25/03/10

Take one


Marcello Mastroianni no papel de Marcello Rubini. O actor e Federico Fellini eram muito amigos, e o cineasta resolveu dar-lhe o papel do seu alter-ego. Na juventude, Fellini tinha sido jornalista. Segundo o crítico italiano Indro Montanelli, primeiro a se aprofundar sobre La Dolce Vita, Rubini era o caçador de notícias mundanas de que Fellini se serviu para explorar a sociedade romana em todos os seus redutos. Dos apartamentos e mansões dos novos ricos aos cafés da Via Veneto, nada escapava do olhar crítico, cínico e ao mesmo tempo terno e ingênuo de Rubini/Fellini.




O assistente de câmara Ennio Guarnieri (à esq.)com a actriz e cantora Nico (que anos mais tarde ficaria famosa por ser vocalista dos Velvet Underground) e Federico Fellini durante uma pausa nas filmagens de La Dolce Vita.




Numa das cenas mais famosas da história do cinema, durante a noite, Marcello e Sylvia (Anita Ekberg), uma actriz de Hollywood que o jornalista corteja, entram na Fontana di Trevi, uma das fontes mais importantes de Roma. A cena tornou-se antológica, mas não o suficiente para alavancar a carreira de Anita, que nunca mais teria a mesma notoriedade.

24/03/10

Andrew Bird



Andrew Bird - Anonanimal
Ao vivo para a Minnesota Public Radio, 11.04.2009.

Discos da minha vida 4




















Doors - LA Woman (1971)

22/03/10

Einsturzende Neubauten

Há dias assim

Hoje comi um bom bife com arroz e grelos salteados. Divinal!
Há dias assim...

Ali Farka Touré& Toumani Diabaté



Um álbum de audição obrigatória.

20/03/10

Laetitia Sadier

Atlas Sound - Quick Canal w/ Laetitia Sadler) from hscottroth on Vimeo.




Quick Canal do álbum Logos dos Altas Sound.

Voz do projecto Stereolab e colaboradora de gente tão distinta como Blur, Mouse on Mars ou Atlas Sound, a cantora francesa é um dos nomes maiores da pop experimental dos últimos 20 anos. Está em Portugal a apresentar alguns dos novos temas a incluir no seu álbum a solo.
Hoje no Passos Manuel no Porto.

É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

17/03/10

Novidades - Anaïs Mitchell




Hadestown é o nome do novo disco de Anaïs Mitchell.
Uma ópera folk sobre a história de Orfeu e Eurídice, mas contextualizado espacio-temporalmente na América pobre da era da Grande Depressão.

Wait For Me conta com a colaboração de Justin Vernon.

16/03/10

Discos da minha vida 3



Tom Waits - Rain Dogs (1985)

15/03/10

Com uma voz irresistível de fazer inveja a qualquer um, Cat Power representa na perfeição a música Indie com uma mistura de pop e blues.
Toca com Jim White, Grega Foreman, Judah Explosion. São os Dirty Blues.
Os meus álbuns preferidos são Jukebox, Greatest e You are Free.
Cat Power, The Greatest, no Jools Holland, um dos melhores programas de música de sempre.

14/03/10

Joana Vasconcelos

Joana Vasconcelos nasceu em Paris, em 1971. É considerada uma das mais influentes artistas plásticas portuguesas da última década, com exposições em Portugal e no estrangeiro. Em Março de 2009, integrou a exposição colectiva «A Certain Stat of the World», no Garage Center for Contemporary Art, em Moscovo. Participou na Bienal de Veneza, em 2005, com a peça A Noiva (um candelabro composto por mais de 25 mil tampões). Recentemente, a peça Coração Independente Dourado foi vendida em leilão da Christie's por 129 mil euros. Em 2005 recebeu o prémio The Winner Tekes It All, atribuído pela Fundação Berardo, para a peça Néctar, e em 2000 venceu o Prémio EDP Novos Artistas. Tem formação em joalharia e trabalha a nível da escultura e instalações.
Miguel Amado irá em Junho apresentar uma reorganização da exposição permanente de Joana Vasconcelos da colecção do Museu Berardo.

