22/07/10

O Couraçado Potemkine (1925)





O Couraçado Potemkine é considerado o melhor filme russo e um dos grandes filmes da história do cinema mundial.
Potemkine foi um filme encomendado por Lenine para comemorar os vinte anos da revolta dos marinheiros e de todo o apoio prestado por estes ao proletariado na luta contra o czar. Compreende-se assim que o filme de Serguei Eisenstein seja também um dos maiores filmes de propaganda da história. Foi filmado na União Soviética em 1925, onde narra a história da revolta da tripulação da marinha russa, em 1905. Mostra toda a situação precária dos marinheiros oprimidos e revoltados contra os constantes abusos. Eisenstein transmite melhor que ninguém, toda a envolvência da união dos povos que lutavam contra a desigualdade e por melhores condições de vida.
Esta película teve décadas de censura em diversos países por ser considerado perigoso e subversivo, ensaios incontáveis que analisam a sua estrutura, simbolismo, origens e efeitos, milhares de citações visuais, tudo isto contribuiu para obscurecer a estória por trás do filme. É notável não só a visão lendária sobre a opressão e a revolta, a acção individual e colectiva, mas também a ambição artística de trabalhar em simultâneo com corpos, luz, objectos triviais, símbolos, rostos, movimentos e formas geométricas. Eisenstein revolucionou o modo de se fazer filmes com as suas inovadoras técnicas de fazer o corte e a montagem.
Muitos são os espectadores que só viram os extractos ou sequências mais famosas de Potemkine. Ficarão decerto surpreendidos, ao experimentarem a força desta história comovente e dramática, que a película transmite, quando a virem na totalidade.
O filme tem várias imagens memoráveis o carrinho do bebé que cai dos degraus ; o rosto de um marinheiro morto sob uma tenda no fim do cais ; os vermes na carne; os óculos do poder político. Mas a cena aterrorizante da escadaria de odessa, é talvez o momento mais brilhante de todo o filme. Sequência que Brian de Palma copiou em The Untouchables em 1987.

20/07/10

This Mortal Coil "Another Day"



Another Day This Mortal Coil " It'll End in Tears" (1984)

19/07/10

Bauhaus "Telegram Sam"



Telegram Sam Bauhaus "Telegram Sam" (1980)

18/07/10

M (1931)


