
Marcello Mastroianni no papel de Marcello Rubini. O actor e Federico Fellini eram muito amigos, e o cineasta resolveu dar-lhe o papel do seu alter-ego. Na juventude, Fellini tinha sido jornalista. Segundo o crítico italiano Indro Montanelli, primeiro a se aprofundar sobre La Dolce Vita, Rubini era o caçador de notícias mundanas de que Fellini se serviu para explorar a sociedade romana em todos os seus redutos. Dos apartamentos e mansões dos novos ricos aos cafés da Via Veneto, nada escapava do olhar crítico, cínico e ao mesmo tempo terno e ingênuo de Rubini/Fellini.

O assistente de câmara Ennio Guarnieri (à esq.)com a actriz e cantora Nico (que anos mais tarde ficaria famosa por ser vocalista dos Velvet Underground) e Federico Fellini durante uma pausa nas filmagens de La Dolce Vita.

Numa das cenas mais famosas da história do cinema, durante a noite, Marcello e Sylvia (Anita Ekberg), uma actriz de Hollywood que o jornalista corteja, entram na Fontana di Trevi, uma das fontes mais importantes de Roma. A cena tornou-se antológica, mas não o suficiente para alavancar a carreira de Anita, que nunca mais teria a mesma notoriedade.