"Contaminação



"Néctar"

"Cama Valium"

"Cinderela"

Os trabalhos de Joana Vasconcelos lidam com a esfera inter-humana, as relações entre pessoas, comunidades, indivíduos ou grupos sociais. São produtos culturais de uso corrente.Ou seja, ao invés de elaborar formas com base em matéria-prima, o material que manipula não é primário, ela trabalha com objectos já em circulação no mercado cultural, objectos informados por outro objecto.

O crítico de arte francês Nicolas Bourriaud no livro Pós-produção (Postproduction, 2002) defendia que as noções de originalidade e de criação (fazer qualquer coisa do nada) estavam a diluir-se numa actividade de pós-produção. Um agenciamento no qual as misturas praticadas pelos DJ eram o exemplo por excelência deste contexto cultural contemporâneo, ao manipular e inserir novas transições nos fluxos de informação sonora pré-existentes. O DJ é uma pessoa que usa fragmentos de músicas gravadas para fazer novas composições. «A ideia do DJ é uma ideia que tem a ver com ir buscar coisas, outras composições musicais, por exemplo. Um DJ vai buscar uma música à história da música e faz uma nova composição enquanto a inscreve numa nova classificação musical. Eu não vou buscar obras de arte de ninguém mas sim objectos banais do nosso quotidiano», diz Joana Vasconcelos.

Os teus objectos são formas que questionam as formas sociais...
Questionam o principal «valor» que é o consumismo. As aspirinas [Sofá Aspirina, 1997, blisters de Aspirina] e a cama de valium [Cama Valium, 1998, blisters de Valium] são uma crítica ao consumo de drogas, de medicamentos. Por exemplo, as pessoas mais sensíveis a esta obra são as que têm ou tiveram um forte contacto com aquele medicamento. Falam de experiências pessoais muito fortes, revelam uma certa tensão consumista que tiveram com os produtos utilizados nas peças. As pessoas consomem e raramente são questionadas sobre o excesso de consumo, seja ele de álcool, de medicamentos, de roupas, etc... Consumimos tudo duma forma completamente alucinante. Neste contexto, as minhas peças «pegam» no que toda a gente consome. Não se considera que se consome panelas ou tampões mas, apesar disso, o maior consumo dá-se em objectos socialmente menos valorizados, os objectos banais, comuns, porque só se dá valor ao que é caro e raro. Curiosamente, a aspirina é talvez o medicamento mais consumido do mundo. A única coisa que faço é pôr o dedo no comum. E a essa questão é que as pessoas não estão habituadas. Estão, sim, habituadas a que ponhas uma T-shirt a dizer «eu quero uma aspirina» ou «dá-me um tampão». O consumismo desesperado dá-se muito mais na banalidade do que no luxo.

Nick Cave



Nick Cave & Bad Seeds - Into my arms

Na mesinha de cabeceira



A casa quieta - Rodrigo Guedes de Carvalho

13/03/10

Novidades - The National



High Violet será o novo disco dos The National, a sair em Maio próximo.

Terrible Love, The National

Ao vivo no programa Late Night with Jimmy Fallon (10.03.2010)

