23/04/11

Peter Murphy lança novo álbum - "Ninth"


Peter Murphy edita o seu 9º álbum, com o título Ninth pelo selo Nettwerk Music Group a 7 de Junho!

As faixas do disco:
1. Velocity Bird;
2. See Saw Sway;
3. Peace to Each;
4. I Spit Roses;
5. Never Fall Out;
6. Memory Go;
7. The Prince & Old Lady Shade;
8. Uneven & Brittle;
9. Slowdown;
10. Secret Silk Society;
11. Creme de la Creme.

Ouçam aqui a quarta faixa "I Spit Roses".

"48" Contra o esquecimento


Susana de Sousa Dias em “48” filma o que ficou na memória de pessoas que viveram na pele as consequências da ditadura fascista do Estado Novo. Chama-se 48 pelos anos que durou a ditadura. Conta as experiências pessoais de 16 testemunhos de presos torturados pela polícia política do Estado Novo, a PIDE.
Um documentário obrigatório, contra o esquecimento e pela lembrança das liberdades conquistadas em Abril de 74.
Estreou esta semana nas salas de cinema. Um filme a visionar, logo que tenha oportunidade.

Road to Knowhere (2011)

Monte Hellman realizador de culto norte-americano dos anos 60 e 70 regressou com a sua primeira incursão pelo digital, num trabalho absolutamente notável.
Em Road to Knowhere entramos num filme dentro de um filme, em que se segue um exercício de montagem admirável de três acontecimento diferentes: o filme de Hellman, o documentário sobre a rodagem do filme, em que o realizador (alter ego de Monte) se envolve com a protagonista ao ponto de perder o controlo da sua ficção e ser apanhado por ela, e a história em que se se baseia a obra, a misteriosa morte de uma jovem universitária e um magnata de meia idade.
Road to Knowhere remete-nos para o universo Lynchiano, onde as personagens se encontram num enredo sem ponto de referência ou fuga possível.Sobre outro ponto de vista, há a abordagem aos fantasmas e obsessões que povoam as personagens lembrando Bergman, inclusivamente com referências explicitas ao filme, “ O Sétimo Selo”.
Passados vinte anos desde a sua última longa-metragem, Monte Hellman apresenta Road to Knowhere no Festival de Veneza, onde o Leão de Ouro acaba por ser entregue a Somewhere de Sofia Coppola. Monte recebe o prémio de carreira.

21/04/11

"Christine" Siouxsie and the Banshees



Siouxsie and the Banshees "Christine" Kaleidoscope (1980)

L´Enfer (1994)


L´Enfer conta o drama de Paul (François Cluzet), proprietário de um hotel, que enlouquece de ciúmes pela aparente infidelidade da sua bela e sensual esposa, Nelly (Emmanuelle Béart). Paul entra num estado de paranóia e obsessão, imaginando cenas consecutivas de traição, com os homens que se aproximam dela. Sucedem-se cenas constantes de perseguição, vivendo assolado por dúvidas e pela realidade ilusória que mentalmente vai construindo. A vida de sonho, com família e negócios a prosperar vai-se degradando, até que o ciúme de Paul declina em violência fazendo de Nelly sua refém.
Claude Chabrol realizou a película pegando no argumento de L´Enfer de Henri-Georges Clouzot , que contava com Romy Shneider no papel de Nelly. Um filme de 1964 interrompido por peripécias em que a ficção se misturou em parte com a realidade, já que Clouzot, ao longo das filmagens, desenvolveu uma obsessão pela protagonista, Romy Schneider. O filme ficou inacabado devido à morte súbita do realizador.
Chabrol realizou este filme em 1994, após ter comprado os direitos de autor à esposa de Clouzot.
L'Enfer é um thriller psicológico repleto de mistério e tensão a lembrar Hitchcock, referência marcante para Chabrol. A atmosfera de suspense que cresce ao longo do filme aguça a vontade saber sempre o que vem a seguir. A não perder.

25/03/11

Diamanda Galás a caminho...



"My world is empty without you" Diamanda Galás - Malediction and Prayer (1998)

Simplesmente divinal!
O resto já sabem, mas nunca é demais lembrar...

Diamanda Galás vai estar no dia 9 de Abril na Guarda. No dia 16 de Abril irá a Leiria abrir a 11ª edição do Festival Fade In.

11/03/11

Porque sim...