M é o primeiro filme sonoro de Fritz Lang e, na época, o som era uma criança de três anos. Os primeiros haviam-no explorado como novidade técnica para bater concorrentes poderosos. Muito poucos foram os que, nesses primeiros tempos, viram o mais que adiante se veria, ou seja que o cinema iria ser cada vez menos coisa só de ver, coisa só de imagens. Entre esses muito poucos, lugar de grande relevo assume esta obra de Rouben Mamoulian. Mas este filme de Fritz Lang dá por essas bandas sonoras um salto em frente de todo o tamanho. Ainda se está no genérico (com desenhos de sabor expressionista), quando se começa a ouvir o assobio, com o tema do Peer Gynt de Grieg. A música é relativamente familiar e só mais tarde se saberá o que ela significa para o protagonista, para as suas vítimas e para o desenrolar da própria acção.
Quando o assobio cessa, vemos em plongé a roda das crianças, cantando uma lenga-lenga infantil, cuja letra alude ao homem preto que vem aí para te fazer em picadinho. Há um longo movimento ascensional da câmara, que vai ter a uma mulher que manda acabar com aquela “maldita cantilena”. Mas a cantilena não acaba e ouvimo-la ainda na imagem seguinte, sobre o famoso plano em que a sombra de Peter Lorre se projecta no cartaz que pede a captura do assassino. Quando, mais tarde, se volta a ouvir, em in e já não em off, o famoso assobio, percebe-se que a “maldita cantilena” talvez fosse menos a das crianças, e mais a que, antes do genérico, tínhamos escutado. A lenga-lenga dos miúdos indicara uma cor e uma sombra; o tema de Grieg era o leitmotiv da morte e do impulso para ela. Assim, o elemento inquietante não vinha do tema musical que aparentemente o era (pela sinistra letra e pelo sinistro ritmo) mas da folclórica dança nórdica do pacífico e sentimental compositor norueguês que se chamou Edvard Grieg. As aparências enganam.
Assobia na noite quem tem medo e está só. Assobia quem sente necessidade de acompanhamentos (companhias) para estremeções que não controla e que o fazem rodopiar. Para danças obscuras, sem mãos dadas, como as rodas das crianças. (...)
E assim chegamos ao outro pólo da obra: o medo. Medo de Beckert de si mesmo e dos outros; medo do olhar sem dono que comanda a sistemática visão em plongé; medo dos polícias e medo dos ladrões, recíproco e comum; medo dos olhares fixos que não sabem ouvir (o espantoso contracampo que descobre a Lorre a multidão dos seus julgadores, fixos no silêncio e na impossibilidade de escutar); medo do que os olhares lhe devolvem das suas próprias palavras e das palavras dos seus defensores e acusadores (o prodigioso vaivém da câmara na sequência do julgamento); medo do que só é visto por emanação; as sombras, os frutos, as luvas, os bibelots, tudo o que dá sinal de uma presença, ocultando essa mesma presença.
Porque neste filme (donde o sistemático recurso à montagem paralela) tudo se intercomunica: os gestos dos ladrões repetem os dos polícias ou vice-versa, como se repetem os discursos uns dos outros; a condenação vem tanto da lei como da ausência dela.
Porque neste filme não é nas prisões nem no mundo do crime que há que procurar Beckert, mas nos asilos e nos manicómios, Beckert não é encontrado por ter cadastro, mas por ter estado internado num hospício de loucos.
Meditação sobre a inanidade da culpa e o absurdo da justiça - temática cara de Lang e que a sua obra futura desenvolveria “para além de razoáveis dúvidas” - M é sobretudo a descida à última razão de ser do que separa os actos dos motivos deles, o visível do invisível, o que cabe em palavras e o que elas jamais podem dizer, o audível do inaudível. Entre a sua imagem e o seu “sopro”, Beckert não encontrou o meio termo “em que talvez tivesse podido substituir”. Com M, o som, misturando-se com a imagem, recuperou o mundo das paixões para o espaço privilegiado delas que é a mudez. O primeiro grande filme sonoro é o primeiro filme do total silêncio.
Tudo reside num assobio e numa dança. Ou seja, no cinema.

João Bénard da Costa
(texto adaptado)

16/07/10

E foi assim que tudo começou...

Sala de Projecção, dos finais do Século XIX, inicio Século XX

"Em 28 de Dezembro de 1895 tem lugar em Paris, no Grand Café (Boulevard des Capucines), a primeira projecção pública com entradas pagas, considerada a data “oficial” do nascimento do Cinema.
Até aí, graças ao Kinetograph, aparelho patenteado e desenvolvido por Thomas Edison e mostrado pela primeira vez a 20 de Maio de 1891, os filmes pouco mais eram do que pequenas curiosidades de feira que podiam apenas ser vistos individualmente, “espreitando” para interior do Kinetoscope.

Homem assiste a uma sessão do Kinetoscope

Apesar de ter sido Edison o primeiro a descobrir as possibilidades da película e da exibição na própria camera, não lhe é hoje reconhecida a paternidade do cinema, por nunca ter acreditado nas suas possibilidades de exibição num ecrã.

Thomas Edison

O Cinema só nasce aquando da sua primeira experiência colectiva e, da sessão de 28 de Dezembro, inteiramente preenchida com 10 filmes dos irmãos Lumière, fica celebre o episódio da exibição de “L'Arrivée d'un Train à la Ciotat”, onde o público, espantado com o realismo da projecção, foge em pânico da sala com medo de ser esmagado."


Pedro Vasconcelos

14/07/10

Metropolis (1927)







