30/04/10

Discos da minha vida # 8




The Smiths - "The Smiths" 1984

29/04/10

30 anos sem Hitchcock


Há 30 anos morria o mestre de suspense.
Foram vários os clássicos dirigidos aos longo dos seus 80 anos, que apesar de ser indicado cinco vezes ao óscar de melhor director, nunca levou a estatueta. Deixou-nos um legado de mais de 50 filmes, entre os quais vários clássicos como "Psicose", "Festim Diabólico" e "O Homem que Sabia Demaisiado".
Vários especialistas apontam os anos 50 e 60 como o período mais estimulante do cineasta, que, em 1956, atraído por Hollywood, se tornou cidadão americano. "Vertigo", "Psycho" e "Os Pássaros" são alguns dos filmes desta era. Na altura da sua morte, Hitchcock estava a planear um novo filme.
Hitchcock foi um profundo artista e, ao mesmo tempo, um humorista popular. Os seus numerosos filmes clássicos envolvem o espectador através da elaboração de ideias, conceitos e questões humananistas, tratadas por meio de uma cativante linguagem cinematográfica, de imagens e sons.
Hitchcock é reconhecido como um autor cinematográfico, cujos filmes incorporam uma visão muito pessoal do mundo.
Entre os elementos notáveis da visão pessoal de Hitchcock podemos destacar a visão da espécie humana com a propensão para provocar o caos e a destruição; uma perpectiva existencialista através do risco da escolha pessoal; uma notável antecipação sobre os papéis sociais das mulheres.
Hitchcock conseguiu com sua câmara alcançar gerações e tornar eterno o melhor do cinema.
Hitchcock foi um dos grandes. E ponto final.

27/04/10

Paris,Texas. (1984)



A história trata de um homem que surge do nada, algures no deserto, e regressa à civilização. O filme percorre de carro toda a fronteira mexicana –americana- mais de 2500 quilómetros. A região onde acabam por filmar fica a sudoeste do Texas e chama-se Big Bend. Big Bend é uma zona protegida de lindíssimas montanhas. É uma paisagem abandonada. Não há viva alma. É um deserto. Aqui começa o filme com o nosso herói, Travis. Após ter sucumbido ao cansaço e à ausência de memória é recolhido pelo irmão. O primeiro lugar para onde viajam juntos é uma terreola minúscula com meia dúzia de casas. Há lá um hotel, onde Walt deixa o irmão para lhe ir comprar roupas novas. Quando Walt regressa, Travis já se escapuliu novamente...
Paris, Texas é um road-movie, que contrapõe as paisagens remotas do deserto de Mojave, a uma viagem particular ao nosso próprio interior, em busca de um passado perdido. É um grande filme, pela excelente realização, pela belíssima fotografia, pela música áspera de Ry Cooder, pelas interpretações soberbas de Harry Dean Stanton e de Nastassja Kinski.

26/04/10

Jazz n'Gaia 2010


A portuguesa Jacinta, com um espectáculo baseado no seu último disco "Songs of Freedom", abre o Festival Internacional de Jazz de Gaia, no dia 29 de Abril.
A segunda noite tem como protagonista Hermeto Pascoal, compositor brasileiro e multi-instrumentista (acordeão, flauta, piano, saxofone, trompete, eufónio, guitarra, etc.), que promete mais um concerto inesquecível em formato duo com a cantora (e sua mulher) Aline Moreira. Antes, no mesmo dia, sobe ao palco o GS Quartet, liderado pelo trompetista brasileiro Gileno Santana, que encontra na música popular brasileira o seu repertório de eleição, passando por autores como Caetano Veloso, João Donato ou Pixinguinha e apresentando também alguns temas originais.

Na última noite, o festival vibra com a voz de Maria João, desta vez, a artista apresenta-se com o projecto Ogre, nascido da criatividade de cinco músicos que juntaram competências distintas e universos sonoros não coincidentes, construindo um todo coerente e... indefinível.

O encerramento do Jazz'n Gaia deste ano far-se-á com um "dinossauro" do Jazz: o mítico tocador de harmónica Toots Thielemans, nome incontornável do jazz mundial que tocou já com outros não menos importantes, como Charlie Parker, Benny Goodman, George Shearing, Ella Fitzgerald, Quincy Jones, Bill Evans, Jaco Pastorius, Natalie Cole, Pat Metheny, Paul Simon, Billy Joel. Entre outras, são conhecidas as suas interpretações e composições para filmes, sendo a mais famosa a inesquecível balada de "Midnight Cowboy", um ícone da cultura pop dos anos 60.