Eu nunca me pronunciei sobre moda, neste blogue, até porque este costuma estar mais direccionando para outro tipo de interesses, em particular sobre música e cinema. E, também é certo que, não costumo acompanhar nenhuma corrente de moda em particular. It tis on my way or no way (como me disse um amigo há alguns dias atrás, acertando em cheio). Aprecio a moda apenas enquanto forma de arte. Mas foi com alguma tristeza que fui surpreendida com a notícia que o Galliano tinha proferido aquelas babuseiras anti-semitas, que já toda a gente sabe, já que nutro alguma admiração pelo talento que ele revela. Admiro o cunho dramático e algo teatral que ele imprime nas vestes que produz e, pelo imaginário com as personagens que cria. Às tantas, já haverá outros tantos por aí, que eu desconheço de todo, mas isso não vem ao caso. Também, por outro lado, questiono-me se por alguém manifestar a sua opinião sobre uma personagem histórica, por mais horrenda que seja, deve ser recriminado por isso. O apelo à liberdade de expressão já vem de longe, e recrimino qualquer forma de censura a nível de pensamento ou ideais. Agora,o que é mais que certo é que a vida para o homem vai continuar, em beleza certamente, e a crise não lhe vai chegar. Já nós não podemos dizer o mesmo. Não estranhemos, por isso, que surjam Deolindas e Homens da Luta com canções de intervenção mais que pertinentes, simpatize-se ou não com o tipo de música.

Isto hoje saiu tipo desabafo, deve ser pelo excesso de carga de trabalho que tenho tido. Pfff…..

E este post é sobre quê? Não me perguntem..






09/03/11

"Anna Calvi" Anna Calvi


Brian Eno declarou o surgimento de Anna Calvi como o acontecimento musical mais importante desde Patti Smith e afirmou que a música dela era repleta de inteligência, romance e paixão. Nick Cave escolheu-a para a primeira parte dos concertos de Grinderman em 2010 e diz que ela vai ser enorme. Elogios mais que merecidos não lhe têm faltado. Na audição do seu primeiro álbum notamos uma mistura de várias sonoridades que podem ir do rock ao clássico. Já muitos a têm comparado com PJ Harvey ou Siouxsie Sioux, embora ela desdenhe tais semelhanças. Ela própria refere ter sofrido influências de Maria Callas, Nina Simone, Edith Piaf e David Bowie, Jimi Hendrix ,Ravel, Debussy e Messiaen. Em criança teve formação clássica e já mais tarde andou a divagar pela onda mais jazzistica.
Anna Calvi não passa despercebida a ninguém e com certeza ainda irá dar muito que falar. Vale a pena não perder a audição do álbum de estreia, todo ele muito equilibrado, "Anna Calvi", desta menina, compositora, cantora e guitarrista inglesa de 28 anos, detentora de uma voz poderosa e muito sensual.
Para quem a quiser ver, ela irá estar por cá no Palco Super Bock, do festival Optimus Alive, no dia 6 de Julho.
Ah! E por que não referir, Calvi ainda por cima, quanto a cinema demonstra muito bom gosto, aprecia David Lynch, Gus van Sant, Wong Kar-Wai e Hitchcock! ...




" Love Wont Be Leaving" Anna Calvi "Anna Calvi"

06/03/11

Ai que susto...!

Dei comigo a pensar, a propósito do Carnaval, em meia dúzia de filmes possíveis a visionar nesta época. Foi pelo lado do terror, que me apeteceu ir. Filmes que pelo mistério ou sugestão, explicita ou não, provocam alguns bons arrepios e calafrios na espinha...

Natural Born Killers (1994),Oliver Stone


They Live (1988), John Carpenter


Terror na Auto-Estrada (1986), Robert Harmon


Shining (1980), Stanley Kubrick


Psycho (1960), Alfred Hitchcock


Nosferatu (1922), F. W. Murnau


The Fly (1986), David Cronenberg


Eraserhead (1977), David Lynch


Häxan (1922) Benjamin Christensen

PJ Harvey - Let England Shake



PJ Harvey - "The Glorious Land" - Let England Shake (2011)

Tenho que dizer isto aqui, que já se faz tarde...Perfeito!

05/03/11

"Credo" Human League


Os Human League, banda de synthpop formada em 1977 edita novo disco, “Credo” a 21 de Março. O single Night People foi lançado já no mês de Novembro de 2010. É uma banda recheada de músicas mais que badaladas, deixo aqui alguns dos momentos da sua discografia. Tenho sérias dúvidas que haja alguém que não conheça algum dos temas que se segue.São os anos 80 na sua vertente mais pop.