Metropolis que originalmente durava mais de duas horas, é o primeiro épico de ficção cientifica, com os seus enormes cenários, centenas de figurantes, efeitos especiais de última geração e sequências fantásticas de grande inovação. A película do director austríaco Fritz Lang, um dos célebres representantes do expressionismo alemão, colocou os estúdios da UFA à beira da falência , dado que este foi um enorme fracasso de bilheteira.
A distribuição desta dispendiosa película foi interrompida, pouco depois da sua estreia e, contrariando os desejos de Lang, o filme foi remontado. A maior parte do público conheceu ,assim, uma Metropolis simplificada e até colorida como é o caso da versão de Giorgio Moroder nos anos 80. Só no século XXI nos aproximámos da verdadeira obra de Lang devido a uma restauração parcial que recuperou muitas cenas ignoradas durante décadas e as colocou na sua ordem original e com os intertítulos correctos. Em lugar das cenas ainda não encontradas foram inseridas legendas de ligação. Esta nova versão dá ao filme que era considerado de ficção científica uma visão mítica, uma vez que elementos de arquitectura, indústria, design e política dos anos 20 são misturados com referências medievais e bíblicas. É criado assim, um ambiente de estranheza impressionante: um cientista louco com uma mão de aço que é em simultâneo um alquimista, um robô queimado na fogueira, os trabalhadores de uma de uma fábrica enorme marcham penosamente em direcção à mandíbulas de uma máquina.
A história passa-se em 2026, um século depois do lançamento do filme. A narrativa trespassa a realidade da época. A Revolução Industrial tinha atingido o seu auge, o sistema capitalista dava sinais de desgaste, havia um certo pessimismo relativamente ao futuro.
Fritz Lang traça um retrato do que iria acontecer no futuro nos grandes centros urbanos.
Metropolis é um território que se encontra claramente dividido entre os senhores e a classe operária, mas também pelas máquinas.
O Homem e a tecnologia estão intrinsecamente ligados, numa relação de dependência, que ilustra bem o domínio da máquina sobre o ser humano.

Discos da minha vida # 15



The Waterboys "This is The Sea" (1985)

12/07/10

The Cure "A Forest"



A Forest - The Cure "Seventeen Seconds" (1980)

11/07/10

Last Days (2005)







Last Days retrata o último período da vida do maior ícone do movimento grunge, e uma das maiores referências do rock dos anos 90, Kurt Cobain, líder dos Nirvana. A inspiração foi o suicídio de Cobain, mas a fita desliga-se de qualquer concretização e filma os derradeiros dias de alguém que está, nitidamente, num processo de autodestruição. Este filme fala sobre a meditação no isolamento, na morte e na perda. Divaga sobre o lugar de um mundo muito pessoal e intimista numa atmosfera controversa. É uma obra cinematográfica de grande qualidade, que segundo o próprio autor, fecha uma trilogia denominada ciclo da morte (sendo os outros dois filmes: "Gerry", de 2002, e "Elephant", de 2003).

10/07/10

Laurie Anderson "World Without End "



World Without End - Laurie Anderson "Bright Red"(1994)

09/07/10

Wim Mertens "Struggle for Pleasure"



Struggle for Pleasure - Wim Mertens "Struggle for Pleasure"(1983)

08/07/10

3 Grandes Obras Subvalorizadas

Fui convidada pelo Roberto Simões do blogue “Cineroad – A estrada do cinema para participar numa iniciativa intitulada ”3 grandes obras subvalorizadas”, que consiste em cada convidado destacar três filmes à escolha, os quais não tenham sido devidamente valorizadas no mundo do cinema, na década de 2000. É mais um projecto, que se apresenta como mais uma oportunidade de bloggers colaborarem entre si.
Agradeço, desde já, ao Roberto pela honra do convite que me fez. Recomendo vivamente que visitem o Cineroad e comentem.



Estas foram as minhas escolhas:

Zui Hao de Shi Guang (2005) de Hou Hsiao Hsien
Alexandra (2007) de Aleksandr Sokurov
Cztery noce z Anna (2008) de Jerzy Skolimowski

06/07/10

Un Chien Andalou (1928)


A estreia de Luís Buñuel na realização feita em parceria com o pintor Salvador Dali, está gravada na história do cinema, por muitos motivos, mas acima de tudo devido à imagem que nos ocorre quando nos lembramos do filme: a de uma uma lâmina que corta um olho ao meio. Muito se especula sobre o significado desta imagem emblemática. Para uns é uma táctica de choque, para outros um símbolo da visão modernista, para outros um exemplo da violência masculina sobre as mulheres, e ainda para outros, um anúncio de um nova visão da realidade. Uma coisa é certa, a imagem, bem como todo o filme, possui um forte carácter onírico com claras influências da psicanálise, Buñuel e Dali exploram o inconsciente humano. Un Chien Andalou tem sido reduzido demasiadas vezes a uma sequência de imagens impressionantes, que para muitos poderá parecer desconexa e incongruente: um cavalo morto sobre um piano ou formigas a sair de uma mão. É esquecido deste modo o que dá à obra coerência, uma narrativa que faça sentido, por entre os fragmentos do inconsciente do espectador. A realidade que interessa aos surrealistas. Até ao fim da sua carreira, Buñuel nunca deixou de explorar esta dialéctica entre a racionalidade e as forças profundas do id.

