
"As Portas da Percepção - Céu e Inferno" Aldous Huxley


Os Mão Morta puseram Braga no mapa musical nacional e fizeram dela algo mais do que uma cidade de arcebispos. Os 25 anos de carreira da banda são também 25 anos atentos à transformação de uma cidade, e a expor os podres da sociedade. Adolfo Luxúria Canibal fala da cidade que viu os Mão Morta nascer.
O que mudou em Braga nestes 25 anos de Mão Morta?
Houve muita coisa que mudou, pelo menos na aparência. Em 25 anos, os Mão Morta cresceram, Braga ficou no mesmo sítio. Braga cresceu muito em termos de população e construção. Tem um problema terrível que é o desordenamento urbanístico, que começa no centro. E depois uma pessoa sobe ao Bom Jesus, olha para a cidade e ela parece um grande vomitado. As casas são todas sem personalidade, sem charme, tudo uma mancha creme.
O que faz falta em Braga?
O que faz mais falta em Braga é mesmo a oferta cultural. É horrível, uma pessoa fazer uma vida casa-trabalho, pensar em sair à noite e não ter para onde ir. Não é por acaso que é uma cidade com pouca massa crítica. Não sei se estão aborrecidos pela religião ou pela falta de cultura...Para ser a tal terceira cidade do país que quer reivindicar precisava de outro tipo de incentivos culturais, e Braga não os tem.
E para ser a suposta Capital Europeia da Juventude...
Essa, acho-lhe muita piada. Agora que Braga já não é a capital mais jovem nem de Portugal, nem da Europa e numa altura em que Guimarães tem a Capital Europeia da Cultura, que devia ser orgulho para nós bracarenses, e podendo nós auferir dessa programação inerente à capital, a Câmara inventa uma Capital Europeia da Juventude. Em vez de aproveitar sinergias e criar públicos também em Braga, cria comcorrência.Fico pasmado com o provincianismo desta gente.
O que é que há então de bom em Braga?
Braga é uma cidade muito boa para morrer. Uma pessoa não fica com muitas saudades da vida, não é? Se bem que não tenha incineração, que é uma chatice...
Nem tinham onde deitar as conzas, ninguém quer ser deitado ao Rio Este...
O Rio Este nem peixes tem, e as cinzas iam ali acumular-se com o lixo. É bom estar em Braga para quem for mais velho, para uma pessoa que tenha Braga como ponto de refúgio e que se meta em casa, à lareira, a ouvir a chuva lá fora... Braga é uma cidade óptima, porque tem muita chuva. E que depois tenha dinheiro para viajar e voltar a Braga para ouvir mais um bocado de chuva.Fora isso, é uma cidade que deixa muitas angústias, muita vontade de sair. Não é por acaso que as pessoas saem da cidade, vão para qualquer lado menos Braga.Para Braga as pessoas vêm dormir porque é barato.
Adolfo Luxúria Canibal in "Time Out - Porto"
É agradável descobrir um livro que nos apega, que queremos ler sempre mais um bocadinho, que não queremos parar de ler. É o que me está a acontecer com “O destino turístico” de Rui Zink.



Tal como em Taxi Driver (1976) a personagem é intrigante e misteriosa. Enquanto Travis Bickle (Robert De Niro) representa o papel de um ex-veterano de guerra lutando contra a sua própria mente. Teddy, em Shutter Island, passa muito tempo à procura de uma resposta que todos já sabem, mas que ele se recusa a ver.
Madrugada é uma das bandas que mais admiro. Têm fortes influências de Suicide, Velvet Underground, Nick Cave, Leonard Cohen ou Joy Division.
Formaram-se em Stokmarknes, Noruega no ano de 1995.
A banda foi formada por Sivert Höyem (vocalista), Robert Buräs (guitarrista), Frode Jacobsen (baixista) e Simen Vangen (baterista), que assumiu mais tarde o cargo, depois de Jon Lauvland Pettersen ter deixado a banda em 2002.
Madrugada - Grit (2001)







Atlas Sound - Quick Canal w/ Laetitia Sadler) from hscottroth on Vimeo.
Hadestown é o nome do novo disco de Anaïs Mitchell.
Uma ópera folk sobre a história de Orfeu e Eurídice, mas contextualizado espacio-temporalmente na América pobre da era da Grande Depressão.
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arina e coreógrafa