Fonte: Portal do cidadão de Gaia

23/04/10

Der Himmel Uber Berlin (Wings of Desire) (1987)



Wim Wenders realizou em 1987 um dos filmes mais poéticos da década de 80.
Não derrubou o muro que separou as duas Alemanhas, mas procurou uma linguagem comum ao mundo celestial e terrestre.
Temos Berlim no final da década, de uma humanidade desiludida que vagueia cinzenta pelas cicatrizes do Pósguerra.
Esta situação é-nos relatada do ponto de vista de dois anjos Cassiel e Damien visíveis apenas por crianças e incapazes de qualquer contacto físico com o mundo humano. A sua visão é, significativamente, a preto e branco.
Embora os anjos observem e escutem, muito escapa, contudo, à sua compreensão.
Eles não sabem, por exemplo, o que são as cores. Não as que conseguem sequer imaginar. Ou cheiros e sabores! E aquilo que as pessoas designam por sentimentos, os anjos pressentem-nos, mas não os podem experimentar. São profundamente afectuosos e bons, também não podem ser diferentes e, por isso, também não imaginam o contrário: o medo, por exemplo, ou o ciúme, ou a inveja, ou mesmo o ódio. Conhecem decerto, as formas de expressão, mas não os próprios sentimentos.
Tudo isto escapa aos anjos. Apenas percepcionam de modo talvez mais completo do que as pessoas. O mundo material e sensual está reservado às pessoas. É o privilégio da condição mortal.
Um dia um dos anjos teve uma ideia monstruosa: renunciar à existência de anjo em favor de uma vida humana!
O anjo que teve essa ideia terrível tinha sentido o desejo de se apaixonar por uma pessoa, por uma mulher, e a ideia de poder tocá-la esteve na origem de um resultado imprevisível.
Na segunda metade da história passam-se coisas inusitadas. De repente , há obstáculos: distâncias, regras e limites, entre eles um grande, o muro, que anteriormente nunca constituíra uma separação.
Trata-se de aprender a viver. A viver com o medo, um sentimento que até agora era desconhecido. Na eternidade não há medo, na presença da morte, aí está ele.
Mas , sobretudo, o que os anjos apreciavam e consideravam especialmente era uma capacidade que os homens tinham: o humor “ Quando apesar de tudo se ri”.

Quatro noites com Ana - 2008



O amor é um lugar estranho. Consegue mexer-se de formas muito misteriosas. Quatro noites com Ana é a mais excêntrica e original expressão de amor na sétima arte. Jerzy Skolimowski conta-nos uma insólita história de amor. De forma brilhante lança-nos numa perspectiva e baralha-nos com outra. A obsessão hipnotiza o espectador num filme que merece cinco estrelas por cada noite.

21/04/10

Sonic Youth



Sonic Youth: "The Eternal" (Antenna)

20/04/10

Discos da minha vida # 7



Talking Heads - "Fear of Music" (1979)

Um dos mais eclécticos agrupamentos da cena pop/rock, os Talking Heads marcaram o seu próprio espaço criativo através de arriscadas e arrojadas experimentações feitas em torno de diferentes sons modernos. Misturavam o punk, rock, pop, funk e no final da carreira, o world music.
O líder, guitarrista e vocalista David Byrne além do trabalho com o grupo, compôs para vários artistas. O seu envolvimento com a arte e o design também já é antigo. Os Talking Heads contaram com a colaboração de Brian Eno, que trabalhou em parceria com Roxy Music, David Bowie e Robert Fripp
Publicaram-se muitos elogios a esta banda, todos eles merecidos. Foram uma das bandas mais influentes durante o período que existiu, entre 1976 e 1991. Expandiram os limites do que se julgava ser possível, elevando a fasquia da qualidade das letras e composições.
David Byrne seguiu uma carreira a solo fracassada, mas o grupo até hoje é uma referencia de rock experimental, pop e criativo influenciando bandas actuais como Arcade Fire, The Killers, Clap Your Hands Say Yeah e, mais recentemente, artistas inspirados pelo worldbeat, como Vampire Weekend e Yeasayer.

As Portas da Percepção - Aldous Huxley



"As Portas da Percepção - Céu e Inferno" Aldous Huxley

18/04/10

The Legendary Tiger Man



The Legendary Tiger Man é o alterego de Paulo Furtado, multifacetado artista de Coimbra. Inspirado no velho formato de one-man-band Com uma estética muito particular – ao formato analógico tradicional (bombo, prato de choque, guitarra) juntam-se, sem pudor, soluções electrónicas. O resultado conhecido é explosivo.
Ao vivo, as prestações não permitem indiferença na assistência.
O Homem Tigre provou que é realmente lendário, ao conseguir encher, sozinho a Casa das Artes em Vila Nova de Famalicão. Um artista que enche, de facto, o espaço e o tempo. Um músico, um criador, um artesão como muito, muito poucos… um génio da música que em tudo consegue surpreender.

16/04/10

Crash - 1996




Cronenber chega a Crash a partir do livro de Ballard, que encena corpos e máquinas como criaturas e produtos tecnológicos .
Crash inscreve-se num mundo hipnótico à procura de uma nova existência.
Cronenberg inventa a existência humana. Os carros e os acidentes de viação são em Crash um meio usado para reduzir nos humanos um certo sonambolismo.
O transe de Crash é vanguardista, interior e declarado na definição obsessiva das personagens e na visualização dos seus movimentos, sobretudo interiores.