27/02/11

"She´s lost control " Peter Hook



Foi o que eu perdi ontem à noite na Casa da Música:(
O som não está grande coisa, mas vale a intenção...

"Shina-Kak" Kubik


Victor Afonso, mais conhecido pelo seu blog , O Homem Que Sabia Demasiado, sítio que sou visitante praticamente diária e onde tenho aprendido muito desde que o conheci. Victor possui também outras facetas, menos conhecidas do público, como por exemplo a de músico. O seu projecto chama-se Kubik e facilmente o associamos ao realizador Stanley Kubrick, já que todos sabemos que Victor é um amante de cinema. Entre outros trabalhos, criou a banda sonora original para cinema mudo de «Un Chien Andalou», de Luis Buñuel e Salvador Dalí.
"Shina-Kak" é o vídeo promocional do seu terceiro álbum, Psicotic Jazz Hall.
Ainda não tive oportunidade de ouvir todo o EP, mas este «Shina-Kak» promete.Tanto a música como o vídeo superam todas as expectativas.
O Marco entrevistou-o, e que bela entrevista. Está tudo aqui no Bitaites . A não perder.

Parabéns Victor!

20/02/11

"Take the World" She Wants Revenge



"Take the World" faz parte do novo álbum de She Wants Revenge e está previsto ser lançado em Maio. Passados quatro anos do seu último álbum “This Is Forever" lançado em 2007 She Wants Revenge estão de volta. O vídeo é da autoria de Adam Bravin, elemento da dupla da banda que surgiu em Los Angeles em 2005.

19/02/11

"The King of Limbs" Radiohead



O vídeo "Lotus Flower", quinta faixa do The King of Limbs, do tão aguardado oitavo álbum de estúdio dos Radiohead. Editado quatro anos depois de "In Rainbows" e após discos de primeira como OK Computer, Amnesiac e Kid, resta-nos prestar-lhe a devida atenção.
Podem ouvir o disco aqui na BBC.
A edição do CD e vinil estará à venda nas lojas a 29 de Março. A edição de luxo irá sair a 9 de Maio e inclui CD, vinil e imagens.

Nitzer Ebb no Entremuralhas 2011



Notícia completa aqui no Frankmarques's Blog.

17/02/11

Black Swan (2010)


“O Lago dos Cisnes” conta-nos a história de uma rapariga presa no corpo de um cisne branco de onde só o amor a pode libertar. Até que, a certa altura, o Cisne Preto afasta o cisne Branco do Príncipe, suicida-se e encontra finalmente a sua libertação. Em suma, este é o mote dado para todo o enredo do "Black Swan".
Aronofsky, deixa-nos rendidos perante este filme completamente arrebatador, sobre mais uma viagem pela mente humana e seus conflitos interiores. É um realizador absolutamente admirável na arte de contar histórias, filmar. A narrativa é forte e intensa, não deixa ninguém indiferente.
"Black Swan" expõe de uma forma sublime como um distúrbio de comportamento pode condicionar o equilíbrio emocional e toda a vida em sociedade.
Nina (a exímia Natalie Portman) vê-se sempre de fora e não como realmente se sente. A conversa no bar, com o rapaz que acabou de conhecer, é bem representativa disso. Quando ele lhe pergunta quem ela é, e ela responde: bailarina, e só a seguir menciona o seu nome. Nina só conseguiu chegar à verdade, quando passou a ver a vida pelos próprios olhos, desligando-se da maneira como, a seu ver, os outros olhavam para ela, abstraindo-se do que pensavam dela.
Nina entra em conflito consigo mesma, quando por um lado busca atingir a pureza e a perfeição absoluta, que é imposta pela mãe, Érica (Barbara Hershey) também em tempos bailarina, que abdicou de o ser para a ter, e que projecta na filha tudo aquilo que não conseguiu ser, tratando-a de uma forma obsessiva como se fosse uma criança, por outro há a ambição de se transpor para o lado mais obscuro e subversivo da vida, indicado pelo professor. A dualidade permanece em constante conflito no argumento do filme, o cisne preto e o cisne branco, a mãe e o professor, o bom e o mau, a luz e a escuridão.
Nina pretendia substituir a conceituada e principal bailarina Beth Macintyre (Wynonda Rider) que tinha sido afastada devido à idade.
O papel de cisne branco seria sempre seu. Nina, consegue-o realizar na perfeição, mas falta-lhe rasgo, ousadia, soltar as garras para conseguir encarnar a personagem de cisne preto no estrondoso bailado de Tchaikovsky. O facto é que Nina só consegue desabrochar realmente quando, impelida pelo professor, Thomas Leroy (Vincent Cassel), descobre a sua própria sexualidade, consegue desabrochar, transformar-se e sentir-se uma verdadeira artista.
É significativo e simbólico, como um instante de corte e transição, o momento em que ela retira do seu quarto todos os bonecos, que se espalhavam pelo seu quarto.
Nina vive dividida entre duas personalidades, tal como se passava no "Fight Club" de David Fincher, mas num corpo só há lugar para uma. Ela acaba por eliminar tudo aquilo que a reprime, só assim o cisne negro pode voar.
A cena em que Nina se transforma em cisne negro, a lembrar "Fly" de Cronenberg, o filme está repleto de cenas a lembrar outros filmes, é uma das cenas mais belas, devidamente acompanhada com a música sublime de Clint Mansell.
No final, em perfeita apoteose chovem os aplausos para Nina/ Natalie Portman , num final trágico. Desce o pano e encerra-se ali não só o fim de um bailado mas o ciclo de uma vida.
É um filme onde por vezes é ténue a fronteira entre a realidade e a imaginação, a loucura e a lucidez. Mais uma vez Aronofsky confronta-nos com uma experiência emocional e sensorial avassaladora e inesquecível.