04/07/10

Discos da minha vida # 14



Joy Division - "Unknown Pleasures" (1979)

03/07/10

The Chameleons


The Chameleons actuam hoje, no Santiago Alquimista, em Lisboa, 25 anos depois de terem tocado na capital, no Rock Rendez-Vous.
A banda de Mark Burgess surgiu em Manchester em 1981 na vaga pós-punk do Reino Unido, pouco tempo de depois de outros projectos como Echo & The Bunnymen e The Cure.

O primeiro álbum de estúdio, "Script of the Bridge", data de 1983 e é considerado o melhor da carreira dos Chameleons, somando-se a ele várias sessões que gravaram com o radialista e divulgador John Peel.

Um ano depois da estreia discográfica passaram por Portugal para tocar, em 1984, no Rock Rendez-Vous.

O grupo rompeu em 1987 e só voltou a ser reactivado no virar do milénio com a edição dos registos "Strip" (2000) e "Why call it anything" (2001), embora nos anos 1990 tenham sido lançados vários álbuns gravados ao vivo.

Interpol, The Horrors e Blacklist são alguns dos projectos mais recentes a quem são atribuídas influências dos Chameleons.

Do grupo fazem parte Mark Burgess (voz e baixo), Reg Smithies (guitarra eléctrica), Dave Fielding (guitarra elétrica) e John Lever (bateria).

Fonte Diário de Notícias

01/07/10

Tom Waits - Teatro Le Palace - Paris (1979)



Tom Waits - Teatro Le Palace, Paris. (1979)

Alinhamento:

- Heartattack and Vine

-'Til the Money Runs Out

- Annie's Back in Town

- I Wish I Was in New Orleans

- Wrong Side of the Road

- Jersey Girl

- Step Right Up

La Graine et le Mulet - O Segredo de um cuscuz (2007)

















Estamos perante a terceira longa-metragem de Abdel Kechiche um realizador de origem Tunisina, mas radicado em França. O filme é reflexo dessa realidade social, a integração num novo território e as relações dentro do seio familiar árabe. A história centra-se em Slimane Beiji, com os seus sessenta anos, divorciado, que tenta sobreviver ao despedimento dos estaleiros onde sempre trabalhou, às tensões com a sua família e às dificuldades financeiras.
Beiji deixa para trás o emprego no estaleiro local para concretizar um sonho de longa data, abrir um restaurante num velho barco, o único bem que possui e que tenta reconstruir com a ajuda dos filhos e de Rym, filha da sua companheira.
O filme tem cenas memoráveis como, no final, a cena da dança de Rym, a conversa desta com Beiji e a cena da longa conversa que Rym com a sua mãe.
Filme realizado com meios muito escassos, mas grandioso pela forma como capta por um lado a cumplicidade humana, o sentimento de pertença, os valores, os sonhos partilhados, e por outro o ódio e a xenofobia.
Não é à toa que Hafsia Herzi, na pele de Rym, recebeu o prémio de Actriz Mais Promissora nos Césares,bem como também foram atribuídas as outras três distinções a ”La Graine et le Mulet” no mesmo evento (Melhor Realizador, Argumento e Filme) ou o Prémio Especial do Júri no Festival de Veneza de 2007.

26/06/10

Chelovek s kino-apparatom - O Homem da Câmara de Filmar (1929)

Interpol "Lights"

O Interpol lançou, esta semana, no seu site oficial, o clipe da música "Lights". Este é o primeiro single do novo álbum homônimo da banda. O vídeo foi dirigido por Charlie White, que já trabalhou com o Interpol no clipe de "Evil".
Este será o sucessor do disco de 2007 do grupo, Our Love to Admire.
O novo álbum que sai para as lojas a 14 de Setembro será o último a contar com o ex-baixista Carlos D, este será substituído pelo ex-Slint David Pajo. Juntamente com David Pajo entra também Brandon Curtis, membro dos Secret Machines.
Na última segunda-feira, 21, o Interpol deu o seu primeiro concerto em dois anos, em Nova York, já com o novo baixista, Pajo, e o teclista Curtis.