Quentin Tarantino




A tribute montage of the films directed by Quentin Tarantino: - Inglourious Basterds (2009) - Death Proof (2007) - Kill Bill: Vol. 2 (2004) - Kill Bill: Vol. 1 (2003) - Jackie Brown (1997) - Four Rooms (1995) (segment "The Man from Hollywood") - Pulp Fiction (1994) - Reservoir Dogs (1992)

13/04/10

Warpaint - Exquisite Corpse

São um quarteto feminino californiano, com seis anos de existência. Buscam inspiração em bandas como Joy Division, My Bloody Valentine, Cure ou The Smiths.
No final do ano de 2009, para o seu EP "Exquisite Corpse", contaram com a participação de John Frusciante, antigo guitarrista dos Red Hot Chili Peppers.
Os Warpaint são Emily Kokal (voz, guitarras), Theresa Wayman (voz, guitarras), e Jenny Lee Lindberg (baixo, voz)e a baterista Stella Mozgawa.





Warpaint - "Elephants" (2009)

12/04/10

Laurie Anderson - Homeland

Laurie Anderson volta aos estúdios e prepara-se para lançar "Homeland".
O novo álbum, tem data prevista a 15 de Junho.Para acomompanhar neste regresso, contará com a colaboraçãode gente como Antony Hegarty, Four Tet, John Zorn e Lou Reed.

Recordo "O Superman (For Massenet)" uma canção de 1981 de Laurie Anderson . Meio cantado, meio falado, quase minimalista, subiu para # 2 no UK Singles Charts , em 1981 .Antes do sucesso dessa canção, Anderson era pouco conhecida fora do mundo da arte.


11/04/10

Discos da minha vida 6


John Coltrane Blue Train (1957)

10/04/10

Tetro


Coppola, longe dos grandes estúdios, decidiu fazer a sua própria produção, ganhar a sua própria independência. Este é o seu segundo filme a preto e branco, o primeiro foi o magnífico Rumble Fish em 1983.
"Tetro" é um melodrama sobre uma família, bem arquitectado, um pouco previsível, mas intenso. Entrelaçando uma história de vidas com dança, teatro, música e escrita.
A base da história são as tensões freudianas, as emoções reprimidas, a prepotência na família.
É um filme com uma fotografia notável, profundamente teatral.
Tal como Michael Corleone em Godfather, aqui vemos uma personagem masculina que perdurará, o escritor Tetro, pelo carismático Vincent Gallo.

08/04/10

Mão Morta - Sob foco


Os Mão Morta puseram Braga no mapa musical nacional e fizeram dela algo mais do que uma cidade de arcebispos. Os 25 anos de carreira da banda são também 25 anos atentos à transformação de uma cidade, e a expor os podres da sociedade. Adolfo Luxúria Canibal fala da cidade que viu os Mão Morta nascer.

O que mudou em Braga nestes 25 anos de Mão Morta?
Houve muita coisa que mudou, pelo menos na aparência. Em 25 anos, os Mão Morta cresceram, Braga ficou no mesmo sítio. Braga cresceu muito em termos de população e construção. Tem um problema terrível que é o desordenamento urbanístico, que começa no centro. E depois uma pessoa sobe ao Bom Jesus, olha para a cidade e ela parece um grande vomitado. As casas são todas sem personalidade, sem charme, tudo uma mancha creme.

O que faz falta em Braga?
O que faz mais falta em Braga é mesmo a oferta cultural. É horrível, uma pessoa fazer uma vida casa-trabalho, pensar em sair à noite e não ter para onde ir. Não é por acaso que é uma cidade com pouca massa crítica. Não sei se estão aborrecidos pela religião ou pela falta de cultura...Para ser a tal terceira cidade do país que quer reivindicar precisava de outro tipo de incentivos culturais, e Braga não os tem.


E para ser a suposta Capital Europeia da Juventude...

Essa, acho-lhe muita piada. Agora que Braga já não é a capital mais jovem nem de Portugal, nem da Europa e numa altura em que Guimarães tem a Capital Europeia da Cultura, que devia ser orgulho para nós bracarenses, e podendo nós auferir dessa programação inerente à capital, a Câmara inventa uma Capital Europeia da Juventude. Em vez de aproveitar sinergias e criar públicos também em Braga, cria comcorrência.Fico pasmado com o provincianismo desta gente.

O que é que há então de bom em Braga?
Braga é uma cidade muito boa para morrer. Uma pessoa não fica com muitas saudades da vida, não é? Se bem que não tenha incineração, que é uma chatice...

Nem tinham onde deitar as conzas, ninguém quer ser deitado ao Rio Este...
O Rio Este nem peixes tem, e as cinzas iam ali acumular-se com o lixo. É bom estar em Braga para quem for mais velho, para uma pessoa que tenha Braga como ponto de refúgio e que se meta em casa, à lareira, a ouvir a chuva lá fora... Braga é uma cidade óptima, porque tem muita chuva. E que depois tenha dinheiro para viajar e voltar a Braga para ouvir mais um bocado de chuva.Fora isso, é uma cidade que deixa muitas angústias, muita vontade de sair. Não é por acaso que as pessoas saem da cidade, vão para qualquer lado menos Braga.Para Braga as pessoas vêm dormir porque é barato.