11/03/10

Sou rapariga para gostar mais de anti-heróis


Deolinda, Deolinda, Deolinda. O nome diz-lhe o quê na verdade?
Diz-me que falta aí outra Deolinda, uma vez que o projecto musical mais importante da minha vida tem quatro elementos.
É banda para chegar onde?
É engraçado como comparamos o sucesso profissional ao alpinismo. Assim sendo, como qualquer alpinista, o objectivo é o Evereste.
E querem mesmo lá chegar?
Com certeza. Até porque deve ter a melhor vista do mundo.
Gostamos de perguntas "chapa três":quais são as vossas influências?
As nossas influências estão "chapadas" na ilustração de João Fazenda da foto de família da Deolinda que consta no Canção ao lado:Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Hermínia Silva, Sérgio Godinho, Carlos Paredes, José Afonso, Madredeus...
Quem é que a mais surpreendeu nos últimos tempos?
As voltas que dei à cabeça para tentar responder a esta pergunta levaram-me à seguinte constatação: não sou surpreendida há algum tempo.
O que leu ontem?
The Pillars of the Earth, de Ken Follett.
Guarda heróis das suas leituras?
Eu sou rapariga para gostar mais de anti-heróis ou de heróis pitorescos. Aquele que guardo com mais carinho é D.Quixote.
E vilões de estimação?
O Diabo,claro.Querem maior vilão que este?

(...)
Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda em entrevista à revista Ler

10/03/10

Discos da minha vida 2



Miles Davis - Kind of Blue (1959)

08/03/10

Mark Linkous 1962 - 6/03/2010



Home Coming Queen - Sparklehorse

"Vivadixiesubmarinetransmissionplot" (1995)

06/03/10

A Naifa

A Naifa é um projecto musical português nascido em 2004, que conjuga as linguagens clássicas do fado com aquilo que podemos latamente chamar de pop (num sentido não depreciativo).

Com o fado como ponto de partida vão ultrapassar todos os canônes da arte da saudade (não fossem alguns dos membros formados na escola do punk) e criar uma nova linguagem com a inclusão da percursão, do baixo eléctrico e dos sintetizadores.

As canções são criadas a partir de poemas de autores portugueses como Adília Lopes, José Mário Silva e José Luís Peixoto, interpretados na voz poderosa de Maria Mendes, que sem nunca nos esquecermos de nomes como Amália Rodrigues e Dulce Pontes nos enlevam no sentimento de um fado moderno.

O baixo e a bateria dão-nos uma secção rítmica que acompanha na perfeição o dedilhar da guitarra portuguesa, que se por vezes nos faz lembrar Carlos Paredes, também vai beber muito aos blues e ao rock, com "riffs" e "grooves" orelhudos.

Dead Combo

Os Dead Combo são uma banda portuguesa cujas maioritárias influências musicais são o fado, o rock, as bandas sonoras dos Westerns, música da América do Sul e de África. O seu primeiro álbum foi lançado em 2004. A sua sonoridade inovadora foi recebida com entusiasmo pela crítica portuguesa e o álbum consta da selecção dos "Melhores de 2005" do guru da world music Charlie Gillet. Em 2010 será lançado o seu quinto álbum de originais, que contará com convidados internacionais de peso. Os Dead Combo são, certamente, um dos mais interessantes e criativos projectos no âmbito da música portuguesa contemporânea. Formados por Tó Trips, nas guitarras; e Pedro Gonçalves, no Contrabaixo, no Kazoo e nas guitarras, surgiram por acaso para gravar um disco de tributo a Carlos Paredes e acabaram por ir conquistando o seu espaço, impondo a sua própria interpretação.

05/03/10

Dá vontade de experimentar!



This Too Shall Pass, OK Go

"Of The Blue Colour Of The Sky" (2009)

Realização: James Frost, OK Go, Syyn Labs

03/03/10

Bill Callahan

The Road (2010)


Um homem e o seu filho percorrem a estrada, em direcção à costa, num mundo post-apocalíptico. Não sabemos o que aconteceu antes, não sabemos qual o seu objectivo. Sabemos apenas que aquele homem e aquela criança têm que sobreviver numa terra queimada, destruída, coberta de cinzas, enfrentando o frio e a chuva e a falta de alimentos, de abrigos, de ajuda. Sabemos, também, que não há aves, nem peixes, nem qualquer outro tipo de animais e que as árvores estão mortas, queimadas, que as cidades estão desertas, apenas habitadas por cadáveres ressequidos. Sabemos, ainda, que há outros homens e outras mulheres, sujos e andrajosos como eles, famintos e desesperados como eles, mas o homem e a criança têm que os evitar.
De vez em quando, ao longo da estrada, surge uma casa abandonada, com uma despensa repleta de conservas fora de prazo, de barras de chocolate com bolor, de bidões com água e de botijas de gás e que o homem e a criança fazem um festim e tomam banho e são felizes por dois dias. E depois, voltam à estrada.
O instinto de sobrevivência, em estado puro. O engenho do homem, para conseguir proteger o seu filho e fazer, de pequenos objectos, as armas da sobrevivência.