04/12/10

Fechado por tempo indeterminado.

01/12/10

Editors - "Camera"




Camera - Editors - "The Back Room" (2005)

28/11/10

Requiem For a Dream


“Requiem For a Dream” é um filme que não deixa ninguém indiferente. É uma obra sobre a realidade nua e crua do vício, heroína, medicamentos e TV. Um filme extremamente pesado e duro, um verdadeiro murro no estômago. Confesso que nos últimos minutos tive dificuldades em ver o filme até ao fim.
É um filme sobre a conquista de um mundo ideal e dos seus sonhos a todo o custo, da escolha de atalhos e caminhos que levam lentamente à destruição física e psicológica das personagens. Uma viagem ao lado mais cruel e obscuro da natureza humana.
Por um lado Sara (Ellen Burstyn), uma solitária, já com uma certa idade, ingénua e típica dona de casa, que vê uma luz ao fundo do túnel da sua vida, com a possibilidade de aparecer na televisão. Faz tudo para emagrecer, transforma-se numa viciada em comprimidos, levando-a à loucura. Harry (Jared Leto), o filho de Sara, pretende comprar uma loja de roupas para a sua namorada , Marion (Jennifer Conelly) e tornar-se num homem respeitável. Por sua vez o casal, mais um amigo Tyrone, entram no tráfico de droga. Em comum têm um percurso de auto-destruição, onde todos os sonhos se desvanecem e nada mais resta para além do vício.
Darren Aronofsky realiza uma obra soberba a todos os níveis. De destacar a banda sonora de Clint Mansell, a fotografia de Matthew Libatique e a arrebatadora realização, com planos e ângulos com um ritmo completamente alucinante que nos transmite realmente a agonia e inquietação das personagens. Aronofsky utiliza todas as técnicas para nos afastar da realidade.
A nível de representação, todo o elenco revela sólidas prestações, contudo destaco Ellen Burstyn que tem aqui um dos melhores registos que alguma vez vi por parte de um actor.
Aronofsky leva-nos ao limite das nossas sensações, fazendo-nos vivenciar a angústia e o sofrimento através de cada personagem. Chegamos ao final do filme completamente atónitos. Um filme que apela aos sentidos, mas também à reflexão. Obrigatório.

23/11/10

Hoje...


Hoje apetecia-me visitar um museu e não pensar em mais nada...