Adolfo Luxúria Canibal in "Time Out - Porto"



07/04/10

David Lynch - Ideias

Ideias

"Uma ideia é um pensamento. É um pensamento que contém mais do que se pensa que contém quando se o recebe. Mas, naquele primeiro momento, dá-se uma faísca. Numa banda desenhada, se alguém tem um ideia, acende-se uma lâmpada. Acontece num instante, tal como na vida.
Seria óptimo se o filme inteiro viesse todo de uma só vez. mas vem, para mim, em fragmentos. Aquele primeiro fragmento é como a Pedra de Roseta. É a peça do puzzle que indica o resto. É uma peça de puzzle esperançosa.
Em Veludo azul, foi lábios vermelhos, relvados verdes e a canção - a versão de Blue Velvet, de Bobby Vinton. A coisa seguinte foi uma orelha caída num campo. E foi tudo.
Uma pessoa apaixona-se pela primeira ideia, por aquele pedacinho minúsculo. E, depois de a ter, o resto há-de vir com o tempo."

David Lynch, in "Em Busca do Grande Peixe" (Estrela Polar, 2008)

05/04/10

O destino turístico-Rui Zink

É agradável descobrir um livro que nos apega, que queremos ler sempre mais um bocadinho, que não queremos parar de ler. É o que me está a acontecer com “O destino turístico” de Rui Zink.
Este conto sobre Greg, ou Guereg, como queiram, que pretende morrer mas que não tem coragem para se suicidar, vive de uma ideia criativa que inicialmente nos reporta para paragens longíquas, levados por uma realidade estranha do espaço da acção que se assemelha mais a paragens no médio oriente, mas que aos poucos nos faz suspeitar que esta "zona" onde decorre a narrativa afinal não é assim tão longe.

"Greg atravessou o pátio e teve o segundo não-déjá vu do dia. Por uma razão qualquer, quase tinha a certeza de que ia encontrar a jornalista e o câmara à beira da piscina. (...) E lá não-estava ela, exactamente na mesma posição em que no dia anterior. (...)Um não-déjá vu era, de certo modo, simultaneamente o oposto e o dobro de um déjá vu. Este, o produto original, consistia na sensação estranha de voltar a ver uma cena tal & qual nos recordávamos de a ter vivido. Tendo isto em conta, a não-repetição da cena era, simplesmente, a não-repetição da cena. Um não-acontecimento. E um não-acontecimento era, por definição... enfim, um não acontecimento. Algo que não acontecera. Fumo. Fumo de nada. Nada. Só que, por outro lado, o facto de uma pessoa esperar um déjá vu não faria, desde logo, com que isso fosse (até certo ponto) um déjá vu?"

04/04/10

Andrei Tarkovsky


Andrei Tarkovsky nasceu a 4 de Abril de 1932, festejaria hoje o seu 78º aniversário se fosse vivo. Ingmar Bergman considera-o o maior cineasta de todos os tempos, por ter inventado uma nova linguagem, captando a vida como uma reflexão. Mais do que um cineasta é um filosofo da imagem. É considerado um realizador perfeccionista na forma de filmar. Toda a sua obra é marcada por um forte sentido espiritual da vida. Escreveu um único livro "Esculpir o tempo" onde aborda questões sobre os seus filmes, a importância que o cinema teve na sua vida, a poesia nos seus filmes, a metafísica, a fé, a relação entre a estética e a exploração dos conflitos que abalam o nosso universo interior. O realizador de "Stalker" morreria em 1986, logo após ter terminado o filme "O Sacrifício". É um dos meus realizadores favoritos. Parabéns Tarkovsky!


03/04/10

Musicando...










Tom Waits, Chocolate Jesus - "Mule Variations" (1999)
PJ Harvey, Send His Love To Me - "To Bring You My Love" (1995)
U2, Wake Up Dead Man - "Pop" (1997)
Depeche Mode, Personal Jesus - (1989)

02/04/10

Shutter Island


Martin Scorsese consegue definitivamente com mestria prender os olhos dos apaixonados pelo cinema com o seu mais recente lançamento que se trata de uma adaptação do "best seller" de Dennis Lehane (2003), autor de "Mystic River".
Leonardo Di Caprio, depois de ter ganho mais uns quilos, cada vez nos surpreende mais com as suas actuações. É incrível a capacidade que ele tem para imprimir força e realidade à personagem em questão.
Durante semanas li críticas e sonhei em ver o filme. Receei ficar decepcionada, é um filme polémico, ora ditam genialidade ora fracasso.


Tudo ocorre em 1954, quando Teddy(Leonardo Di Caprio), um oficial da polícia, e seu companheiro Chuck (Mark Ruffalo) são chamados para investigar um suposto desaparecimento de uma paciente na ilha para onde são levados.O que mais intriga Teddy é como a paciente poderia ter escapado.É nessa busca incansável que acaba descobrindo a verdadeira razão de ter sido chamado para ilha.