25/06/10

Coffe and Cigarettes (2003)



Em 1986 Jarmusch começou a trabalhar neste projecto que o levou numa direcção bastante diferente do que tinha realizado até à altura: uma série de curta-metragens , que deram pelo nome de Coffe and Cigarettes. As curtas são deliciosamente divertidas, tudo é filmado com poucas preocupações em preto e branco, e escritos com um ouvido apurado para as banalidades absurdas das pequenas conversas do dia a dia.
O valor destas conversas, além das suas observações cómicas, é o facto de que Jarmusch consegue fazer tanto com tão pouco, usando apenas grandes planos, planos com duas pessoas e ocasionalmente planos picados sobre a mesa com café e os cigarros, foca a atenção directamente nos personagens e nas suas tentativas perturbadas de simpatizarem um com o outro. O filme conta com a participação de vários actores e artistas sonantes do mundo do cinema e música como Tom Waits, Iggy Pop, Roberto Benigni, Bill Murray, Cate Blanchett e Steve Coogan.
O filme acaba por ser uma apologia ao direito de escollha, para vícios como fumar ou tomar café.
E é mesmo verdade, no fim de vermos o filme ficamos com vontade de tomar um café e fumar um cigarro.

24/06/10

Discos da minha vida #13






















Violent Femmes - "Violent Femmes" (1982)

21/06/10

Peter Murphy "Marlene Dietrich's Favourite Poem"



Marlene Dietrich's Favourite Poem Peter Murphy "Deep"(1990)

19/06/10

The Black Keys "Too Afraid To Love You"



















Esta é a capa do novo álbum dos Black Keys. E esta, já abaixo, é uma música gravada em Alabama Muscle Shoals´s Sound Studio, dos Black Keys. Esta musica chama-se Too Afraid To Love You.


Too Afraid To Love You, The Black Keys

"Brothers" (2010)


Para além do disco "Brothers", os Black Keys editaram ainda um split-single com os Devo, tendo como tema o seu estado-mãe, o Ohio.
É também esse o nome da música gravada pelos Black Keys nessa colaboração e que a banda oferece no seu site [ligação].



Ohio ,The Black Keys
"Brothers" (2010)

Saramago 1922 - 2010

17/06/10

Dead Can Dance "Frontier"



Frontier - Dead Can Dance - Lonely is an Eyesore (1987)

15/06/10

Häxan (1922)

















Häxan, o célebre “documentário” de 1922, realizado pelo cineasta dinamarquês Benjamin Christensen, é uma película muda, bizarra e excêntrica que explora a evolução da bruxaria desde a Pérsia antiga até ao início do século XX. Obra prima do cinema fantástico. O filme documenta as perseguições movidas contra as feiticeiras numa Europa atravessada pela intolerância religiosa e pela inquisição.
Häxan foi feito a partir de uma série de quadros inspirados em Hieronymus Bosch e Pieter Bruegel.
Häxan é considerado o mais importante antepassado de películas de possessão demoníaca como, por exemplo, “O Exorcista”(1973). O filme tornou-se um favorito do surrealismo. A sua influência fez-se notar em filmes como “L´Age d´Or” (1930) de Luís Bunuel. Os produtores do filme "The Blair Witch Project" (1999), deram o nome de "Häxan Films" à sua produtora. Não espanta o apreço que os surrealistas nutriam por esta película, nem sequer com a notoriedade que adquiriu no final dos anos sessenta, quando foi lançada como um filme da meia-noite, cuja narração estava a cargo de William S. Burroughts.

14/06/10

The Sound "Fatal flaw"



Fatal Flaw - The Sound - "From the Lion's Mouth"(1981)

13/06/10

Frank Zappa "The Gumbo Variations"

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The Gumbo Variations - Frank Zappa - "Hot Rats"(1969)

12/06/10

La passion de Jeanne d’Arc (1928)


