
O último filme mudo de Dreyer, a sua obra prima e a película mais perfeita sobre Joana d ´Arc é um filme sublime.
Este é o cinema no estado puro, não há artifícios.
Todo o filme é filmado quase exclusivamente em grandes planos que dão uma enorme densidade interior às personagens. A melhor forma de espelhar toda a espiritualidade. Joana interpretada por Renée Falconetti , desempenhou o seu papel sem qualquer maquilhagem, pois Dreyer entendia que sua aplicação iria ocultar o realismo.
Este é considerado um dos melhores trabalhos realizados no cinema. É simplesmente magistral. Alegria, tristeza, esperança, medo e tantas outras emoções humanas são perfeitamente caracterizadas por Falconetti apenas por expressões de seu rosto.
Todos os filmes de Dreyer se tinham baseado, até à altura, em obras de ficção ou peças de teatro, excepto este que foi inspirado em manuscritos oficiais do processo de julgamento da donzela de Orleães, ou melhor em partes muito comprimidas desse processo.
A história passa-se num único dia, no interior de um tribunal, exceptuando uma ou outra cena no exterior. Joana D' Arc defende a sua fé com uma convicção inabalável diante de juízes e teólogos.
O lado humano de Joana D' Arc é confrontado com o lado desumano dos juízes que a julgam, com o intuito de a subjugar.Os juízes representam a inflexibilidade da Igreja diante a ameaça que ela representa aos seus interesses.
É presa, humilhada, torturada e interrogada da maneira impiedosa por um tribunal eclesiástico, que a levou, involutariamente a blasfemar. É colocada na fogueira e morre por Deus e pela França.


É isso tudo Manuela, uma obra-prima. E Falconetti está fabulosa, expressivamente fabulosa. Sem dúvida o melhor filme sobre a Joana D'Arc. Só uma correcçãozinha ;) não é a obra-prima, é uma das obras-primas de Dreyer. Este, o Ordet, o Gertrud e o Vredens Dag são autênticas pérolas do cinema.
ResponderEliminarObra prima! Grande Filme!
ResponderEliminarMais uma grande obra, onde podíamos criar uma banda sonora, que tal!!!
ResponderEliminarÁlvaro,sem dúvida uma das suas obras primas.(O Vampiro, A palavra, Gertrud).Esta é a obra prima de Dreyer minha preferida.É nesse sentido.
ResponderEliminarAntónio,a Paixão de Joana d´Arc é poesia sem adjectivos (li isto algures e gostei):)
Luís, é outra boa hipótese. Esta banda sonora, diga-se, é muito boa.Mas este filme até de banda sonora prescindia, para continuar a ser um grande filme.
En Dies Irae (Vredens Dag), sin embargo, es donde mejor se manifiesta la luz de Dreyer. Una luz "palabra", una expresión que con precisión narra el combate de la vida con la realidad del mundo.
ResponderEliminarUm dos melhores filmes de um dos maiores realizadores.
ResponderEliminarQue filme... E só de pensar que o descobri há apenas um par de meses, o que eu estava a perder!
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