02/03/10

Discos da minha vida - 1


KEITH JARRETT - THE KOLN CONCERT (1975)
Aqui começo uma série em que apresentarei os discos da minha vida, que me acompanharam em determinadas alturas da minha vida, que me marcaram e impressionaram, com tudo o que isso tem de subjectivo e circunstancial. Com esta ordem de apresentação não pretendo atribuir qualquer critério preferencial.

O Laço Branco

Após ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, “O Laço Branco”, de Michael Haneke conquistou os troféus para o melhor filme, melhor realizador e melhor argumento nos European Film Awards/Prémios do Cinema Europeu. Como se não bastasse a American Society of Cinematographers atribuiu-lhe o seu prestigiado prémio pela direcção fotográfica (Christian Berger).




01/03/10

Novidades - Joanna Newsom


"Have one on me" (2010)

Na mesinha de cabeceira


Paul Auster - "Invisível"

28/02/10

A cultura ficou mais pobre em 2009

João Aguardela – Músico (A Naifa)
John Updike – Escritor
Lagoa Henriques – Escultor
J.G. Ballard – Escritor
Vasco Granja – Divulgador cinema animação
João Bénard da Costa – Director Cinemateca
David Carradine – Actor
José Calvário – Maestro e compositor
Farrah Fawcett – Actriz
Michael Jackson – Músico
Pina Bausch – Bailarina e coreógrafa
Raul Solnado – Actor e humorista
Hildegard Behrens – Cantora lírica
Jim Dickinson – Músico e produtor musical
José Morais e Castro – Actor
Ellie Greenwich – Compositora pop
João Vieira – Pintor
Jim Carroll – Escritor, poeta e músico
Paul Burke – Actor
Willy Ronis – Fotógrafo
Patrick Swayze – Actor
Henry Gibson – Actor
Jorge Vasques – Actor
Mercedes Sosa – Cantora
Jake Brockman – Músico (Echo & The Bunnymen)
António Sérgio – Radialista
Claude Lévi-Strauss – Escritor e antropólogo
Francisco Ayala – Escritor
Mário Barradas – Encenador

Escrito na Pedra


"A realidade é um lugar péssimo, mas o único onde se pode comer um bom bife" Woody Allen

Os gostos de Filomena Cautela



A revista de cinema Premiere de Fevereiro convidou a apresentadora Filomena Cautela a revelar os seus gostos cinéfilos na secção "DVDteca Ideal" Olga Roriz à mistura com Wim Wenders, Fellini e David Lynch, revela muito bom gosto:

- "O Sétimo Selo" (1957) de Ingmar Bergman
- "Colecção Jonh Cassavetes" (1959-1977) de Jonh Cassavetes
- "O Feiticeiro de Oz" (1939) de Victor Fleming
- "Veludo Azul" (1986) de David Lynch
- "Eduardo Mãos de Tesoura" (1990) de Tim Burton
- "As Asas do Desejo" (1987) de Wim Wenders
- "Quem Tramou Roger Rabbit?" (1988) de Robert Zemeckis
- "A Doce Vita" (1960) de Fedrico Fellini
- "Iris" (2001) de Richard Eyre
- "French & Saunders (1987-...) de Vários
- "Coreografias Olga Roriz" (1990-200) de Rui Simões
- "Woodstock" (1970) de Michael Wadleigh
- "Trilogia a Guerra das Estrelas (IV V VI) (1977-1983) de Vários

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