A dramaticidade e a escuridão das cenas dão um toque de terror e suspense que faz o espectador ficar imóvel na cadeira, sem piscar, à espera da cena seguinte.
Shutter Island é absorvente e perturbante com todo o clima de loucura contagiante em que o protagonista é apanhado, onde nada é certo.


Tal como em Taxi Driver (1976) a personagem é intrigante e misteriosa. Enquanto Travis Bickle (Robert De Niro) representa o papel de um ex-veterano de guerra lutando contra a sua própria mente. Teddy, em Shutter Island, passa muito tempo à procura de uma resposta que todos já sabem, mas que ele se recusa a ver.

Gastão Vida de Cão

A inversão da lógica quotidiana costuma resultar em argumentos que agarram o leitor desde o primeiro momento:
"Era uma vez um cão chamado Gastão,
Que morava com cinco
Animais de estimação"
Começa assim, o novo livro escrito por Rita Taborda e ilustrado por Luís Henriques, antevendo-se o potencial cómico, o humor e nonsense decorrente do facto de um cão trocar de perspectiva com os humanos.
Gastão não se contentava em ser cão, ele queria que cada elemento da família "fosse obediente. E com siso e juízo se mantivesse na linha. Seria isso ser muito exigente?"
Talvez não. O curioso é que, se as ilustrações a preto e branco o mostram como um animal saudável nos hábitos de roer, rosnar e alçar a perna, o texto traduz o seu"pensamento"alinhando uma segunda interpretação paralela às imagens. O efeito é paradoxal.

31/03/10

Madrugada




Madrugada é uma das bandas que mais admiro. Têm fortes influências de Suicide, Velvet Underground, Nick Cave, Leonard Cohen ou Joy Division.
Formaram-se em Stokmarknes, Noruega no ano de 1995.
A banda foi formada por Sivert Höyem (vocalista), Robert Buräs (guitarrista), Frode Jacobsen (baixista) e Simen Vangen (baterista), que assumiu mais tarde o cargo, depois de Jon Lauvland Pettersen ter deixado a banda em 2002.

Madrugada - Grit (2001)

30/03/10

Discos da minha vida 5





Neil Young – After The Gold Rush (1970)


1. "Tell Me Why"
2. "After the Gold Rush"
3. "Only Love Can Break Your Heart"
4. "Southern Man"
5. "Till the Morning Comes"
6. "Oh Lonesome Me"
7. "Don't Let It Bring You Down"
8. "Birds"
9. "When You Dance I Can Really Love"
10. "I Believe in You"
11. "Cripple Creek Ferry"

28/03/10

Time Out chegou ao Porto


A Time Out finalmente chegou ao Porto. Tai quê? Time Out! Por mais anos que tenha haverá sempre alguém que não conheça esta revista. O facto de ser uma revista de sucesso nos quatro cantos do mundo faz com que aqui a malta do norte se sinta um pouco mais feliz, com a aposta deste projecto na cidade invicta. Trata-se de um magazine de informação de tempos livres. Proporciona um leitura ligeira, descontraída e actualizada sobre o que fazer nas horas livres. Vieram ocupar um lugar ainda não preenchido, principalmente aqui no norte. Felicidades.

26/03/10

Radiohead




Radiohead - "In Rainbows - From The Basement" (2008)

Participação do Radiohead no programa "From The Basement", de Nigel Godrich. A banda tocou 14 músicas, entre novidades do In Rainbows e clássicos. Imperdível. É quase um Radiohead Unplugged.

Setlist:
01 - Weird Fishes/Arpeggi
02 - 15 Step
03 - Bodysnatchers
04 - Nude
05 - The Gloaming
06 - Myxomatosis
07 - House of Cards
08 - Bangers and Mash
09 - Optimistic
10 - Reckoner
11 - Videotape
12 - Where I End and You Begin
13 - Go Slowly
14 - All I Need

25/03/10

Novidades - CocoRosie












As irmãs Sierra e Bianca estão de regresso pela Sub Pop (os três primeiros vieram à luz pela Touch And Go).O quarto disco da dupla norte-americana sai em 11 de Maio. Chama-se “Grey Oceans” e tem uma capa estranha e bem diferente das anteriores.










O disco é o sucessor de “The Adventures Of Ghosthorse And Stillborn”, de 2007.
Grey Oceans pode talvez não alcançar o conhecimento que CocoRosie conseguiu nos álbuns anteriores, mas agradará muito àqueles que preferem o modo original com que CocoRosie faz suas músicas. E não está nada mal. Mais indígena que nunca, ainda com electrônicos e trazendo uma atmosfera algo exótica.




CocoRosie - Grey Oceans (2010)

Take one


Marcello Mastroianni no papel de Marcello Rubini. O actor e Federico Fellini eram muito amigos, e o cineasta resolveu dar-lhe o papel do seu alter-ego. Na juventude, Fellini tinha sido jornalista. Segundo o crítico italiano Indro Montanelli, primeiro a se aprofundar sobre La Dolce Vita, Rubini era o caçador de notícias mundanas de que Fellini se serviu para explorar a sociedade romana em todos os seus redutos. Dos apartamentos e mansões dos novos ricos aos cafés da Via Veneto, nada escapava do olhar crítico, cínico e ao mesmo tempo terno e ingênuo de Rubini/Fellini.




