intimista, e "Swans" misterioso e etéreo a fechar de forma magistral.
As influências reveladas pelos Esben por Anno Birkin, J. G. Ballard, David Lynch,Francis Bacon, Hieronymus Bosch, Ted Hughes, Thomas Hardy, Baudelaire, Edgar Allen Poe, Oscar Wilde,Sylvia Plath, Werner Herzog,Grimm e Twin Peaks, dão margem para percepcionarmos ainda melhor este projecto.
Aqui fica o conselho: não perder de vista.Tudo leva a crer que tenham um futuro promissor.
Esben & the Witch tem concerto marcado para o Paredes de Coura a 18 Agosto.



26/05/11

Micron Sixty Three "'Death is Colder Than Love"



Micron Sixty Three, uma agradável surpresa.
Em audição.

Thurston Moore "Demolished Thoughts"



"Demolished thoughts" é novo trabalho a solo de Thurston Moore, líder dos Sonic Youth. Disco de baladas com sonoridade folk, conta com as contribuições de Samara Lubelski no violino, Mary Lattimore na harpa e direitos de produção para Beck.



Thurston Moore "Benediction" Demolished Thoughts (2011)

21/05/11

The Brown Bunny (2003)











Road-movie de genuína inspiração, Brown Bunny narra a história de Bud Clay, um corredor de motos, que após ter assistido a algo que o marcou para toda a vida, deriva pela estrada num vazio existencial, numa busca constante da felicidade que perdeu. A paisagem intensifica na perfeição a solidão, servindo de prolongamento do sentimento interior da personagem. Assolado pela paixão por Daisy, procura em todas as mulheres que encontra a única que ama. Devastado pelo sofrimento, é invadido por recorrentes memórias e sentimentos de culpa de quem testemunhou um acontecimento trágico e fugiu, por sentimentos de posse, por dúvidas. Com um orçamento modesto, Galo assume infinitas tarefas num belíssimo filme intimista.