
Não se trata de uma biografia, mas de um álbum, graficamente bem trabalhado, com fotografias da banda e depoimentos de amigos e admiradores anónimos. Inclui um DVD, com um espectáculo gravado ao vivo, telediscos e um documentário.
Não é a primeira vez escrevo aqui sobre A Naifa. Porque vale a pena, vale a pena ouvir com ouvidos de escutar.
Descobriram um caminho para de forma consistente, criar um fado contemporâneo. Nos dois primeiros discos, Canções Subterrâneas(2004) e 3 Minutos Antes de a Maré Encher(2006),tiveram o bom gosto de temperar as músicas com nova poesia portuguesa, de Adília Lopes, José Luís Peixoto, José Mário Silva, Tiago Gomes, entre outros. Tornaram-se numa das poucas bandas de culto em Portugal.
Há pouco mais de um ano morreu, estupidamente cedo, aos 39 anos, um dos seus mentores, João Aguardela, que foi uma figura única na busca incessante de uma nova tradição musical, também com os Sitiados e o Projecto Megafone. Os outros elementos do grupo, Luís Varatojo, Mito ficaram sós. Ainda bem que Luís Varatojo se debateu por fixar em livro a existência do grupo.
O livro-DVD "Esta depressão que me anima" é um registo que conta com a colaboração de poetas, amigos e anónimos, que agora terão a oportunidade de ver as suas palavras publicadas, nesta edição de autor de apenas 500 exemplares.







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