O assistente de câmara Ennio Guarnieri (à esq.)com a actriz e cantora Nico (que anos mais tarde ficaria famosa por ser vocalista dos Velvet Underground) e Federico Fellini durante uma pausa nas filmagens de La Dolce Vita.




Numa das cenas mais famosas da história do cinema, durante a noite, Marcello e Sylvia (Anita Ekberg), uma actriz de Hollywood que o jornalista corteja, entram na Fontana di Trevi, uma das fontes mais importantes de Roma. A cena tornou-se antológica, mas não o suficiente para alavancar a carreira de Anita, que nunca mais teria a mesma notoriedade.

24/03/10

Andrew Bird



Andrew Bird - Anonanimal
Ao vivo para a Minnesota Public Radio, 11.04.2009.

Discos da minha vida 4




















Doors - LA Woman (1971)

22/03/10

Einsturzende Neubauten

Há dias assim

Hoje comi um bom bife com arroz e grelos salteados. Divinal!
Há dias assim...

Ali Farka Touré& Toumani Diabaté



Um álbum de audição obrigatória.

20/03/10

Laetitia Sadier

Atlas Sound - Quick Canal w/ Laetitia Sadler) from hscottroth on Vimeo.




Quick Canal do álbum Logos dos Altas Sound.

Voz do projecto Stereolab e colaboradora de gente tão distinta como Blur, Mouse on Mars ou Atlas Sound, a cantora francesa é um dos nomes maiores da pop experimental dos últimos 20 anos. Está em Portugal a apresentar alguns dos novos temas a incluir no seu álbum a solo.
Hoje no Passos Manuel no Porto.

É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

17/03/10

Novidades - Anaïs Mitchell




Hadestown é o nome do novo disco de Anaïs Mitchell.
Uma ópera folk sobre a história de Orfeu e Eurídice, mas contextualizado espacio-temporalmente na América pobre da era da Grande Depressão.

Wait For Me conta com a colaboração de Justin Vernon.

16/03/10

Discos da minha vida 3



Tom Waits - Rain Dogs (1985)

15/03/10

Com uma voz irresistível de fazer inveja a qualquer um, Cat Power representa na perfeição a música Indie com uma mistura de pop e blues.
Toca com Jim White, Grega Foreman, Judah Explosion. São os Dirty Blues.
Os meus álbuns preferidos são Jukebox, Greatest e You are Free.
Cat Power, The Greatest, no Jools Holland, um dos melhores programas de música de sempre.

14/03/10

Joana Vasconcelos

Joana Vasconcelos nasceu em Paris, em 1971. É considerada uma das mais influentes artistas plásticas portuguesas da última década, com exposições em Portugal e no estrangeiro. Em Março de 2009, integrou a exposição colectiva «A Certain Stat of the World», no Garage Center for Contemporary Art, em Moscovo. Participou na Bienal de Veneza, em 2005, com a peça A Noiva (um candelabro composto por mais de 25 mil tampões). Recentemente, a peça Coração Independente Dourado foi vendida em leilão da Christie's por 129 mil euros. Em 2005 recebeu o prémio The Winner Tekes It All, atribuído pela Fundação Berardo, para a peça Néctar, e em 2000 venceu o Prémio EDP Novos Artistas. Tem formação em joalharia e trabalha a nível da escultura e instalações.
Miguel Amado irá em Junho apresentar uma reorganização da exposição permanente de Joana Vasconcelos da colecção do Museu Berardo.

"Contaminação



"Néctar"

"Cama Valium"

"Cinderela"

Os trabalhos de Joana Vasconcelos lidam com a esfera inter-humana, as relações entre pessoas, comunidades, indivíduos ou grupos sociais. São produtos culturais de uso corrente.Ou seja, ao invés de elaborar formas com base em matéria-prima, o material que manipula não é primário, ela trabalha com objectos já em circulação no mercado cultural, objectos informados por outro objecto.

O crítico de arte francês Nicolas Bourriaud no livro Pós-produção (Postproduction, 2002) defendia que as noções de originalidade e de criação (fazer qualquer coisa do nada) estavam a diluir-se numa actividade de pós-produção. Um agenciamento no qual as misturas praticadas pelos DJ eram o exemplo por excelência deste contexto cultural contemporâneo, ao manipular e inserir novas transições nos fluxos de informação sonora pré-existentes. O DJ é uma pessoa que usa fragmentos de músicas gravadas para fazer novas composições. «A ideia do DJ é uma ideia que tem a ver com ir buscar coisas, outras composições musicais, por exemplo. Um DJ vai buscar uma música à história da música e faz uma nova composição enquanto a inscreve numa nova classificação musical. Eu não vou buscar obras de arte de ninguém mas sim objectos banais do nosso quotidiano», diz Joana Vasconcelos.