Casa das Histórias Paula Rego

20/11/10

14/11/10

Discos da minha vida #19

My Bluberry Nights


"Um beijo roubado" era um filme que já estava para visionar há algum tempo, mas que ainda não se tinha proporcionado. Por tanto falarem, confesso que já tinha alguma curiosidade. A receita é antiga, a história de um casal que se conhece e que só se reencontra após várias peripécias de obstáculos e dificuldades.
Elizabeth, (Norah Jones), encontra-se com o Jeremy (Jude Law) o dono de um bar onde esta procura o namorado que a trocou por outra. Entretanto ela não deixa de frequentar o bar, de conversar com o amigo e de comer uma fatia da torta de blueberry. A dita torta encontra-se carregada de simbolismos já que esta nunca é vendida, e acaba sempre por ir para o lixo. Tal como a tarte que permanece intacta, Elizabeth sente-se rejeitada pelo namorado e devora um pedaço de tarte e conversa com o amigo sempre que vai ao bar. Após uma noite de copos no bar, decide mudar o rumo da sua vida e vai para fora trabalhar, exaustivamemente por não conseguir dormir e assim se poder manter ocupada. Entretanto não pára de escrever postais a Jeremy. Há uma necessidade eminente de busca de sanidade mental, uma busca de si própria. Todas as histórias que se vão passando à sua volta servem apenas para adensar a sua experiência e criar novas perspectivas de vida.
O tema tem tudo para dar certo, o elenco é sobejamente conhecido. Nunca compreendi por que razão convidaram Norah Jones para este papel. Jude law é aquele pedaço, a quem é exigido muito pouco para o papel. Há muito pouca densidade psicológica em toda a trama da história. O filme, tem partes em que chega a ser até um pouco monótono, mas mantém o interesse pela trama da história. David Strathairn e Rachel Weisz são das personagens que mais sobressaem, como um casal cheio de histórias por resolver e muito ressentimento à mistura. Natalie Portman, aparece portentosa em todas as cenas, contrastando com a ingénua personalidade de Elizabeth.
Um filme que se vê bem num final de tarde de sábado, sem pensar muito, para relaxar.
A banda sonora está a cargo de Ry Cooder. Cat Power também aparece por lá, tanto na banda sonora como enquanto personagem.

09/11/10

Emmy Curl "No Moon"




MySpace

Entrevista

Esta sexta, dia 12 de Novembro, concerto para promoção do EP "Birds Among The Lines" no CDGO (Jojo's Music)Porto.

08/11/10

Black Rebel Motorcycle Club




Os Black Rebel Motorcycle Club estão de regresso, com uma passagem dupla. O trio norte-americano começa por passar hoje pela Aula Magna, e por se dirigir amanhã ao Hard Club, no Porto. Na calha, trazem o mais recente Beat The Devil’s Tattoo, cheio de blues e muito soul.

06/11/10

Wim Mertens na Aula Magna


Wim Mertens regressa hoje a Portugal e ao palco do Grande Auditório do CCB para apresentar o seu mais recente álbum, Zee versus Zed, e para tocar, pela primeira vez ao vivo para o público português, alguns temas do disco de 2009, The world tout court.

Aqui fica para ouvir um dos meus temas preferidos de Wim Mertens extraído do álbum homónimo da música Struggle for Pleasure de 1983.

01/11/10

Swans "My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky"


Swans estão de volta com My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky ,após mais de uma década de descanso.
Após terem anunciado a sua morte com Swans Are Dead em 1998, Michael Gira, figura emblemática da banda regressa com a sua voz melancólica mas mais madura, e com letras cruas sobre o medo, o amor, a religião, o existencialismo.
A faixa que abre o álbum No Words/ No Thoughts dá o mote para embarcarmos numa viagem doutra dimensão. A sonoridade é tudo menos convencional, desgarrada de trilhos rígidos ou de conceitos estabelecidos. Ultrapassa de forma indomável barreiras que nos vão transmitindo força e, mais uma vez, o vigor criativo de Gira. A mistura de conceitos e estilos torna-o ainda mais apetecível.
Deixo-vos o vídeo da quinta faixa, You Fucking People Make Me Sick uma das minhas preferidas deste álbum, que conta com a participação de Devendra Banhart e a própria filha de Gira.O álbum conta também com a participação do ex-Swans e actual baterista de Rem, Bill Rieflin, e de Grasshopper dos Mercury Rev.



Em suma, My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky demostra que Swans ainda estão bem vivos e recomendam-se.

Para quem os quiser ver, eles tocam na Aula Magna, em Lisboa, a 9 de Abril e na Casa da Música, no Porto, no dia seguinte.

31/10/10

Nine Inch Nails reeditam álbum


Pretty Hate Machine , o primeiro álbum dos Nine Inch Nails, lançado originalmente em 1989, marco do rock industrial, reeditado em 2005, vai ser reeditado agora numa versão remasterizada a 22 de Novembro, responsabilidade de Trent Reznor, vocalista do grupo e do técnico Tom Baker.
O CD terá no alinhamento um tema extra, a cover de Get Down, Make Love dos Queen originalmente incluída no lado B do single Sin.

Aqui fica, Head Like a Hole, um dos temas mais marcantes do álbum.

