




Robert Bresson utiliza o filme para exprimir o lado espiritual da vida de uma maneira única. Utilizou muitas vezes actores não profissionais, a quem ele chamava de modelos, e dirigia evitando qualquer teatralidade. Cada pormenor do mundo físico é focado pela câmara intencionalmente.Também usa a música com austeridade, para que ela seja ouvida só nos momentos chave da história. Os seus filmes são reduzidos aos elementos essenciais, à simplicidade. A fotografia é belíssima e bastante nítida, trabalhando minimamente com variações de luz nos interiores.
O filme conta-nos a história de Michel (Martin LaSalle), um jovem intelectual desiludido que adquire a obsessão de roubar carteiras. O Carteirista é totalmente absorvente e as questões morais de Michel e o seu desenraizamento são profundamente perturbadores.
















