O último filme mudo de Dreyer, a sua obra prima e a película mais perfeita sobre Joana d ´Arc é um filme sublime.
Este é o cinema no estado puro, não há artifícios.
Todo o filme é filmado quase exclusivamente em grandes planos que dão uma enorme densidade interior às personagens. A melhor forma de espelhar toda a espiritualidade. Joana interpretada por Renée Falconetti , desempenhou o seu papel sem qualquer maquilhagem, pois Dreyer entendia que sua aplicação iria ocultar o realismo.
Este é considerado um dos melhores trabalhos realizados no cinema. É simplesmente magistral. Alegria, tristeza, esperança, medo e tantas outras emoções humanas são perfeitamente caracterizadas por Falconetti apenas por expressões de seu rosto.
Todos os filmes de Dreyer se tinham baseado, até à altura, em obras de ficção ou peças de teatro, excepto este que foi inspirado em manuscritos oficiais do processo de julgamento da donzela de Orleães, ou melhor em partes muito comprimidas desse processo.
A história passa-se num único dia, no interior de um tribunal, exceptuando uma ou outra cena no exterior. Joana D' Arc defende a sua fé com uma convicção inabalável diante de juízes e teólogos.
O lado humano de Joana D' Arc é confrontado com o lado desumano dos juízes que a julgam, com o intuito de a subjugar.Os juízes representam a inflexibilidade da Igreja diante a ameaça que ela representa aos seus interesses.
É presa, humilhada, torturada e interrogada da maneira impiedosa por um tribunal eclesiástico, que a levou, involutariamente a blasfemar. É colocada na fogueira e morre por Deus e pela França.

10/06/10

Central do Brasil (1998)
















Central do Brasil é um filme belíssimo. É uma história comovente, é certo, mas sem falsos preconceitos descobrimos um bom realizador e actuações magníficas, desde a Fernanda Montenegro ao pequeno Vinícius de Oliveira. Todos excelentes. Mas o mais surpreendente, é a construção da obra. Notável o arranque do filme com rostos anónimos a relatar o conteúdo das cartas. Dora é uma cinquentenária solitária, professora, aposentada, céptica e sarcástica, que sobrevive escrevendo cartas por encomenda no gare central do Rio de Janeiro. Ela ouve o Brasil miserável e passa a letra de forma os secretos desejos e as frustrações mais intimas deste povo. Desiludida da vida, Dora recebe de cada cliente um real para escrever e outro para pôr a carta no correio, o que nunca, ou raramente, faz. Expediente fácil, é certo, mas também forma de prolongar a sua profunda descrença nos outros. Ela “sabe” que o marido lá longe é um alcoólico, que a namorada o atraiçoa, que o amigo não o é, que o pai já morreu. Sem esperanças pessoais Dora não vê qualquer necessidade de prolongar as esperanças dos outros. Nem interesse em gastar selos em cartas que nunca receberão resposta. Ela “sabe”. Por isso rasga logo que chega a casa, depois de as ler com Irene, sua companheira de apartamento. Uma ou outra deixa passar o tempo sobre elas, numa gaveta, onde as enterra, à espera de resolução. Dora é uma mulher fria, dura, implacável. Dora é o espelho do Brasil de hoje.

Discos da minha vida #12






















The Cure "The Head on the Door" (1985)

08/06/10

Decorate Decorate



Karen- Decorate Decorate - "Normandie"

07/06/10

Nosferatu, Eine Symphonie des Grautens (1922)




















O filme que marcou a primeira aparição de Drácula nos ecrãs permanece a mais assustadora e mágica de todas as versões desta história.
Drácula de Brain Stoker, foi fonte de inspiração de um dos filmes mudos mais extrordinários de sempre.
Murnau já se tinha tornado uma estrela do movimento expressionista alemão , quando decidiu passar para filme Drácula, cujo nome teve de ser alterado para Nosferatu em virtude de ameaças de procedimentos legais.Murnau usou o romance sem permissão e foi processado por violação dos direitos de autor.
Por pouco não escapou a uma sentença do tribunal que ordenava a destruição de todas as suas cópias .
Uma das causas da superioridade de Nosferatu em relação a outros filmes acerca de Drácula é a presença impressionante do actor Max Schreck. Murnau criou algumas das imagens mais inesquecíveis do cinema com o Conde Orlok arrastando-se no seu castelo, rodeado de sombras arrepiantes e em perseguição de Hutter. A sua figura pouco difere dos ratos que comanda, quando passeia em busca de sangue.
Grande parte do filme foi rodada em exteriores, com uma técnica de iluminação adaptada da pintura, onde o contraste entre as áreas escuras e claras é realçado criando uma atmosfera gótica.
Todo o suspense no filme é criado de forma fabulosa por Murnau que nos carrega até uma história do fantástico do melhor que já foi feito no cinema de terror.

06/06/10

Client



Client Client"Client" (2003)

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- Dia 19 de Junho, no Grande Auditório da Casa das Artes.