27/10/10

Nina Hagen "Naturträne"



Naturträne - Nina Hagen - "Nina Hagen Band" (1978)

26/10/10

Diamanda Galás "Wild Woman with Steak Knives"




Wild Woman with Steak Knives - Diamanda Galas - "The Litanies of Satan" (1982)

25/10/10

A Flock of Seagulls "I Ran"



I Ran - A Flock Of Seagulls - "A Flock Of Seagulls" (1982)

Aula Magna

23/10/10

Mon Oncle (1958)










Tal como a figura de Charlie Chaplin ficou para sempre na nossa memória através de símbolos peculiares como o chapéu, a bengala ou o bigode, não sendo tão conhecido, é certo, mas com um chapéu, uma gabardine e um cachimbo associamos logo a Tati, não ao realizador/actor mas à personagem. A caracterização desta típica personagem iniciou-se no filme “As Férias do Sr.Hulot” e continuou com Mon Oncle.
A associação a Chaplin não se fica só pela caracterização, mas também pela crítica política e social com um sentido de humor mordaz que Tati confere aos seus filmes. Chaplin criticou a industrialização, Tati exerce uma crítica acérrima à modernização e à sociedade do consumo.
Temos dois mundos distintos e o seu contraste. Se num lado temos o espaço organizado, moderno, na periferia da cidade, noutro vemos um amontoado de casas humildes, velhas e cheias de falta de privacidade.
Mon Oncle caracteriza através da família “Arpel” o quotidiano dos inícios do século XX. Uma família que vive numa vivenda que mais parece retirada de um catálogo, em que tudo é automático e pretensiosamente moderno, tornando-se obviamente ridículo. O funcionamento e utilidade dos objectos não estão de acordo com as necessidades do Homem, mas com uma necessidade clara de ostentação. Contudo tudo parece perfeito e cuidado ao mínimo detalhe. Já onde vive o Sr. Hulot torna-se evidente, a proximidade, o calor humano entre as pessoas que se cruzam na rua ou na feira todos os dias.
E é o filho, Gerard que exerce a ponte entre estes dois mundos. Ao sair do seu mundo imaculado, e saindo com o seu tio Sr.Hulot , a criança descobre os prazeres simples da vida na rua tornando-se igual a todas as outras.
Torna-se evidente o propósito de Tati em mostrar como as relações humanas podem ser prejudicadas pela intervenção tecnológica.
Mon Oncle é um filme que não podia ser mais actual. Uma obra sublime.

The National "Terrible Love"



Terrible Love - The National - "High Violet" (2010)


Blitz

17/10/10

Anne Clark "Full Moon"



Full Moon Anne Clark "The Smallest Acts of Kindness" (2008)

Teatro Circo

16/10/10

Discos da minha vida #18



Nick Cave and The Bad Seeds "From Her to Eternity" (1984)

15/10/10

Cocteau Twins "Wax and Wane"



Wax and Wane Cocteau Twins "Garlands"(1982)

14/10/10

Delicatessen (1991)











Realizado por Marc Caro e Jean Pierre Jeunet Delicatessen é uma história que decorre no século XXI em França, num cenário pós apocalíptico de grande escassez de alimento.
O filme inicia de uma forma algo misteriosa, uma figura revestida dos pés à cabeça em lixo foge de uma charcutaria e vai num camião do lixo. Quando de repente encontra o terrível carniceiro (Jean-Claude Dreyfus) especialista em carne humana. A partir do momento em que o ex-palhaço, Louison chega a Delicatessen, a residência do carniceiro, e se apaixona pela sua filha, este vai arranjar-lhe emprego com o intuito de o fazer em picado. Julie (Marie-Laure Dougnac),que é violoncelista e vê muito mal, apaixona-se por Louison e quer salva-lo das garras do pai. Entretanto pede socorro a um bando de rebeldes que vive no underground.
O que conta neste filme, acima de tudo, é a visão imaginativa, a originalidade e o senso de humor bizarro, negro e muito subtil. Conta com uma atmosfera densa e sombria é visualmente muito bem elaborada. A história diverte pelas cenas caricatas e pelo fascínio que elas suscitam:uma sujeita obcecada pelo suicídio, que nunca consegue atingir o seu objectivo, um sujeito que se alimenta de sapos que cria, Julie que vê tão mal que passa a vida a partir objectos, ou os números de circo de Lousion.
Delicatessen é um filme pouco convencional, com um espírito irreverente, que agarra pelos pormenores únicos de cada cena. Com Delicatessem estamos no mundo do "faz-de-conta" e pelo sonho é que vamos.