Os teus objectos são formas que questionam as formas sociais...
Questionam o principal «valor» que é o consumismo. As aspirinas [Sofá Aspirina, 1997, blisters de Aspirina] e a cama de valium [Cama Valium, 1998, blisters de Valium] são uma crítica ao consumo de drogas, de medicamentos. Por exemplo, as pessoas mais sensíveis a esta obra são as que têm ou tiveram um forte contacto com aquele medicamento. Falam de experiências pessoais muito fortes, revelam uma certa tensão consumista que tiveram com os produtos utilizados nas peças. As pessoas consomem e raramente são questionadas sobre o excesso de consumo, seja ele de álcool, de medicamentos, de roupas, etc... Consumimos tudo duma forma completamente alucinante. Neste contexto, as minhas peças «pegam» no que toda a gente consome. Não se considera que se consome panelas ou tampões mas, apesar disso, o maior consumo dá-se em objectos socialmente menos valorizados, os objectos banais, comuns, porque só se dá valor ao que é caro e raro. Curiosamente, a aspirina é talvez o medicamento mais consumido do mundo. A única coisa que faço é pôr o dedo no comum. E a essa questão é que as pessoas não estão habituadas. Estão, sim, habituadas a que ponhas uma T-shirt a dizer «eu quero uma aspirina» ou «dá-me um tampão». O consumismo desesperado dá-se muito mais na banalidade do que no luxo.

Nick Cave



Nick Cave & Bad Seeds - Into my arms

Na mesinha de cabeceira



A casa quieta - Rodrigo Guedes de Carvalho

13/03/10

Novidades - The National



High Violet será o novo disco dos The National, a sair em Maio próximo.

Terrible Love, The National

Ao vivo no programa Late Night with Jimmy Fallon (10.03.2010)

11/03/10

Sou rapariga para gostar mais de anti-heróis


Deolinda, Deolinda, Deolinda. O nome diz-lhe o quê na verdade?
Diz-me que falta aí outra Deolinda, uma vez que o projecto musical mais importante da minha vida tem quatro elementos.
É banda para chegar onde?
É engraçado como comparamos o sucesso profissional ao alpinismo. Assim sendo, como qualquer alpinista, o objectivo é o Evereste.
E querem mesmo lá chegar?
Com certeza. Até porque deve ter a melhor vista do mundo.
Gostamos de perguntas "chapa três":quais são as vossas influências?
As nossas influências estão "chapadas" na ilustração de João Fazenda da foto de família da Deolinda que consta no Canção ao lado:Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Hermínia Silva, Sérgio Godinho, Carlos Paredes, José Afonso, Madredeus...
Quem é que a mais surpreendeu nos últimos tempos?
As voltas que dei à cabeça para tentar responder a esta pergunta levaram-me à seguinte constatação: não sou surpreendida há algum tempo.
O que leu ontem?
The Pillars of the Earth, de Ken Follett.
Guarda heróis das suas leituras?
Eu sou rapariga para gostar mais de anti-heróis ou de heróis pitorescos. Aquele que guardo com mais carinho é D.Quixote.
E vilões de estimação?
O Diabo,claro.Querem maior vilão que este?

(...)
Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda em entrevista à revista Ler

10/03/10

Discos da minha vida 2



Miles Davis - Kind of Blue (1959)

08/03/10

Mark Linkous 1962 - 6/03/2010



Home Coming Queen - Sparklehorse

"Vivadixiesubmarinetransmissionplot" (1995)

06/03/10

A Naifa

A Naifa é um projecto musical português nascido em 2004, que conjuga as linguagens clássicas do fado com aquilo que podemos latamente chamar de pop (num sentido não depreciativo).

Com o fado como ponto de partida vão ultrapassar todos os canônes da arte da saudade (não fossem alguns dos membros formados na escola do punk) e criar uma nova linguagem com a inclusão da percursão, do baixo eléctrico e dos sintetizadores.

As canções são criadas a partir de poemas de autores portugueses como Adília Lopes, José Mário Silva e José Luís Peixoto, interpretados na voz poderosa de Maria Mendes, que sem nunca nos esquecermos de nomes como Amália Rodrigues e Dulce Pontes nos enlevam no sentimento de um fado moderno.

O baixo e a bateria dão-nos uma secção rítmica que acompanha na perfeição o dedilhar da guitarra portuguesa, que se por vezes nos faz lembrar Carlos Paredes, também vai beber muito aos blues e ao rock, com "riffs" e "grooves" orelhudos.

Dead Combo

Os Dead Combo são uma banda portuguesa cujas maioritárias influências musicais são o fado, o rock, as bandas sonoras dos Westerns, música da América do Sul e de África. O seu primeiro álbum foi lançado em 2004. A sua sonoridade inovadora foi recebida com entusiasmo pela crítica portuguesa e o álbum consta da selecção dos "Melhores de 2005" do guru da world music Charlie Gillet. Em 2010 será lançado o seu quinto álbum de originais, que contará com convidados internacionais de peso. Os Dead Combo são, certamente, um dos mais interessantes e criativos projectos no âmbito da música portuguesa contemporânea. Formados por Tó Trips, nas guitarras; e Pedro Gonçalves, no Contrabaixo, no Kazoo e nas guitarras, surgiram por acaso para gravar um disco de tributo a Carlos Paredes e acabaram por ir conquistando o seu espaço, impondo a sua própria interpretação.

05/03/10

Dá vontade de experimentar!



This Too Shall Pass, OK Go

"Of The Blue Colour Of The Sky" (2009)

Realização: James Frost, OK Go, Syyn Labs

03/03/10

Bill Callahan

The Road (2010)


Um homem e o seu filho percorrem a estrada, em direcção à costa, num mundo post-apocalíptico. Não sabemos o que aconteceu antes, não sabemos qual o seu objectivo. Sabemos apenas que aquele homem e aquela criança têm que sobreviver numa terra queimada, destruída, coberta de cinzas, enfrentando o frio e a chuva e a falta de alimentos, de abrigos, de ajuda. Sabemos, também, que não há aves, nem peixes, nem qualquer outro tipo de animais e que as árvores estão mortas, queimadas, que as cidades estão desertas, apenas habitadas por cadáveres ressequidos. Sabemos, ainda, que há outros homens e outras mulheres, sujos e andrajosos como eles, famintos e desesperados como eles, mas o homem e a criança têm que os evitar.
De vez em quando, ao longo da estrada, surge uma casa abandonada, com uma despensa repleta de conservas fora de prazo, de barras de chocolate com bolor, de bidões com água e de botijas de gás e que o homem e a criança fazem um festim e tomam banho e são felizes por dois dias. E depois, voltam à estrada.
O instinto de sobrevivência, em estado puro. O engenho do homem, para conseguir proteger o seu filho e fazer, de pequenos objectos, as armas da sobrevivência.

02/03/10

Discos da minha vida - 1


KEITH JARRETT - THE KOLN CONCERT (1975)
Aqui começo uma série em que apresentarei os discos da minha vida, que me acompanharam em determinadas alturas da minha vida, que me marcaram e impressionaram, com tudo o que isso tem de subjectivo e circunstancial. Com esta ordem de apresentação não pretendo atribuir qualquer critério preferencial.

O Laço Branco

Após ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, “O Laço Branco”, de Michael Haneke conquistou os troféus para o melhor filme, melhor realizador e melhor argumento nos European Film Awards/Prémios do Cinema Europeu. Como se não bastasse a American Society of Cinematographers atribuiu-lhe o seu prestigiado prémio pela direcção fotográfica (Christian Berger).




01/03/10

Novidades - Joanna Newsom


"Have one on me" (2010)

Na mesinha de cabeceira


Paul Auster - "Invisível"

28/02/10

A cultura ficou mais pobre em 2009

João Aguardela – Músico (A Naifa)
John Updike – Escritor
Lagoa Henriques – Escultor
J.G. Ballard – Escritor
Vasco Granja – Divulgador cinema animação
João Bénard da Costa – Director Cinemateca
David Carradine – Actor
José Calvário – Maestro e compositor
Farrah Fawcett – Actriz
Michael Jackson – Músico
Pina Bausch – Bailarina e coreógrafa
Raul Solnado – Actor e humorista
Hildegard Behrens – Cantora lírica
Jim Dickinson – Músico e produtor musical
José Morais e Castro – Actor
Ellie Greenwich – Compositora pop
João Vieira – Pintor
Jim Carroll – Escritor, poeta e músico
Paul Burke – Actor
Willy Ronis – Fotógrafo
Patrick Swayze – Actor
Henry Gibson – Actor
Jorge Vasques – Actor
Mercedes Sosa – Cantora
Jake Brockman – Músico (Echo & The Bunnymen)
António Sérgio – Radialista
Claude Lévi-Strauss – Escritor e antropólogo
Francisco Ayala – Escritor
Mário Barradas – Encenador

Escrito na Pedra


"A realidade é um lugar péssimo, mas o único onde se pode comer um bom bife" Woody Allen

Os gostos de Filomena Cautela



A revista de cinema Premiere de Fevereiro convidou a apresentadora Filomena Cautela a revelar os seus gostos cinéfilos na secção "DVDteca Ideal" Olga Roriz à mistura com Wim Wenders, Fellini e David Lynch, revela muito bom gosto:

- "O Sétimo Selo" (1957) de Ingmar Bergman
- "Colecção Jonh Cassavetes" (1959-1977) de Jonh Cassavetes
- "O Feiticeiro de Oz" (1939) de Victor Fleming
- "Veludo Azul" (1986) de David Lynch
- "Eduardo Mãos de Tesoura" (1990) de Tim Burton
- "As Asas do Desejo" (1987) de Wim Wenders
- "Quem Tramou Roger Rabbit?" (1988) de Robert Zemeckis
- "A Doce Vita" (1960) de Fedrico Fellini
- "Iris" (2001) de Richard Eyre
- "French & Saunders (1987-...) de Vários
- "Coreografias Olga Roriz" (1990-200) de Rui Simões
- "Woodstock" (1970) de Michael Wadleigh
- "Trilogia a Guerra das Estrelas (IV V VI) (1977-1983) de Vários

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